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Sociedade pandémica: altruísta ou egoísta?
Sandra Pereira
Barreiro

Sociedade pandémica: altruísta ou egoísta?<br />
Sandra Pereira<br />
Barreiro Será que vivemos numa sociedade capaz de se ser altruísta? Mesmo mediante situações cataclísmicas como a que tentamos superar atualmente?
O altruísmo é um efeito da empatia, esta é a regra de ouro de quem possui inteligência emocional, que vive a emoção do outro ou pelo menos tenta compreendê-la.

Não é uma temática que se ensine na escola, mas saber ser sensível e ter consciência do sofrimento alheio provem da natureza e da experiência de vida de cada um.

Os valores morais que nos foram incutidos ou que se desenvolveram ao longo da nossa vida não são influenciados por terceiros, portanto ou somos capaz de nos sensibilizarmos emocionalmente com os problemas e dores dos outros, ou não aprenderemos de todo, a fazê-lo nesta sociedade.
O que é esta sociedade, nos tempos atuais: Egoísta? Interesseira? Oportunista?

Estamos no seio de uma pandemia que já dura há uns valentes meses, e ao que creio, veio para ficar mais um tempo, quiçá uns anos.
Como eramos antes da pandemia? Como somos hoje?
Antes da pandemia, vivíamos em modo automático, sem parar para pensar nos porquês das nossas ações, era assim porque tinha de ser.

Não olhávamos a meios e estávamos com o GPS sempre ativo e focado, não deixando a mente pensar por si mesma: esta atitude leva-nos a sermos egoístas, até para nós próprios.
E agora? Agora fomos forçados a parar e repensar na essência do que é estar vivo: quem somos, o que valemos, o que podemos mudar? Começa tudo ao nível do pensamento e da emoção.

Parámos. Olhámos e escutámos o que está a acontecer à nossa volta. Já não importa o dia depois de amanhã, queremos é chegar ao final do dia de hoje. Isto acontece numa fase inicial. Depois quando são ultrapassados alguns desafios primários, como +e o caso da autossobrevivência, começa-se a elaborar outros planos.
Mas estaremos mesmo capazes de olhar para aqueles mais desfavorecidos?
Não deveria ser uma lei humana superior: proteger quem não tem potencialidades e recursos para o fazer a solo?

O egoísmo é o contraponto do altruísmo: não é possível ser altruísta sem existir empatia. Resta saber se a pandemia estará a despertar um altruísmo que já “habitava” ali e foi aflorado por este evento ou, na realidade, ninguém foi capaz de o visualizar. O importante é que os dois podem ser desenvolvidos e tornar inspiração e motivação, na presença ou ausência de uma pandemia, para que mais pessoas ocupem o espaço além das suas vidas.

Nunca é tarde para assumirmos um papel preponderante numa sociedade onde não impera bom senso, entre ajuda e empatia geral. Se quisermos ser diferentes, há muitos papéis sociais que podemos desempenhar com brio, privilegiando a diferença: sermos únicos e uteis a uma sociedade repleta de defeitos e doenças provisórias.
Ainda podemos mudar o rumo da história?
Creio que sim. Basta permitir que comece a acontecer.

Não viemos ao mundo para sofrer, basta pensar que todos queremos o mesmo: a felicidade, é inerente à condição humana. Mas felicidade não é ausência de sofrimento, é um equilíbrio e saber estar e viver em harmonia, sentir plenitude e paz, apesar do sofrimento.
Que soluções podemos encontrar para sermos mais altruístas?

Passaremos do papel à ação:

1. Fazer voluntariado
Tendo em conta a recomendação para não sair de casa, o voluntariado online ganha força e se mostra como ótima maneira de ajudar quem precisa sem ter de se deslocar até uma organização social.

2. Adotar um amigo
Esta é uma sugestão benéfica essencialmente para pessoas que estejam sozinhas, doentes ou idosas. Este evento trouxe mais solidão: há mais pessoas sozinhas do que se pensa. Conectar através das redes sociais e adotar um amigo novo é uma excelente forma de ser útil, estando disponível para conversar e pronto a orientá-la sobre como buscar orientação nesta fase.

3. Partilhar algo inerente aos nossos conhecimentos
Se alguém dá aulas ou se domina alguma atividade, pode iniciar tutoriais online dando hipótese a outros para aprenderem consigo: línguas, exercício físico, apoio emocional, cozinhar de forma sustentável, etc.

4. Fazer doações de bens
Sabemos que nesta fase, estamos todos carentes e não abonamos muito financeiramente, por essa razão, há quem necessite mais, seja de alimentos, bens, dinheiro, etc. Não custa muito dar uma volta aos pertences em casa, e doar o que não faz falta. Estaremos a fazer dois em um, arranjamos tempo para organizar o nosso espaço e entregamos a outros reciclando o que já não nos faz falta.
Estas são apenas algumas sugestões.

A última dica é a sua: receitar o bem é fazer o bem.
Sejam felizes.

Sandra Pereira
Life Coach e Formadora de Gestão Emocional
sassacoaching@gmail.com
937891927


29.10.2020 - 16:43

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