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Urbanização de Sete Portais – A arte de fazer tudo ao contrário
Por Bruno Vitorino
Barreiro

Urbanização de Sete Portais – A arte de fazer tudo ao contrário<br />
Por Bruno Vitorino<br />
Barreiro E se fosse à janela e, sem saber porquê, visse umas máquinas a abrir uma vala enorme, naquele que sempre foi o espaço para os seus filhos brincarem?
Uma obra sobre a qual não teve qualquer informação. Sobre o que é, para que serve, quanto tempo vai demorar, quais os constrangimentos associados…Nada!
Isto a propósito da obra em curso na Urbanização de Sete Portais, na Quinta da Lomba.

Uma autarquia que muito investe em marketing para promover as obras e iniciativas do executivo, não tem capacidade para informar os moradores deste local?

Relativamente à obra em si, o mínimo que se pedia era bom senso e o cumprimento das regras de segurança.

Bom senso porque uma cidade se gere com e para as pessoas. Regras de segurança sim, porque muitas não foram cumpridas.
Uma vala de 4 metros de fundo, sem estar vedada ou sinalizada não é um perigo para pessoas, em especial para as crianças?

Por ser uma obra da Câmara não deve ser fiscalizada, nem as regras básicas cumpridas? Porquê?

Chegámos ao ridículo de não existirem WC, havendo trabalhadores de uma empresa que trabalha para a CMB a fazerem necessidades fisiológicas ao ar livre. Cómico se não fosse trágico... mesmo depois de lá colocada a WC fizeram o mesmo. Ao ar livre. Também só acreditei quando vi o vídeo.

E há dúvidas que necessitam de ser esclarecidas.

Se esta obra era mesmo imprescindível, e teria que ter esta dimensão, porque não foi feita na mesma altura da Urbanização, como condição à sua construção?

Foram equacionadas outras opções? Quais? Se não, porquê? Nomeadamente o optar-se por uma conduta enterrada, e não por uma vala à superfície.

Para mim, após ter procurado mais informação e mesmo tendo ficado por responder muitas destas questões, a necessidade de um sistema de escoamento de águas pluviais parece fazer sentido. Se em termos de obra, esta é a melhor solução? Isso não sabemos, pois nenhuma outra foi estudada.
Contudo, no mínimo dos mínimos em termos de segurança, terá que existir uma proteção da vala e bacia - que não estava prevista no desenho.

Mas, face à forma como tudo foi (mal) feito, sem falar com ninguém, sem dar a conhecer o porquê do projeto, porque hão de os moradores acreditar na bondade da obra?

Face ao abandono do espaço interior da urbanização, com árvores que foram deixadas a morrer, e uma obra escultórica que nunca foi limpa ou cuidada, porque hão de os moradores acreditar agora no poder autárquico?
Mais uma vez, a maioria socialista teve a arte e o engenho de fazer tudo ao contrário.

Bruno Vitorino
Vereador do PSD

17.11.2020 - 10:31

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