Conta Loios

opinião

Sim é verdade que os trabalhadores do Nicola que não tem água quente.
Por Inês Sousa
Barreiro

Sim é verdade que os trabalhadores do Nicola que não tem água quente.<br />
Por Inês Sousa <br />
Barreiro A propósito da denúncia pública, por parte do STAL, sobre as condições dos balneários dos trabalhadores do Nicola que não tem água quente.

Sim é verdade, que os trabalhadores do Nicola há demasiado tempo estão em instalações que não são dignas nem desejáveis. Ninguém o deseja.

Sim é verdade, que a CDU iniciou um processo de retirada de todos os trabalhadores das instalações do Nicola. Fizeram obras noutras instalações camarárias, relocalizando uma boa parte dos trabalhadores do Nicola nas instalações dos TCB. Permaneceram no Nicola alguns sectores operacionais, mas com a certeza do desenvolvimento de trabalho em encontrar uma solução para de lá saírem.

Sim é verdade, que a par da retirada de alguns sectores do Nicola, existiam estudos, projectos e conversações para que os serviços operacionais fossem instalados no seu conjunto, em instalações condignas, estruturadas e de futuro, e as instalações da Sotinco eram uma hipótese.

Sim é verdade, que os trabalhadores que ainda permanecem no Nicola, observaram que a CDU tentou minimizar a negatividade daquelas instalações, fazendo reparações pontuais, procurando que não chovesse dentro das instalações, procurando que os trabalhadores não tivessem falta de água quente e dotando os balneários com o mínimo de condições, dentro das possibilidades existentes naquele local.

Sim é verdade, que desde o inicio do mandato, os eleitos do PS foram ao Nicola criar expectativas aos trabalhadores que ainda lá se encontram, prometendo a sua saída até ao inicio de 2019 para as antigas instalações do LIDL, na Quinta da Lomba.

Sim é verdade, que a solução que estava a ser desenhada para os sectores operacionais, nada tinha nada a ver com esta solução das antigas instalações do LIDL, pois essas mesmas antigas instalações do LIDL, para além de terem um custo mensal elevado, não têm condições para albergar todos os trabalhadores das áreas operacionais que estão no Nicola, mais a proteção civil, nem permite a expansão dos serviços operacionais, nem a admissão de trabalhadores futuramente. Ora, não permitindo a expansão dos sectores operacionais municipais, será que a ideia é acabar com a maior parte desses serviços operacionais, colocando empresas a fazer os mesmos trabalhos? Fica a dúvida para mais tarde voltar ao assunto.

Sim é verdade, que é necessário procurar umas instalações de futuro, que deverão ser estáveis, pensadas, trabalhadas e decisivas para todos os trabalhadores, que permita aos serviços camarários um funcionamento estruturado e que permita ainda o reforço dos serviços operacionais no futuro. Sim, procurar melhores condições para todos os trabalhadores, em instalações que possibilitem uma visão de futuro e que seja agregadora dos serviços municipais.
O que levou passado três anos a não haver qualquer intervenção/reparação no Nicola? Mais três anos e ainda sem mais condições? Em tempo de chuva ninguém se preocupou com isso e agora, não têm água quente por quanto tempo? Quem se preocupa?

Ninguém pode ficar indiferente? Até resolver, é preciso minimizar. É preciso resolver, não a qualquer preço para os trabalhadores envolvidos, nem a qualquer preço para o orçamento camarário.

Inês Sousa
10/1/2021

10.01.2021 - 17:11

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2021 Todos os direitos reservados.