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Preferia as Conversas de Café
Por João Pintassilgo
Barreiro

Preferia as Conversas de Café<br />
Por João Pintassilgo<br />
Barreiro Perante um panorama, onde o comportamento do vírus continua a não ser claramente conhecido, não é realista antecipar e definir estratégias definitivas de combate, outro sim, vamos evoluindo conforme se vai conhecendo o microrganismo.

Preferia as Conversas de Café

Vivemos nestes dias dos momentos mais trágicos da nossa história recente, consequência da Pandemia que assola o Mundo inteiro, onde tem ocorrido um nível de óbitos devido às infeções com o Covid19, que não pensaríamos ser possível como consequência de uma doença, face à evolução do conhecimento científico na medicina das últimas décadas e que tem colocado os Serviços de Saúde de qualquer País em perigosas situações de rutura, com consequências em muitos outros motivos de morte das populações.

Ainda não são conhecidas as origens de tal vírus, terá sido consequência de “brincadeiras” do Homem com a Natureza desde os anos 50, manipulação genética, guerra química/biológica, ainda não sabemos e provavelmente nunca o cidadão comum virá a saber. Não se conhecendo causas, torna-se muito mais difícil encontrar a forma mais eficaz de combater o dito e naturalmente desenvolver-se uma vacina.

Mas mais uma vez, quando o Homem é assolado por uma forma tão global e mortífera, reage e em tempo record surgiram vacinas, fruto da investigação e produção dos Laboratórios de Multinacionais, que apesar de alguns com financiamento antecipado da UE, estão a pretender furtar-se a compromissos contratuais.

Perante um panorama, onde o comportamento do vírus continua a não ser claramente conhecido, não é realista antecipar e definir estratégias definitivas de combate, outro sim, vamos evoluindo conforme se vai conhecendo o microrganismo.
Mas, não temos conseguido estancar um certo espírito sado/masoquista de muitos portugueses e em especial muitos comentadores da nossa comunicação social, que têm o desplante de exigir respostas tão precisas e datadas, que seria uma irresponsabilidade responder, perante a imprevisibilidade das variáveis em questão.

Erros neste tipo de situações, haverá em qualquer lado, cometidos por quem tem a seu cargo tarefas de planeamento ou de execução de ações, como também existem êxitos ou bons resultados, mas o objetivo da notícia ou de alguns comentários é omitir as boas notícias, que seriam de estímulo e ânimo, e relevar as falhas reais ou inventadas, fomentando desânimo e alarmismo na população, além de promover a disseminação pelas redes sociais de falsas verdades, muitas vezes com objetivos inconfessáveis.
Seriam preferíveis as conversas de café no século passado, antes das redes sociais, onde os “competentes palpites” tinham reduzida propagação e ficavam por ali.

Como resultado de grandes reflecções de quem se julga especialista de todos os temas, principalmente os do momento, Dunning e Kruger definiram o seguinte axioma:
“As pessoas com poucas competências num domínio tendem a sobrestimar sistematicamente a sua capacidade”.

01 fevereiro 2021
João Pintassilgo

01.02.2021 - 17:22

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