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Psicologia – Notas Reflexivas
A CRIANÇA, O GRUPO E PERTENÇA
(Movimento terapêutico dirigido a crianças e jovens em risco)
Por Rui Grilo
Barreiro

Psicologia – Notas Reflexivas<br />
A CRIANÇA, O GRUPO E PERTENÇA <br />
(Movimento terapêutico dirigido a crianças e jovens em risco)<br />
Por Rui Grilo<br />
Barreiro<br />
Nesta casa de tantas crianças, observa-se uma dinamica educativa e pedagógica tão própria deste contexto... propósito?
Educar para formar futuros adultos, com valores e princípios...

Além de todas as atividades curriculares, percebe-se também um enorme investimento no âmbito da aquisição de competências sociais e de vida diária... e aqui?
Preparar a autonomia e independência de jovens adultos...

No meio do turbilhão do agir e do fazer...do gritar e do chorar...da agressão e do conflito...

Deverá encontrar-se, em grupo e de forma terapêutica e com um olhar clínico, um espaço que permita a reflexão e o trabalho das emoções e sentimentos...
Um espaço de partilha, onde regularmente, com orientação de terapeutas, se pretenda potenciar o crescimento pessoal, o desenvolvimento interpessoal e a capacidade de resolução de problemas.

Estes grupos terapêuticos, adiante designados de GT, são formados por crianças, adolescentes e jovens adultos, que partilham um problema ou uma preocupação em comum. Para esse efeito, terão de estar motivados para refletir sobre os seus comportamentos e emocionalidade, bem como, ter a capacidade de escuta ativa...ouvir atentamente, apreendendo conceitos, experiências e vivências...

Daquilo que é a incontornável eficácia da psicoterapia individual e/ou acompanhamento psicológico, o trabalho aqui desenvolvido em grupo, permite às crianças e jovens uma melhor compreensão e aceitação de si mesmos, bem como um sentimento de pertença e de identidade...

Nos GT, estabelecem-se múltiplas relações que ajudam as crianças e jovens, naquilo que é o entendimento e compreensão das suas emoções e padrões de funcionamento mental...permitindo um confronto com os seus receios, medos, inseguranças e mecanismos de defesa... sendo que aqui promove-se o reforço da autoestima e a valorização pessoal...

O terapeuta, membro integrante do grupo, escuta...observa... e devolve feedback sob diversas formas....através da comunicação, do olhar ou simplesmente pelo silêncio...

Porque silenciar a voz, não apaga o eco...

Saber respeitar os timings e ritmos do outro...dar espaço para a partilha... modelar comportamentos, atitudes e pensamentos... responder sem julgar...oferecer apoio... esta é a génese da função do terapeuta...

O GT pretende estimular o não desistir... e a olhar o outro como companheiro de aprendizagem e de luta emocional...e nesta luta... ele nao está sozinho...porque sente-se compreendido...

Em última instância, o GT proporciona a oportunidade para as crianças e jovens melhorarem a capacidade de comunicar e de se relacionar com os outros. A capacidade de olhar para si próprios e de se aceitarem...mas também com a oportunidade real, de alterarem aquilo que os deixa desconfortáveis e inseguros...

Este movimento terapêutico, deverá ser um dos pilares basilares aliados à componente educativa e social, no que diz respeito à intervenção com crianças e jovens em risco...

Um bem haja.
Rui Grilo

23.04.2021 - 18:12

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