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Remo - Perfeita simbiose entre o basquetebol e o remo
Por Carlos Assunção
Barreiro

Remo - Perfeita simbiose entre o basquetebol e o remo<br />
Por Carlos Assunção<br />
Barreiro Como duas modalidades tão distintas – as mais prestigiantes e mais tituladas na nossa cidade – têm características comuns que proporcionam aos seus atletas grandes facilidades de adaptação na prática do basquetebol e do remo e no sucesso desportivo em ambas.

No passado sábado consagraram-se campeãs nacionais as jovens remadoras barreirenses dos Ferroviários do Barreiro / Baia do Tejo, Mafalda Sardinha e Catarina Bento Marques, quando poucas pessoas previam um sucesso tão rápido e meritório. Estas duas jovens barreirenses, na sua primeira época de prática do remo e na sua primeira competição nacional, venceram a sua regata de Double-scull, no escalão de Iniciados e convenceram perante as restantes tripulações adversárias.

Numa regata de 1000 metros, Mafalda Sardinha e Catarina Bento Marques cortaram a linha de meta 77 metros antes das segundas classificadas, correspondendo a 12,7 segundos, ou seja, com mais de seis comprimentos de barco de diferença sobre as mais diretas adversárias.

Mafalda Sardinha e Catarina Bento Marques surgiram na modalidade de remo, em 2020, em plena pandemia, provenientes da prática de basquetebol. Este não é caso único da história do desporto no Barreiro, são inúmeros os casos que conhecemos de jovens basquetebolistas / remadores a brilharem no desporto nacional.

Nos anos 1920-30, numa famosa equipa de basquetebol do F.C. Barreirense, no tempo de Bernardo Soeiro, despontava o jovem Gil Ferreira, internacional de basquetebol e campeão nacional de remo pelos Ferroviários do Barreiro (ver Revista “Stadium” de 26 Janeiro 1944). Posteriormente, nos anos 1960, o jovem Amadeu Rodrigues foi campeão nacional de remo pela CUF e destacado basquetebolista do Luso F.C., na equipa do Luís Cravinho, Albano da Rita e Rogério Nogueira.

Ao longo dos anos, foram vários os basquetebolistas / remadores federados em ambas as modalidades que se destacaram na prática desportiva, quando competiam nas duas modalidades, em simultâneo ou na prática de uma após a outra.

O trabalho de pernas na impulsão dos basquetebolistas é tão importante como no “ataque” da remada numa embarcação de remo. Também o trabalho de pulso é fundamental no drible e no lançamento ao cesto, como é no “transvirar” do remo. Em termos de morfologia dos atletas, é do senso comum que os jovens altos serão sempre bem-vindos ao basquetebol, então o que dizer do remo, como desporto de alavancas. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a média de altura de todos os remadores masculinos presentes foi de 1,96 metros.

Parabéns para a Mafalda Sardinha e a Catarina Bento Marques e bem-vindas ao remo, tal como serão bem-vindos, a esta modalidade, todos os antigos e atuais praticantes de basquetebol, que mais não seja, como complemento da atividade desportiva. O sucesso desportivo espera-vos… nos Ferroviários do Barreiro.

Carlos Assunção

08.07.2021 - 16:07

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