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Acções tristes e…tristes acções
Por Emanuel Góis
Barreiro

Acções tristes e…tristes acções<br />
Por Emanuel Góis<br />
Barreiro Da Imprensa: “Segundo os números revelados esta segunda-feira, 26 de julho, pela Euronext, a gestora da Bolsa de Lisboa, a SAD do Benfica nunca teve tão poucos investidores a subscrever as suas obrigações. Foram 1887 aqueles que subscreveram as obrigações, sendo que 88 dos quais colocaram mais de 50 mil euros.”

Quer queiramos ou, não, o país, que há 878 anos passou a chamar-se Portugal, conheceu, durante este ano vinte e um do século XXI da era cristã, um acontecimento verdadeiramente aglutinador das atenções, paixões e ódios dos portugueses, covideiros e anti covid, políticos e politiqueiros, financiados e financeiros, policiais e bombeiros, justiça e justiceiros, um momento da vida pública que passou para além ta Taprobana e caiu no lamaçal da notícia básica e do esgoto das redes sociais - Luís Filipe Vieira, o presidente do Sport Lisboa e Benfica foi detido por alegados negócios menos transparentes (o transparente é da minha responsabilidade, já que de ilícito ninguém ainda me informou).

O receio de fuga era tal, que o Ministério Público esteve quase para chamar o exército que guardava o paiol de Tancos para garantir a presença de Vieira em interrogatório – agora que já está disponível, novamente.
Porém, ao tomar conhecimento do facto pelo CM, o sr. Magina garantiu ao sr. Procurador e sr. Juiz que a PSP era diferente e mais confiável que o exército e a PJ militar e, vai daí, sugeriu, no que foi aceite, assumir tão heroica missão, destacando polícias motards fortemente armados, carrinhas blindadas, agentes à paisana, metralhadoras, coletes á prova de bala, comprometendo-se que o homem haveria de ser entregue à justiça.
E a verdade é que cumpriu. Rosário Teixeira e Carlos Alexandre ficaram satisfeitos e agradeceram. E temos de compreender. Já com Sócrates o mesmo se passou. Assim que colocou o pé em território luso ao sair de avião também existiu o mesmo cuidado e zelo.

Efectivamente, não fosse o homem voltar para trás, pegar no avião e fugir. E, em reforço destes cuidados de segurança, que fazem inveja a muita gente – lembro o caso dos 4 espiões do SIS que foram almoçar e deixaram toda a documentação dentro do carro e, após comerem a sobremesa ao sair…ai do carro…ai, que fomos roubados. - Juro que não fui eu nem sei quem foi.
Sei apenas que neste momento, alguns dos poucos que me lêem estão a dizer – estás para aí a gabar os homens - mas não dizes nada sobre o Ricardo, não o Quaresma que joga à bola, mas o Salgado, o que foi de férias para a Sardenha.
Redondamente, enganados. O sr. Juiz Carlos Alexandre – ele sabe muito bem o que faz – mandou uns jornalistas disfarçados de confiança – veio agora a saber-se que eram do Correio da Manhã para lhe seguirem os passos. E como havia já para aí muita gente que perguntava onde estava o senhor, aí está, em Exclusivo e Alerta CM – a foto do cavalheiro e família a passar férias, quer dizer, a recuperar, segundo dizem, da sua rápida e recente doença degenerativa.
Aqui está, como sem gastar recursos do Estado, a Justiça controla as pessoas que estão sobre a sua mira.
Voltemos então da Sardenha e centremo-nos em Lisboa.

E vamos ter com o advogado Proença de Carvalho, distinto Colega, também ele a ser vítima dessa sanguinária e vampiresca imprensa e redes sociais que todos trucida. Até o provecto Rei dos Frangos - que se cuide D. Duarte Nuno, com quem me cruzei no serviço militar e com ele passei uma noite de passagem de ano bem agradável.
Evidentemente que o Dr. Proença de Carvalho, homem do regime - entenda-se, dos elevados meandros do poder – escolham o poder que quiserem – está a ser alvo de notícias infames e calúnias com o hipotético do desvio, sem declarar, de milhões de euros para um paraíso fiscal.
Se for verdade, vou já ter com o meu Bastonário e revoltar-me, porque, como causídico teso da província onde só vivem camelos – como dizia o outro de má memória, PAGO o valor da mesma quota que ele. E isto é discriminação de classe.
Uma palavra também para o ilhéu Joe Berardo que lá arranjou uns familiares para lhe emprestarem uns bens para garantir a liberdade.

Abençoados aqueles que ainda têm família com algumas economias para ajudarem em momentos de necessidade. Um exemplo. E a verdade é que ficou com a garagem livre, porque a pintura de um carro, não é nada barato nos dias de hoje. E as alterações climáticas, andam por aí.
E o Joe recorda-me também um antigo colega de faculdade, o inigualável Isaltino que também tinha um sobrinho emigrante e o ajudou em momentos de grande aflição. Felizmente, ainda há gente.
Mas o sr. Juiz Alexandre e o sr. Procurador Rosário são insensíveis a estas acções. A estas e a outras. Querem lá eles saber que, numa situação de naufrágio do maior clube português, com o seu presidente “Preso” e do qual a sociedade desportiva que dele depende tenha conseguido angariar 35 milhões e duzentos mil euros no mercado obrigacionista?
Querem lá eles saber que um multimilionário norte americano, no seu perfeito juízo, pretenda comprar acções da SAD do Benfica? Alguma vez estas valem alguma coisa?

Queres sair, Vieira? Pede a garagem ao Berardo emprestada, pede ao senhor advogado Proença alguns euros que dizem ter no Luxemburgo, ao Ricardo - que dizem as más línguas deste cantinho amoroso que é Portugal - que te dê uns vocheurs para uma merecidas férias e entrega o teu carro, jurando que só passas a andar em transportes públicos e que as tuas férias não são no estrangeiro, mas em Alverca.
Ah, e recorda que o teu advogado até é um adepto ferrenho do rival Futebol Clube do Porto e que dás como garantia todos os paineleiros dos programas da bola da CMPTV e outras. Faz ver que estas e estes, também são acções …tristes
De passagem, passa por São Bento, pela casa que dizem que é da democracia, para que, de uma vez por todas, os seus locatários façam uma boa acção para que esta – a cção - fique definitivamente cotada na Bolsa. Chamem-lhe enriquecimento ilícito ou ocultação de rendimentos. Que não se preocupem, já que gozam de imunidade - porque não há ninguém acima da lei, dizem eles.

E se houver ainda tempo, antes do despacho do sr. juiz, fala com o senhor ministro Leão, não sei se é do Sporting – é Leão - para propor em Conselho de Ministros uma norma regulamentar para ter debaixo de olho os funcionários das Finanças – neste caso, os chefes - que os outros, não têm passwords para acesso a contribuintes grandes, ou grandes contribuintes, a não ser o Rui Pinto.
Eu explico – Se não pagas o IRS, o IUC, o IMI, penhoram de imediato as migalhas do cidadão comum, sem este ser ouvido. Depois, que proteste e pague as custas do processo.

Se se trata de accionistas - quero dizer, daquela rapaziada que comete grandes acções, melhor, proezas, de se esquecerem de declarar os milhões que sacam - enviam primeiro para investigação, já que os tais chefes estavam atarefados ou distraídos.
E quando chega o Alerta CM, onde é que eles estão, onde? - Quem? Não sabes cidadão? – Ora, os milhões.
Sempre fomos um país de grandes acções. Umas tristes. Outras nem tanto.

E.G

31.07.2021 - 19:44

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