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ALERTA ALBURRICA [III]
Por Armando Sousa Teixeira
Barreiro

ALERTA ALBURRICA [III]<br />
Por Armando Sousa Teixeira<br />
Barreiro É tempo de sabermos, em vésperas das eleições autárquicas de 26 de Setembro, o que pensam sobre estas questões importantes – Alburrica e Património/Progresso Ferroviário – as forças concorrentes. Para que o povo vote em consciência!

1. A necessidade imperiosa de ter uma visão estratégica a médio e a longo prazo para o desenvolvimento do concelho do Barreiro, não significa ficar a contemplar o passado “virtuoso” ou o presente “glorioso” (para alguns…). Pode-se e deve-se avançar com a resolução de questões/problemas imediatos ou com a construção de soluções mediatas, desde que devidamente perspectivadas e enquadradas em planos e projectos estratégicos (PDM), e com programas financeiramente suportados.

2. Alburrica é o logradouro histórico-ambiental por excelência do Barreiro. Restinga de areias e sapais, o nome significa em árabe “terra de esplendor”, é um património ancestral onde a civilização humana progrediu em ligação estreita com o rio generoso: recolha de bivalves, pesca, construção naval, aproveitamento da energia hidráulica, lazer.

3. Há muitos anos que se fazem acções parciais para defender e melhorar o extraordinário sítio (donde o Barreiro tem o seu símbolo). Desconhecemos a existência de um plano estratégico integrado que permita fazer o total aproveitamento das múltiplas potencialidades do istmo de Alburrica/Mexilhoeiro e zonas adjacentes.

4. As acções intentadas/concretizadas no actual mandato autárquico de maioria do PS deixaram-nos ou entristecidos (a recuperação absurda do Moinho Pequeno); ou apreensivos (construção de habitações na Quinta Braancamp); ou desgostosos (a demolição total do Moinho de Maré da “Serração”), ou muito preocupados com o anunciado projecto de retirar as lamas da Caldeira/Sapal e colocar areia para fazer uma praia artificial?!...

5. Numa terra com problemas sociais agravado pela pandemia, com questões fulcrais por resolver (como a requalificação do Barreiro Velho,
o défice de Habitação Social, deficiências na área da Saúde, índices elevados de criminalidade), vão-se gastar dezenas/centenas de milhares de euros a remover lodos produtores da microbiótica que alimenta a fauna e a flora do rio?
A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) cofinanciadora do projecto e o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas) não terão nada a dizer sobre este projecto absurdo?!

6. Não fiquemos apenas pelas constatações e apreensões. Para a recuperação e o usufruto do excepcional território, eis alguns contributos para um plano estratégico “Alburrica XXI”:

a) Recuperação faseada e estruturada de todos os moinhos de maré e de vento.

b) Regularização minimal das Caldeiras, de essencial produção biótica.

c) Valorização das suas três (3) praias com equipamentos e apoios adequados para alcançar a excelência.

d) Regularização do istmo do Mexilhoeiro, beneficiação do aldeamento lacustre.

e) Renaturalização da Quinta Braancamp como espaço qualificado de usufruto lúdico, desportivo, cultural e de lazer.

f) Intervenção preventiva na zona REN da Quinta para precaver o inexorável aumento do nível das águas, num território sem especulação imobiliária.

g) Recuperação da Avenida de Sapadores e sua integração no passeio turístico-cultural de Alburrica.

h) Recuperação patrimonial da Estação do Barreiro-Mar, ao serviço da história da navegação marítima do Tejo.

i) Recuperação do troço da linha da Estação de Miguel Pais, de apoio ao turismo cultural vocacionado.

j) Valorização das Oficinas Ferroviárias ao serviço do Plano Ferroviário Nacional – Electrificação do troço de acesso.

É tempo de sabermos, em vésperas das eleições autárquicas de 26 de Setembro, o que pensam sobre estas questões importantes – Alburrica e Património/Progresso Ferroviário – as forças concorrentes. Para que o povo vote em consciência!

Barreiro, 8/9/21
Armando Sousa Teixeira

08.09.2021 - 22:27

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