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A fobia da maioria absoluta, chegou ao fim.
Por Jos Marques Oliveira
Barreiro

A fobia da maioria absoluta, chegou ao fim.<br />
Por Jos Marques Oliveira<br />
Barreiro Naturalmente tinha que terminar assim, quiseram esquecer o passado e desprezaram aqueles que escolheram para parceiros.
A Absoluta Fobia, ao longo destes anos, geriu Portugal com narrativas, com fotos e vdeos bem enquadrados.

Escolheram os ministros que deviam aparecer nos telejornais e as narrativas associadas a cada dossier mal gerido. Tambm escolheram os Ministros que no deviam aparecer, por exemplo, ningum sabe nada da nossa poltica do Mar ou da Agricultura, temos que fazer um grande esforo para nos lembrar do nome dos seus titulares ou ir ao Dr. Google. Confesso que no sei quanto ministrios tem este governo, que por sinal enorme. Mas, de tempos em tempos, l vem a Economia do Mar, ou Economia Azul ou ainda a Economia dos Oceanos em prime time pela voz de uma qualquer pasta ou mesmo do 1 Ministro.

A Absoluta Fobia, iniciou o fim da austeridade, dizem as narrativas, mas no aliviou a carga fiscal dos contribuintes. Aumentou os impostos dos combustveis quando o Crude estava em baixa, mas o inverso j no o fez como prometido, o que prova que nem sempre a palavra dada palavra honrada. Reverteu a TAP, aumentou a responsabilidade do Estado, ou seja, a responsabilidade de quem paga impostos.
No meio de tudo isto, conseguiram vender compotas e golas como se fosse remedio para todas as enfermidades.

A Comunicao Social, sabe-se l porqu, conseguiu transformar todos os erros e todas as incompetncias relevantes, em fait divers.
Mas o fim desta fobia, vem naturalmente e sobretudo, na falta de humildade e na extrema arrogncia com que governaram.
Os resultados destas Autrquicas, veio provar que quem se junta a eles, perde, e, o proverbio quem no se sente, no filho de boa gente, tinha que vir ao de cima. Na grande maioria em que necessitaram, de apoio no ltimo mandato, de outras foras polticas, estas perderam.

Ao longo desta geringona, no foram humildes, nunca assumiram que a chegada da troika a Portugal, veio pela mo de alguns que so do actual e do governo de ento. No fizeram remodelaes governamentais, para no assumirem erros graves de Governao.
Aps meia dzia de anos de governo, ainda falam do que preciso fazer, como se estivessem no Governo desde a semana passada.

Desprezaram os seus parceiros de coligao, tudo o que era feito, era de sua autoria, tiveram o comportamento de uma qualquer raiz de eucalipto, sim, eucalipto e no hora de falar do Pinhal de Leiria.
No o OE 22 que est neste momento em reflexo, mas sim o comportamento do Governo e como ele se relaciona com o resto da sociedade.

Neste momento, no se trata s de uma luta entre a direita e a esquerda, mas sim entre um partido e as restantes foras da sociedade civil.
Embora, no partilhe dos modelos econmicos dos partidos que bateram com a porta, penso que injusto, neste momento, atribuir-lhes a dita crise ou culpa pela mesma.
No deixa de ser curioso que os dois partidos eleitos gerir o dossier da troika, estejam a entrar num ciclo eleitoral interno.

Mas, nada como consultar os Portugueses, para sabermos o que a maioria quer, apesar da nossa economia, no suportar vazios de poder, como alguns dos Pases da EU.
hora de cativar os Portugueses a escolherem o modelo socioeconmico que pretendem.

Jos Marques Oliveira

27.10.2021 - 17:05

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