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Porque devemos mudar de rumo, e de governo, já em janeiro?
Luís Tavares Bravo
Barreiro

Porque devemos mudar de rumo, e de governo, já em janeiro?<br />
Luís Tavares Bravo <br />
Barreiro Começo por saudar todos os leitores barreirenses, desejando que tenham um ano pela frente com saúde, prosperidade no trabalho e a nível pessoal e familiar. Este ano pode representar, por diversas razões, o ano da esperança e do regresso do otimismo em muitas vertentes.

Mas existem ainda obstáculos que importa ultrapassar, alguns que não dependem totalmente de nós (como é o caso da pandemia), mas outros sim. Este é o caso de uma imperativa mudança de rumo, e de governo, já nas eleições de 30 de janeiro.

A bizarra ilusão de sucesso socialista

Existe uma narrativa de sucesso socialista que não encontra qualquer aderência à realidade dos factos. E que cada vez se torna mais visível, à medida que os anos vão passando e Portugal vai perdendo oportunidades para aumentar a qualidade de vida, e se perde numa espécie de longo sono que se paga na estagnação do crescimento, na acentuada perca de poder de compra, e na esperança relativamente ao futuro, um que permita sonhar com melhor vida para nós e sobretudo para os nossos filhos.
O governo socialista, e respetiva coligação à esquerda estagnaram Portugal, e foram um falhanço rotundo enquanto solução política credível de governo. A geringonça, foi bizarro monstro político que deu estabilidade política, mas que não serviu Portugal, serviu apenas agenda de poder a custo do futuro dos portugueses. Este imobilismo reformista dos últimos seis anos teve custos estruturais para o país, pois alimentou a estagnação económica, retirou esperança e travou o necessário progresso do país, um que funcione para as pessoas – a TAP representou apenas em exemplo mais visível das trapalhadas ideológicas que se cometeram em nome de uma ideologia esquerdista galopante, prejudicando trabalhadores da empresa, o futuro da empresa, e no futuro, todos os contribuintes.

O caos na saúde, um país que tributa tanto e responde pouco.

O primeiro-ministro demissionário, e candidato do Partido Socialista diz agora que quer mais votos. Pede uma maioria absoluta, que é a sua nova solução para remediar a incapacidade de recuperar o diálogo com os partidos da gerigonça, com os quais não conseguiu construir uma agenda de reformas que seja mobilizadora para crescer, para devolver esperança aos Portugueses. Para que serve essa maioria? Que prémio político absurdo estaria por detrás disso?
Seria um prémio ao caos que se vive na saúde, com falta de quadros, condições paupérrimas para os seus profissionais e que têm levado a demissões preocupantes e a rutura do SNS que dizem defender, mas não o fazem?
Ou será pelo enorme embuste fiscal? O país que criaram às escondidas com impostos invisíveis para criar a ilusão do fim da austeridade?
Um país que tributa como poucos na União Europeia, mas não responde quando é preciso, como se viu na capacidade de resposta própria à pandemia, uma das mais baixas da UE? O que teria sido de Portugal sem o famoso "cheque" da Comissão Europeia, a famosa “bazuca” para darmos a volta à economia na fase pós pandemia?

Mas que sobretudo que não tem estratégia própria para o futuro

Mas o que mais deve preocupar os eleitores é em meu entender, é que apesar de todas as ajudas europeias, não existe um plano socialista credível para Portugal. A estratégia passará por continuar a gerir o país através de uma estratégia de comunicação que ambiciona apenas o interesse partidário, ou seja, a solução socialista passa por continuar a anestesiar os portugueses e criar a ilusão de que existe um caminho de futuro. E a verdade é que já perdemos demasiado tempo a fingir que não é necessário agir para construir crescimento económico. Falamos demasiado em medidas fiscais e pouco em como vamos crescer e debelar os problemas estruturais do país.
Votar novamente no Partido Socialista? Depois de nos últimos anos perdermos em competitividade para quase todos os países da UE, só se for mesmo atingir oficialmente o estatuto de pior da Europa.
Sim, porque ser o último da União Europeia é só por si, todo um processo.

E nós, pelo Barreiro? Rendimentos estagnados, custos com habitação a subir, e ausência de estratégia demográfica.
E porque devemos nós Barreirenses, aderir à mudança?

Aponto alguns fundamentos essenciais:

1. Desde logo porque o nosso é um município que precisa que algo aconteça em termos de estratégia de médio prazo. Precisamos que o país embarque numa reforma estrutural para fazer crescer a economia que nos permita capitalizar em 10 anos, em maior criação de valor, medido em mais empregos que sejam mais sustentáveis. A cidade não pode perder mais oportunidades, a alternativa é a estagnação e a manutenção de um longo sono, mesmo que tenhamos uma boa comunicação e imagem de marca. Ter uma estratégia local é essencial, e tenho isso como uma das mais importantes medidas políticas na agenda do PSD Barreiro, um compromisso político para inverter o ciclo demográfico, mas sem um governo com vocação para promover crescimento económico, pouco pode acontecer, porque as oportunidades são muito mais reduzidas.

2. Depois , porque o Barreiro é dos municípios que mais necessita que o país tenha uma estratégia credível de estabilização dos custos com a habitação, uma que permita ter arrendamento acessível para jovens que se queiram fixar, uma que permita aliviar a asfixia que existe sobre as famílias, onde o Barreiro é atualmente uma das mais caras cidades do país, quando medido por valor de uma renda de um apartamento (que de acordo com dados recentes divulgados pelo Jornal ONOVO, pode chegar aos 700 euros mensais por um apartamento de 100 m2, quando era de 479 euros mês em 2018) sobre o salário médio de um trabalhador por conta de outrem (que de acordo com dados Pordata ronda os 1110 euros brutos mensais). Por aqui se vê facilmente que os custos com a habitação rondariam 43% de um ordenado médio bruto mensal, e hoje valem cerca de 63%, e sem expectativa de estabilização no curto prazo.

3. Terceiro, porque precisamos de um governo que seja capaz de construir uma solução de mobilidade metropolitana que não seja ideológica e esteja ao serviço dos que utilizam transportes todos os dias para trabalhar. A enorme trapalhada política socialista no dossier da TAP tem a sua origem numa reversão com objetivos ideológicos puros, e forçou a uma intervenção estatal que não teria que ser tão dura. O exemplo veio de cima, mas mostra o que é o pensamento político deste governo nos últimos seis anos: o que interessa é controlar as empresas com o dinheiro publico, e não encontrar a melhor solução ao serviço do público. Quem utiliza os transportes públicos para Lisboa e depende destes para trabalhar sabe bem o risco que as frequentes disrupções (seja por greves, mas sobretudo por falta de embarcações) que existem para quem os utiliza diariamente. Serão 30 mil pessoas que utilizam regularmente o transporte fluvial da Soflusa, o que faz da ligação Barreiro-Lisboa, uma das mais relevantes rotas metropolitanas europeias. É preciso garantir mais soluções (privadas e públicas), mais alternativas, que sejam capazes de reduzir o tempo de comutação com Lisboa, e que sejam regulares e fiáveis.

4. Por fim, precisamos de um Governo que não seja dogmático com Segurança. O Barreiro precisa de mais tecnologia ao serviço das forças de segurança, como é o caso da vídeo vigilância. Não é novidade para ninguém, o Distrito de Setúbal é dos mais inseguros do país, e o Barreiro é dos que pior se classificam também no país, e o segundo pior em termos de rácio de crime por número de habitantes em vários relatórios públicos, como o RASI (Relatório Anual de Segurança Interna) que colocam o município no topo dos municípios com maiores rácios de criminalidade do Distrito e da Área Metropolitana de Lisboa.
Por tudo isto, é preciso mudarmos de rumo. Um que não esteja dependente das agendas de poder e nas mãos das agências de comunicação, mas sim na dimensão do que Portugal quer ser dentro de 10 anos. Um que devolva a esperança aos portugueses, uma que esperança que corte com os populismos e una, em vez de criar fosso. Uma que seja forjada pela vontade de mudar, de fazer para termos melhor economia, mais emprego, menores desigualdades de rendimento entre género, e mais qualidade de vida. Um rumo que diga aos Portugueses como podem fazer para prosperar, e não que passe o tempo a criar novos impostos para a classe média. Um rumo que pense para além do mandato político e coloque o país na rota do investimento e da prosperidade das pessoas. Precisamos de um rumo, e um governo que devolva novos horizontes para Portugal. Um rumo que apenas o Partido Social Democrata está mentalizado para fazer.

Luís Tavares Bravo
Presidente da Comissão Política do PSD Barreiro
Candidato a deputado na Assembleia da República pelo círculo do Distrito de Setúbal


03.01.2022 - 10:55

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