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«Destruição irreversível de património cultural»
Por Humberto Faísca
Barreiro

«Destruição irreversível de património cultural» <br />
Por Humberto Faísca<br />
Barreiro É a manutenção do nosso património que nos diz quem fomos, é esse património que nos conta a nossa história as nossas raízes, quem não cuida do património não cuida da história da gente.

Depois existe o discurso dos aziados dos do contra, aqueles dos 40 anos discurso que foi tão empolado que provocou uma surdez tão significativa que fez com que não se escute ninguém.

Foi assim em muitos outros casos, foi assim também, na obra do moinho grande.

Aos avisos e dúvidas por parte de associações e das forças vivas da terra a resposta lá vinha numa surdez barulhenta e seletiva que em vez de escutar acusava politicamente transformando uma discussão sobre o património classificado de interesse municipal e a forma de o cuidar num discurso acusativo e politico sobre moradas e cartões de militante, foi assim que infelizmente se fez a discussão pública de uma obra importante e necessária para o cuidar e preservar o património moageiro da nossa terra.

No meio de uma obra cheia de peripécias e problemas técnicos paragens e mais paragens, escudada, sempre no discurso acima referido e no capote do regulamento lá chegou o parecer da direção geral património cultural, organismo da tutela responsável pelo património.

Pode se ler no parecer quase tudo aquilo que fazia parte das duvidas e receios daqueles que desde o primeiro dia as manifestaram junto da autarquia.
“Segundo o mesmo parecer a obra deveria ter sido alvo de um estudo prévio.”
“Que a demolição da caldeira e do moinho foi realizada sem enquadramento de medidas de salvaguarda do património arqueológico e sem a prévia autorização da tutela, não cumprindo a determinação legal.”
“Destruição irreversível de património cultural, recurso finito e não renovável e perda de informação científica.”

O Parecer continua por ai a fora sempre manifestando problemas e falta de requisitos de varias ordens terminando na suspensão total ou parcial da obra.
De fato ao ler o parecer chega se à conclusão que aqueles que tinham duvidas sobre o projeto estavam certos e que a surdez e falta de diálogo não são nunca o caminho.

Humberto Faísca
Barreirense

12.05.2022 - 09:42

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