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38 anos de cidade, a minha cidade, onde cresci vivo e trabalho.
Por Humberto Faísca
Barreiro

38 anos de cidade, a minha cidade, onde cresci vivo e trabalho.<br />
Por Humberto Faísca <br />
Barreiro Cresci antes de ser cidade entre o Lavradio e as escadinhas do Barreirense.
No dia 28 tive o prazer de ver receber o medalhão de honra do Barreiro, aqueles homens, que tanto, mas tanto fizeram pela minha terra.
Veio-me a lágrima ao canto do olho quando vi o enorme Hélder Madeira subir ao palco, velhinho com dificuldades em subir o palco, mas com tanto Barreiro e tanta obra nos ombros, a satisfação de ver o Pedro Canário e de me vir à memoria o salto enorme que o Barreiro deu.
Subiu também o Carlos Humberto grande senhor grande democrata enorme barreirense e senti o orgulho de o ter como amigo, e de o ter tido Presidente de Câmara, deve lhe tanto o Barreiro.
Estes homens juntamente com muitos outros fizeram o Barreiro que eu vi crescer.

Sim, são estes os homens que injustamente dizem alguns ser os dos 40 anos de estagnação.
Fui para casa pensar no Barreiro no que estes homens fizeram e fizeram tanta coisa, algumas delas retenho na memoria.
Retenho na memória o depósito da água do alto da Paiva que veio resolver a pressão e a falta de abastecimento domiciliário, os quilómetros de construção da rede de saneamento que veio dar dignidade e saúde pública nas habitações, recordo o começo da rede de contentores do lixo e o sistema de recolha, recordo quando terminou a lixeira de coina, a construção de quilómetros de passeios e asfaltamentos, a consolidação dos terrenos para os TCB e POLIS, o inicio do processo da ETAR um passo gigante para que hoje os nossos rios estejam mais limpos, recordo o nascimento do hospital e da urbanização da cidade sol.
Obrigado Hélder

Do Pedro Canário lembro, em especial, as oficinas dos TCB, o pavilhão municipal, o mercado do Lavradio, o parque da cidade, os fidalguinhos, a escola superior de tecnologia – instituto politécnico, da biblioteca municipal.
Obrigado Pedro Canário

Mais recente o Carlos Humberto, lembro-me que enfrentou as dificuldades da troika e as dificuldades de liquidez herdadas, mas também me lembro, em especial, da nossa varanda do Tejo, das obras de requalificação na avenida da Praia, da compra da quinta Braamcamp, da construção dos passadiços de Alburrica, da aposta ma requalificação das frentes ribeirinhas voltando as pessoas para os nossos rios Tejo e Coina, da compra dos moinhos de vento e de maré, da abertura da fábrica à cidade, da aquisição do café Barreiro e do desenvolvimento que deu ao processo de construção da nova esquadra da PSP, do mercado 1º de Maio e zona envolvente, da nova Av. Alfredo da Silva, do largo da Alfredo da Silva, da quinta do Mião e do desenvolvimento e conclusão de tantas augis. Foram anos a desatar nós, fazendo um caminho de abrir portas com tantos dossiers e candidaturas que assinou e que hoje estão no terreno, a sua grande e desinteressada entrega ao serviço público e a sua grande capacidade de diálogo e cidadania.

Podia continuar aqui a encher páginas, mas prefiro agradecer. Prefiro agradecer e dizer que realmente vocês não fizeram nada. Fizeram foi quase tudo.
E fizeram democracia e ajudaram à consolidação do poder local democrático.
Obrigado a todos!

Humberto Faísca
BARREIRENSE

30.06.2022 - 10:55

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