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SÓ NÃO SEI SE ESCOLHO PEIXE OU CARNE…
Por Humberto Faísca
Barreiro

SÓ NÃO SEI SE ESCOLHO PEIXE OU CARNE…<br />
Por Humberto Faísca<br />
Barreiro Está tudo bem, preparo me para ir jantar fora com a família, e já disse à minha pequena que pode pedir sobremesa e tudo.
Antes e durante a tarde, mais uma extravagância , tomei banho de imersão e aproveitei para ler as notícias.

Fiquei contente quando soube, que afinal está tudo bem, devido ao facto de conseguir jantar fora uma vez de quando em vez.
Fiquei a saber que ao contrário do que sentia no bolso e de acordo com o barómetro “DINING OUT” a minha situação financeira está ai para dar e vender, que as cinco subidas seguidas das taxas de juro que levaram a um aumento de 200 euros na minha prestação ao banco são completamente suportáveis pelo meu rendimento mensal, até são feitas para o bem comum, afinal têm de controlar a inflação.
Tudo isso dito pelo criador do barómetro, um senhor que aufere 1.5 milhões de salário, e que sabe muito bem o que é viver como a grande maioria dos portugueses.

Mas o que sai da boca desse indivíduo nem é tão grave como aquilo que sai das cabeças de todos aqueles que nos têm governado.
Aliás, eles não nos têm governado, têm sim, governado para os interesses dos grandes grupos económicos e do interesse do capital.
Com maior ou menor camuflagem lá vão implantando politicas liberais que nos trouxeram ao preocupante estado atual.

O banco central europeu aplica mais um aumento das taxas de juro dizendo ser necessário controlar a inflação, inflação essa que resulta em grande parte das politicas tomadas pela própria união europeia, que fundamentalmente assenta no encarecimento do acesso ao crédito, pondo em risco milhares de portugueses de conseguirem pagar o acesso à sua habitação .

Pelas terras lusitanas a politica vai no mesmo caminho, havia outras soluções como o controle dos preços de essenciais e de referência e a subida efetiva dos salários, mas soluções desse tipo obrigavam um governo efetivamente preocupado com a maioria dos portugueses.

Um governo que governasse para a maioria dos portugueses e de quem cá vive, que governasse para uma efetiva distribuição da riqueza produzida e um verdadeiro investimento na produção nacional e apoio aos MPME, num real investimento e valorização dos serviços públicos de saúde, educação, justiça, fiscal, na valorização e aumento dos salários, na valorização das carreiras dos trabalhadores e na recuperação de decisão e controle nos setores estratégicos do estado.

Infelizmente o que acontece é o contrário , a intensificação de uma politica liberal, assistencialista mais ou menos transvertida pelo governo dito socialista que em quase nada difere da sua direita parlamentar a não ser na velocidade e intensidade da convergência da politica.
Nos entretantos vou tentar quinta feira ir ao Cinema.

Humberto Faísca




05.02.2023 - 23:14

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