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Do discurso redondo que tudo justifica ao acabar com o sonho americano.
Por Humberto Faísca
Barreiro

Do discurso redondo que tudo justifica ao acabar com o sonho americano.<br />
Por Humberto Faísca<br />
Barreiro Na ultima sessão de câmara quando o assunto era o serviço nacional de saúde, alguém do público depois de ouvir a narrativa redondinha do executivo dizia que muita sorte temos nós, se tivéssemos vivido nos states estaríamos agradecidos pelo que temos.

Normal, mais que normal, se a comparação for um lugar em que quem não tem seguro ou dinheiro, fica apenas com a doença, o serviço nacional de saúde português é um verdadeiro paraíso, na realidade com muitos todos os dias, a tudo fazerem para o irem debilitando …caminhando a passos largos para um americanizado sistema misto.
A juntar o discurso institucional que tudo pretende justificar, mais uma vez com o discurso redondo que encaixa em todo o lado…o maior orçamento do sns, mais 1.4 milhões de euros para o sns..mais um centro de saúde…a solução é o sistema misto, as parcerias etc.. a complementaridade entre o público e os privados.
As frases construídas da valorização das carreiras e da contratação/ formação de médicos, tentando chutar para a opinião pública que o problema é a falta de médicos e enfermeiros e não a sua fuga quase patrocinada para o sector privado da doença e para a europa que não Portugal.
Existe sim um grave problema de falta de médicos mas sim no serviço nacional de saúde resultado de politicas direcionadas a favorecer o sector privado.
Sector privado que já recebe metade daquele enorme orçamento da saúde, e até aquele fabuloso aumento no orçamento da saúde para 2024, que tudo justifica, vai quase todo parar às mãos do sector privado.
Mas vamos formar e contratar médicos para o “sistema” nacional de saúde…até o nome muitos tentam mudar…parece pouco mas não o é, significa a normalização de uma coisa que não tem de ser pública, pode ser misto ou privado.
Mas voltando ao discurso redondo do vamos contratar, engraçado sem graça nenhuma, virmos a saber que o ministério das finanças chumbou todas as propostas contratação por parte dos hospitais públicos … o excedente fica bem é para mostrar em Bruxelas e a não contratação não cria problemas aos amigos do privado.
MATERNIDADES fechadas, URGENCIAS GERAIS fechadas, VALENCIAS terminadas e a aumentar todos os dias, negociações com os médicos parece que feitas para não serem aceites, lucros do sector da doença a baterem records todos os dias, se isto não é cada vez mais acabar com o sonho americano de ter um serviço de saúde igual ao nosso não sei bem o que será.

Humberto Faísca

22.10.2023 - 16:27

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