opinião
Orçamento do PS aprova maior tributação por barreirense do século XXI
Por Luís Tavares Bravo
O orçamento de 2026, aprovado esta semana em sede de Assembleia Municipal, traz consigo um recorde de arrecadação fiscal no que diz respeito aos impostos diretos que dizem respeito diretamente às famílias e particulares barreirenses.
Este ano vamos pagar em média, 289 euros por habitante na nossa cidade em impostos como o IMT, IMI ou IUC. Deste valor excluímos a Derrama, que é uma tributação que incide exclusivamente sobre lucros das empresas. O valor de 289 euros é cerca de 2,4 vezes mais que o valor que pagávamos no início dos anos 2000, que era de cerca de 121 euros por habitante. Um crescimento de 139% de 2000 a 2026.
Apesar do imposto por munícipe ter sempre subido de forma acentuada durante este século, o maior ímpeto veio no período do atual executivo socialista. Usando o mesmo rácio de total de impostos diretos por habitante (excluindo derrama), em 2017 cada barreirense pagou 177 euros, uma subida de 46% face a 2000.
Isto significa que nos últimos 8 anos e cerca de 3 meses, os impostos diretos subiram 63%. As receitas de impostos que são pagos pelas famílias subiram mais 18 pontos percentuais em 8 anos que nos primeiros 17 anos do século XXI.
Isto é, é no atual executivo socialista que se registou o maior ciclo de subida dos impostos diretos do século.
Esta análise tem interesse porque este é também, um concelho onde os trabalhadores por conta de outrem ganham menos do que a média do país (cerca de 8% abaixo da média nacional de acordo com os últimos números disponibilizados pelo Portal Pordata no retrato dos municípios). Ou seja, mais impacta no poder de compra, competitividade e qualidade de vida a quem cá mora.
E apesar da receita record de impostos, e de ter previsto e orçamentado a maior tributação do século, é um executivo não esteve disponível para diminuir taxas, ou devolver em 2026 parte dos impostos como no caso do IRS.
Naturalmente o PSD votou contra este orçamento, não apenas pela questão fiscal, mas porque continua a ser um orçamento que não é compatível com algumas das prioridades que para o PSD são estratégicas como é o caso da segurança, onde o Barreiro tem um problema estrutural seja no crime grave, seja na violência doméstica, e onde também temos vindo a apresentar propostas que não colheram a aceitação do executivo.
E por fim porque julgamos que é um documento que não reflete uma estratégia no nosso entender coerente com o que a cidade precisa para os próximos anos. Achamos que o Barreiro precisa de criar melhores mecanismos para atrair investimento que possa melhorar o poder de compra dos munícipes, que possa também trazer relevância sectorial compatível com a nossa tradição industrial, e com isso trazer mais receitas fora do imobiliário, e consequentemente tributação local mais equilibrada, assim como melhor qualidade de vida para todos.

Luís Tavares Bravo
Deputado Municipal
Partido Social Democrata
07.02.2026 - 17:20
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