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Barreiro e o RASI: entre a perceção e a realidade da segurança
Por Jaime Gonçalves
Barreiro

Barreiro e o RASI: entre a perceção e a realidade da segurança<br />
Por Jaime Gonçalves <br />
Barreiro Todos nós temos em memória a conhecida declaração do vice-presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Rui Braga , que, perante as preocupações crescentes da população, assegurava que o concelho “não era o faroeste” no que diz respeito ao aumento da criminalidade.

Contudo, a divulgação recente dos dados do RASI 2025 vem relançar o debate — e com redobrada intensidade. Segundo o relatório, o Barreiro surge agora entre os três concelhos da Área Metropolitana de Lisboa com maior taxa de participações criminais, um dado que não pode ser ignorado nem desvalorizado.

Esta realidade levanta questões legítimas junto da população: o que mudou desde então? Estaremos perante um agravamento efetivo da criminalidade ou um aumento da participação e denúncia dos crimes? Seja qual for a explicação, os números exigem uma resposta clara, objetiva e, acima de tudo, eficaz por parte das autoridades.

Importa sublinhar que a perceção de segurança é tão relevante quanto os dados estatísticos. Quando os cidadãos se sentem inseguros no seu próprio concelho, a confiança nas instituições é inevitavelmente afetada. E é precisamente essa confiança que deve ser preservada e reforçada.
Mais do que declarações tranquilizadoras, este é o momento para ações concretas. Entre as medidas há muito defendidas pelo PSD, destacam-se a implementação de sistemas de videovigilância em pontos estratégicos do concelho e a criação de uma Polícia Municipal, instrumentos que podem contribuir para a prevenção da criminalidade e para um reforço efetivo da segurança de proximidade.

O Barreiro não tem de ser, nem deve ser, associado a um cenário de insegurança. Mas para que essa realidade se afirme, é necessário reconhecer os problemas e agir com determinação. Ignorar os sinais ou relativizar os dados não contribui para a solução — pelo contrário, pode agravar um problema que já preocupa quem vive e trabalha no concelho.

Jaime Gonçalves

06.04.2026 - 16:35

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