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Carta ao Director
Confunde o PCP na Moita conceitos como “cidadão, antifascista e bufo”

Carta ao Director<br>
Confunde o PCP na Moita conceitos como “cidadão, antifascista e bufo”Gasta o PCP na Moita um comunicado inteirinho com um ataque “ad hominem” contra mim, ao ponto de, sinceramente, não me sentir merecedor de tanta importância.
Na verdade, falo e escrevo sobre factos e não sobre invenções, sobre cumprimento ou desrespeito de leis, sobre boa ou má governação local, sobre comportamentos éticos ou sobre escuridão na vida pública, e esses seriam bons temas para um interessante comunicado do PCP na Moita.
Agora sobre mim, pobre de mim, por favor, não valerá assim tanto gastarem o seu tempo.

Exmº Senhor Director de ROSTOS

Boa tarde

Li o Comunicado do PCP, que o Jornal ROSTOS naturalmente divulgou, e fiquei espantado com a oportunidade perdida pelos Dirigentes do PCP local.
Poderiam ter contestado ponto por ponto, por exemplo, a Declaração de Cidadãos da Moita, cf. divulgado aqui:

Passa quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos
Ou poderiam ter replicado um ou outro dos numerosos temas tratados de forma recorrente em um por todos, todos por um e em Forum Cidadania na Várzea da Moita .

Em vez disso, passaram um Comunicado inteirinho a atacar-me.
Espantoso, não mereço tanta importância.
Sem que isto signifique um pedido formal de publicação ao Jornal ROSTOS, envio de qualquer modo a si, Senhor Director, o link de uma espécie de resposta que pedi que fosse divulgada em um por todos, todos por um

Pode ser vista aqui:
De que lado bate o coração do PCP na Moita? Do lad...

Na verdade, fica ao seu critério, Senhor Director, publicar ou não publicar, pois se é verdade que o PCP na Moita merece contraditório, também é verdade que não passa de uma força acorrentada e prisioneira do verdadeiro interlocutor com que nos debatemos na nossa resistência a favor da Lei, contra a escuridão, a saber a "direcção política da Câmara Municipal e o seu Presidente João Manuel de Jesus Lobo, e os interesses que lhe subjazem".

Com os melhores cumprimentos,
António Silva Ângelo
30 Julho ´07


COMENTÁRIO DE ANTÓNIO SILVA ÂNGELO AO COMUNICADO DO EXECUTIVO DA COMISSÂO CONCELHIA DA MOITA CDO PCP

O PCP na Moita sai do sério com um comunicado destes.
Refere-se à minha simples pessoa como um “renegado”.
Que exagero.

Por um conceito desses, eu seria do género “1) daquele que renega a sua religião; 2) que deixou o seu partido para se filiar noutro; 3) que abandona as suas ideias antigas; 4) um malvado”.

Acontece que ninguém no mundo pode provar, por não serem de modo algum verdades no que à minha pobre pessoa dizem respeito, nem os conceitos 1, nem 2 nem 3.

Quanto ao conceito 4, mais do género “apreciação subjectiva”, é verdade que cheguei aos 55 anos de idade sem nunca antes ninguém mo ter chamado.
Nem com razão, nem com falta dela.
Nunca.

Contudo, uma pessoa nunca está livre duma “primeira vez”, e eis que ela me bate à porta pela pena dos dirigentes do PCP na Moita.
Espantoso.
Notável.

Por outro lado, gasta o PCP na Moita um comunicado inteirinho com um ataque “ad hominem” contra mim, ao ponto de, sinceramente, não me sentir merecedor de tanta importância.
Na verdade, falo e escrevo sobre factos e não sobre invenções, sobre cumprimento ou desrespeito de leis, sobre boa ou má governação local, sobre comportamentos éticos ou sobre escuridão na vida pública, e esses seriam bons temas para um interessante comunicado do PCP na Moita.
Agora sobre mim, pobre de mim, por favor, não valerá assim tanto gastarem o seu tempo.

Confunde ainda o PCP na Moita conceitos como “cidadão, antifascista e bufo”, e serve-se de uma brincadeira de palavras para tentar molestar-me a mim e ao Movimento Cívico Várzea da Moita.
Esquece-se de dizer o PCP local que é a postura na vida que faz a pessoa ser um bicho ou ser um Homem, sendo clássica a condição daqueles que, agachados e acorrentados diante dos fortes, depressa viram arrogantes e autoritários perante os fracos.

E revelando-se essa postura bem diferente da de outros que ousam resistir a práticas erradas de má governação, aqui e em qualquer lugar, sem se deixarem cegar pelos emblemas trazidos ao peito por quem as realiza, antes procurando ver e compreender o que elas na realidade representam.
E ousando mesmo pedir o natural para uns, mas o impensável para outros.

Esta forma de encarar as causas, e não os mensageiros, é aliás óptima para se poder perceber o crime quando realizado pela pessoa “acima de qualquer suspeita”, para se poder descortinar o abuso de tirania quando praticado pela organização que antes lutou pela liberdade, para se poder compreender a jogada de corrupção levada a cabo por quem a deveria combater.
Alguém consegue descortinar exemplos de situações similares?

Vai um pequeno exemplo nosso, aqui e agora, sem necessidade de recurso à história do século XX ou de outros tempos e lugares:
Em Armamar, o PCP tem um discurso determinado. Na Moita, viabiliza com a sua governação enriquecimentos bem distintos.
Devemos confundir-nos com a bandeirola, ou descortinar o “lance”?

Finalmente, o Comunicado do PCP persiste na “não resposta” à questão que lhe colocámos frontalmente na Reunião na sua Sede em Alhos Vedros a 5 de Julho corrente:
“No terminar da Reunião, os Cidadãos do Movimento Cívico Várzea da Moita colocaram ainda 2 perguntas, que ficaram sem resposta:
Disseram:
Por favor, respondam-nos como Homens livres, como livres-pensadores.
E perguntaram:
De que lado bate o coração do PCP?
Do lado das aspirações e interesses da Mulher idosa que é proprietário de quase 1 hectare e desejava construir uma Cabine eléctrica de 2m X 2m = 4m2, e não pode?
Ou do lado do grande Cidadão que desejava tirar os seus 6 hectares de Solo Rural, em REN e em RAN, para os passar para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, e aí edificar 3.970 m2 de Armazéns, e conseguiu?
Perguntaram ainda os Cidadãos do Movimento Cívico Várzea da Moita:
É este o PCP de Francisco Miguel, de Pires Jorge, de Afonso Gregório, de Álvaro Cunhal?

Estas são verdadeiramente Perguntas a que o Comunicado do PCP na Moita poderia ter respondido, mas não o fez.

António Silva Ângelo

30.7.2007 - 19:09

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