Conta Loios

opinião

A insegurança no Seixal não é um caso pontual: é uma realidade habitual
Por Pedro Correia Sousa

A insegurança no Seixal não é um caso pontual: é uma realidade habitual<br>
Por Pedro Correia Sousa Hoje, o Seixal e a Segurança voltam a estar na ordem do dia. A verdade é que com notícias mais ou menos sensacionalistas o tema da segurança nunca deixou de estar presente nas mentes daqueles que aqui vivem. O desfasamento da realidade em que residem os dirigentes do município é assustadora. É grave quando uma autarquia seja incapaz de perceber as reais necessidades das pessoas; é grave, quando todo o País olha para o concelho do Seixal como uma espécie de “faroeste” e o executivo da CDU nada faz para alterar este sentimento.

Em Junho de 2008, a JSD Seixal propôs, em sede de Assembleia Municipal, a criação de uma força policial municipal, tendo sido prontamente rejeitada pela CDU. À data, a proposta surgiu no seguimento de uma série de casos graves de criminalidade no concelho, de carácter meramente mitológico segundo a opinião da CDU. Perante a indiferença, resolvemos não ceder: apostámos numa forte divulgação da criação "Polícia Municipal", através de vários outdoors, flyers e campanhas de rua.
Recentemente, a 29 de Dezembro de 2010, em Assembleia de Freguesia da Arrentela, foi explanada uma outra proposta JSD que visava a introdução de circuitos fechados de vídeo-vigilância nas zonas mais problemáticas da freguesia: foi igualmente chumbada. Mais uma vez a justificação dada era a de que não havia registos de qualquer sentimento de insegurança. Tal como se veio a comprovar, a CDU desconhece completamente a realidade local.

Hoje, o Seixal e a Segurança voltam a estar na ordem do dia. A verdade é que com notícias mais ou menos sensacionalistas o tema da segurança nunca deixou de estar presente nas mentes daqueles que aqui vivem. O desfasamento da realidade em que residem os dirigentes do município é assustadora. É grave quando uma autarquia seja incapaz de perceber as reais necessidades das pessoas; é grave, quando todo o País olha para o concelho do Seixal como uma espécie de “faroeste” e o executivo da CDU nada faz para alterar este sentimento.

As notícias dos desacatos na freguesia de Arrentela são de facto preocupantes, essencialmente pela sua dimensão. Mas são igualmente preocupantes as vítimas silenciosas desta insegurança: os jovens que no caminho das suas escolas são recorrentemente vítimas de assaltos e agressões, o número de assaltos a carros, casas e estabelecimentos comerciais que se multiplicam um pouco por todo o concelho . Embora estas sejam notícias que muitas vezes não chegam aos jornais, estes são os casos que espelham o sentimento de insegurança existente no Seixal. Como tal, é com bastante pesar que recebo as declarações da Câmara Municipal do Seixal ao afirmar «que os actos de violência verificados (...) são uma mera “questão pontual”».Estes actos não são pontuais, estes actos são habituais! Notícias destas são banais pela região e, reiterando o que outrora já foi dito pela JSD, é preciso agir com a urgência que a gravidade da situação exige.

Para terminar, é verdade que estamos em ano de crise, é verdade que agir tem custos, mas numa câmara com um orçamento destinado a propagandas de dimensões pornográficas, um pequeno corte nas mesmas seria mais que suficiente para financiar todas as acções possíveis e necessárias. Já só falta a força de vontade. E tal como foi dito pela JSD em 2008: “O que será preferível, Polícia Municipal ou Boletim Municipal?”. Ficamos à espera da resposta por parte dos optimistas do costume.

Pedro Correia Sousa
JSD Seixal

5.3.2011 - 14:16

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2020 Todos os direitos reservados.