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Barreiro - Neste primeiro ano na condição de clube centenário
A Eterna Memória do Campo de Jogos do Luso Futebol Clube na Quinta-Pequena.

Barreiro - Neste primeiro ano na condição de clube centenário <br />
A Eterna Memória do Campo de Jogos do Luso Futebol Clube na Quinta-Pequena. O nosso caminho foi feito de conquistas, valores e implementação na sociedade barreirense através do Desporto, da Cultura e da Solidariedade. O nosso futuro será norteado pelos mesmos valores.



A Eterna Memória do Campo de Jogos do Luso Futebol Clube na Quinta-Pequena.

Neste primeiro ano na condição de clube centenário, em que a pandemia nos impediu de celebrar, com as devidas honras tão marcante data do universo lusófilo, vem o Luso Futebol Clube saudar, com orgulho, o facto da memória do seu campo de jogos ter sido eternizada, através da colocação, em colaboração a Câmara Municipal do Barreiro, de uma figura escultórica alusiva ao nosso clube, na rotunda onde outrora se instalou o “Campo de Jogos da Quinta-Pequena”.

Tal como plasmado na obra literária “Luso Football-Club, 100 anos… uma História”, o referido campo foi um palco marcante do desporto nacional e nele milhares puderam testemunhar o Luso FC a ser grande entre os grandes! De 1925 a 2017, o Campo de Jogos da Quinta-Pequena foi acarinhado pelos lusófilos, como um local mítico onde, entre muitos outros momentos inesquecíveis, os barreirenses assistiram com gáudio ao L.F.C. a imperar por 3-0 diante do Sporting CP, no longínquo 29 de abril de 1928, naquela que foi a primeira visita de um clube grande ao Barreiro, ou por exemplo assistir às nossas glórias num confronto com o Bicampeão Europeu SL Benfica, no saudoso 22 de setembro de 1963, em partida a contar para a Taça de Portugal. No entanto, para além destas lendárias partidas, “a Quinta-Pequena” testemunhou mais de 25 temporadas na II Divisão do Futebol Nacional, foi palco de modalidades tão diversas quanto o hóquei em campo, o atletismo, o ciclismo, os festivais de boxe mas, numa dimensão cultural foi também palco de sucessivos eventos, dos quais o Cinema ao Ar Livre constitui uma memória coletiva inesquecível.

O mundo atravessa tempos de superação e progresso e o movimento associativo não é exceção. Os órgãos sociais do Luso FC têm orgulho no percurso de sustentabilidade que tem sido feito, mas sentem no coração uma enorme tristeza com a desinformação que, com ou sem maldade, alguns insistem em divulgar. Por este motivo, sobre a história do Campo de jogos e da situação que levou a que o mesmo tenha sido derrubado em 2020, é indispensável fazer a resenha verdadeira à cronologia do processo que levou a este desfecho.

O terreno onde viria a nascer o campo de jogos da Quinta-Pequena foi arrendado pelo Luso, em outubro de 1925, e a conclusão das obras do seu estádio consumada em maio de 1926, tendo o arrendamento sido feito aos irmãos Barreira (Industriais corticeiros), mas cuja proprietária material era a D. Lúcia Costa. Apesar deste facto não ser por todos conhecido, em 92 anos de existência, o terreno nunca foi nossa propriedade. Neste período, estimámos o equipamento e o mesmo foi preservado a todo o custo, com o sacrifício de muitos aficionados.

No ano de 1987, os proprietários do terreno, efetuaram uma primeira tentativa para o despejo do clube. Essas diligências judiciais sofreram avanços e recuos e, durante mais de 25 anos, todos quantos assumiram funções dirigentes no Luso efetivaram esforços inesgotáveis para que se mantivesse o usufruto do mesmo. Nos últimos 33 anos, foram incontáveis os contactos com a autarquia no sentido de se tentar resolver o litígio ou formular soluções alternativas. Neste contexto, queremos de saudar o trabalho de dezenas de antigos dirigentes, bem como as diligências dos executivos camarários de Pedro Canário, Emidio Xavier e Carlos Humberto, os esforços do vereador Amílcar Romano e de outros autarcas que tutelaram o desporto no Barreiro, porém não nos foi possível manter o arrendamento daquela que foi a nossa casa.

Com a decisão judicial, no início da década de 2010, dando o tribunal razão aos proprietários do terreno e esgotadas as possibilidades de recurso o Luso viu-se mais tarde na obrigação de deixar o usufruto do Campo e consequentemente a adiar o regresso do Futebol.
O Presidente do Luso Futebol Clube, Rui Pedro Pereira vem pela presente, em nome de todos os associados, tornar público o justo agradecimento ao Dr. Jorge Cardoso, pelo enorme esforço e dedicação que, desinteressadamente, aportou à causa lusófila, enquanto representante legal do clube, no decurso de todo este processo.

Face ao exposto, por ser factual e justo, vimos também agradecer, na pessoa do Presidente Frederico Rosa e demais responsáveis do poder local barreirense, a colocação deste elemento escultórico que traz justa homenagem a uma lindíssima e longa história.

O Luso Futebol Clube jamais teve intervenção na decisão sobre o futuro de algo que nunca foi seu. A vontade dos proprietários e a decisão jurídica, de há mais de dez anos, ditou este caminho. É isto que nos dizem os factos e a história.
O nosso caminho foi feito de conquistas, valores e implementação na sociedade barreirense através do Desporto, da Cultura e da Solidariedade. O nosso futuro será norteado pelos mesmos valores.

A Direção do Luso Futebol Clube

Sinopse - Escultura Campo do Luso

Cada vez se torna mais importante criar e deixar evidências das glórias históricas do passado da cidade, do povo e dos seus feitos.
Para que essas memorias não sejam esquecidas registamo-las de diversas formas, criando assim um marco sobre o passado para aqueles que num futuro mais longínquo queiram saber mais sobre os seus antepassados.

A criação desta peça tem como objetivo manter viva a recordação de um espaço, que outrora foi de glória para os Barreirenses, assinalando não somente o local, mas também o grandioso clube que foi e ainda é o Luso Futebol Clube.

A estrutura concebida assenta numa dicotomia de simbolismos, onde a estrutura representa o objeto clássico do desporto futebol, e o espaço interior representa o Campo do Luso referenciado também pelo letring utilizado.

Existiu ainda o cuidado de na composição deste elemento escultórico não obstruir o campo de visibilidade dos automobilistas na circulação automóvel.
Letring também foi pensado em termos de dimensão para que fosse visível tanto para quem faz a circulação automóvel como para quem observa dos passeios circundantes da rotunda.

Olivia Dias

09.03.2021 - 00:52

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