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Há trinta anos os escuteiros de Santo André
Empreenderam o projeto “Parque Ambiental do Barreiro”
. 1992-1996

Há trinta anos os escuteiros de Santo André <br />
Empreenderam o projeto “Parque Ambiental do Barreiro” <br />
. 1992-1996 . Um pouco de história: Parque Ambiental do Barreiro (1992-1996)

Há trinta anos os escuteiros de Santo André empreenderam o projeto “Parque Ambiental do Barreiro” que visava a preservação do Sapal do Rio Coina e Mata da Machada. Um projeto que abriu portas para repensar o pulmão da cidade.

Esta semana faz trinta anos que fora noticiado, e pela primeira vez, a existência do Parque Ambiental do Barreiro. Uma simples reportagem no Jornal do Barreiro dava a conhecer a existência de um projeto empreendido por um grupo de jovens escuteiros do Agrupamento 927-Santo André no Sapal do Rio Coina. Nesse artigo, Pedro Barradas, um chefe com apenas 22 anos de idade, apresentava as finalidades do novo Parque, e não era nada de novo.

O Agr. 927 já tinha algum reportório de atividades na Mata da Machada e nos pequenos mouchões do sapal, e o interesse por elevar a recuperação deste espaço bastante poluído a instâncias superiores cedo surtiu efeito. Já não bastava a construção e colocação de ninhos artificiais para as aves. Já não bastava a recolha sistemática de monos e lixo industrial atirados às margens do rio Coina. Já não bastava a inventariação de fauna e flora. Era preciso ir mais além. E foi assim que em março de 1992 esta jovem equipa apresentou o projeto “Parque Ambiental do Barreiro” à Junta de Freguesia de Santo André, e que remeteu o assunto para a edilidade. A Câmara Municipal aceitou a ideia, e em sessão interna deliberou não só a criação do P.A.B. como uma necessidade, como ainda estipulou uma candidatura aos fundos comunitários do Projeto LIFE.

A partir daí foi tudo uma sequência de acontecimentos. E algo que inicialmente estava pensado unicamente para responder ao calendário do agrupamento de Santo André, rapidamente se transformou num megaprojeto, e estendeu-se o protocolo aos restantes escuteiros do concelho. Uma nova candidatura aos fundos comunitários em 1993 possibilitou também uma exposição fotográfica na Biblioteca Municipal, e empreendeu-se ainda uma campanha de sensibilização com a distribuição de prospetos nos principais pontos da cidade. A assinatura do acordo final entre a Câmara Municipal do Barreiro e o Corpo Nacional de Escutas para a constituição oficial do Parque Ambiental do Barreiro só seria oficializada em dezembro de 1993, mas o impacto mediático foi notável. Os principais jornais nacionais divulgaram a novidade, e até várias escolas da Grande Lisboa pretenderam replicar o mesmo modelo nos respetivos municípios.

O P.A.B. funcionou até 1996 e permitiu que vários escuteiros e jovens do concelho pudessem praticar canoagem no rio Coina, participar em projetos europeus como o Coastwatch, criar roteiros ecológicos, desportivos e recreativos numa área que ia desde a Escola dos Fuzileiros Navais até ao limite com o concelho do Seixal. Apenas a construção de uma Casa-Abrigo para albergar equipamentos de limpeza florestal e observação de animais ficou por realizar.

Embora possa parecer algo bastante juvenil - porque efetivamente assim o era -, também é certo que o Parque Ambiental do Barreiro abriu um grande precedente no município. E desde aí foram criadas outras entidades para a preservação deste corredor verde. Umas com determinadas características, outras com outras. Mas todas desenvolvidas a partir de uma ideia concebida em 1992 por um pequeno grupo de escuteiros com cerca de vinte anos de idade.

Corpo Nacional de Escutas – Agr. 927 Santo André
Fraternidade Nuno Álvares – Núcleo de St. André-Barreiro

20.11.2022 - 19:32

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