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Barreiro - Na Mata da Machada Escuteiros da Fraternidade Nuno Álvares
Comemoram o Dia da Floresta Autóctone com a atividade «Zebro»

Barreiro - Na Mata da Machada Escuteiros da Fraternidade Nuno Álvares <br />
Comemoram o Dia da Floresta Autóctone com a atividade «Zebro» Tendo como mote o “Zebro”, um equídeo extinto há mais de 400 anos, os escuteiros de lenço castanho de Santo André-Barreiro organizaram uma atividade com núcleos de outras partes do país na Mata da Machada, para aí empreender uma limpeza massiva da flora invasora e plantação de árvores autóctones.

Sexta-feira, 21 de novembro. Ao início da noite (e depois de uma jornada de trabalho e várias horas de viagem), os primeiros escuteiros adultos começaram a aparecer na Mata da Machada para dar início à atividade “Zebro”, organizada pelo núcleo de Santo André com o apoio do município. Vindos de Setúbal, Covilhã, Gouveia, Teixoso, Fundão, Vila Nova de Famalicão e Braga, aos poucos todos se juntaram nas instalações do Centro Escutista para dar início ao tão esperado fim-de-semana no “pulmão do Barreiro”.
Apesar das condições climatéricas não serem as mais favoráveis, com bastante frio – e para além de a depressão “Cláudia” ter alagado o terreno uns dias antes -, os ânimos para se avançar com este projeto estavam ao rubro. Ao todo, cerca de quarenta voluntários disponibilizaram-se para gastar baterias na construção de um mundo melhor. Logo pela manhã de sábado o grupo dividiu-se em quatro patrulhas de trabalho para limpar a ribanceira ao redor da Fonte da Preguiça, uma vez que esta estava inundada de acácias por todos os lados, e que colocavam a biodiversidade da Machada em perigo, limitando o crescimento e desenvolvimento de outras espécies arbóreas autóctones. E uma vez recebidos pelo vereador Rui Pedro Pereira e pelo técnico Nuno Cabrita, ambos da Câmara Municipal do Barreiro, as várias equipas da Fraternidade Nuno Álvares conseguiram não só irradiar uma quantidade exorbitante de acácias – mais de vinte mil pés!! -, como ainda plantar alguns freixos e sabugueiros.
E porque o escutismo católico não é só serviço, mas também companheirismo, alegria e boa disposição, o núcleo de Santo André-Barreiro organizou um jogo de orientação noturna, com várias balizas dispostas em vários pontos na Mata da Machada. Foi uma oportunidade única para alguns dos visitantes viverem o Vale de Zebro a partir de uma perspetiva menos conhecida, com mapas e bússolas na mão, num percurso de cinco quilómetros. E por fim, no domingo, realizou-se uma visita guiada à Igreja Paroquial de Santo André, com explicação dos vários painéis do altar e de toda a arquitetura singular do templo por parte de João Paulo Nunes.
Esta segunda edição do “Zebro” terminou com uma eucaristia na paróquia de Santo André e um almoço de agradecimento e despedida aos participantes. Em jeito de balanço da atividade o saldo é bastante positivo, e resta-nos salientar a participação de todos, pois todos ganhámos. E em 2026 lá regressaremos, e continuaremos a trabalhar para que todos possamos disfrutar das qualidades da Mata da Machada.
Fraternidade Nuno Álvares – Núcleo de Santo André-Barreiro
«Para aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, a floresta é ao mesmo tempo um laboratório, um clube e um templo»
(Robert Baden-Powell, “A caminho do triunfo”)

Foto: Vítor Faustino

23.11.2025 - 15:22

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