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Grupo Flamingo - Seixal
Liberdade de expressão é um direito de qualquer cidadão e de qualquer Associação

O Grupo Flamingo – Associação de Defesa do Ambiente foi convidado a participar, por um grupo de finalistas universitários, na Feira da Terra, que se realizou nos dias 7 e 8 de Junho na quinta da Fidalga no Seixal, a cuja organização também pertencia a Câmara Municipal do Seixal.

"No stand atribuído à Associação, foi exposta diversa informação relacionada com as actividades desenvolvidas por esta nos últimos anos, merecendo particular destaque pela sua importância um abaixo-assinado que apela ao Senhor
Presidente da Câmara Municipal do Seixal para que não licencie um estabelecimento para a engorda artificial de peixes que uma empresa privada pretende instalar no Sapal de Corroios, e para que seja preservada esta zona húmida que é a mais bem conservada de todo o estuário do Tejo, a sul de Alcochete, abrangida pela legislação da Reserva Ecológica Nacional." - refere um comunicado do Grupo Flamingo.

"Foi com espanto e indignação que no passado Domingo, 08 de Maio de 2008, recebemos, de uma técnica superior da Câmara do Seixal, a notícia que, aquando da visita do executivo camarário à Feira, este viu foi com desagrado o abaixoassinado exposto, razão pela qual a organização daquele evento retirou abusivamente aquele documento do stand do Grupo Flamingo.
A ser verdade o que nos foi transmitido pela já referida técnica, esta atitude inqualificável demonstra a intolerância em aceitar posições e pontos de vista diferentes ou não estivéssemos num Regime de Estado Democrático, onde a liberdade de expressão é um direito de qualquer cidadão e de qualquer Associação conforme consagrado constitucionalmente." - sublinha o Grupo Flamingo.

"Quando o Grupo Flamingo faz valer os seus direitos de cidadania, participando activamente na determinação e no controlo da actividade administrativa de quem gere o património público e por isso sujeita-se, em democracia, à participação cívica, existem instituições que vêem a nossa actuação com desconfiança, não respondem ás solicitações ou quando para fazer prevalecer os nossos direitos recorremos a entidades como o Provedor de Justiça ou outras, nem mesmo assim a resposta acontece.
Na prática há uma violação implícita de dificultar a informação ao cidadão da administração central e local. As opiniões contrárias são vistas como “entraves” vindas de “fantasmas” por eles criados e rotulados. Se não és por mim, és contra mim.
A este poder custa aceitar opiniões contrárias, pois vêem-se imbuídos de um altruísmo autista que os leva a pensar que são donos da verdade e da razão." - acrescenta o comunicado.

"O Grupo Flamingo, como associação apartidária, reivindica para melhorar o que está errado sempre numa perspectiva do interesse público. Não é contra ninguém, centra a sua actuação na luta contra situações imobilistas e amorfas que, por vezes, aparecem no poder instituído.
Desse modo não pactuamos com organizações que solicitando a nossa participação limitam e censuram parte do nosso trabalho voluntario em prol do Ambiente.
Desta situação já apresentámos o nosso protesto e repúdio à organização por tão inqualificável acto e iremos solicitar explicações ao Senhor Presidente da Câmara do Seixal. Deste acto censurável e antidemocrático daremos conhecimento às restantes forças políticas do concelho.
Enquanto uns continuam a defender o Sapal de Corroios, outros querem destruí-lo, esqueceram o que disseram e escreveram. Continuaremos a resistir na defesa das nossas ideias e a criticar o que consideramos estar errado. Não nos calam!" - refere a finalizar o Grupo Flamingo.

12.6.2008 - 3:36

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