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Dia Internacional de Arqueologia em Palmela
Visita guiada às Grutas Artificiais de Quinta do Anjo
dá a conhecer importantes achados no processo de escavação em curso

Dia Internacional de Arqueologia em Palmela <br />
Visita guiada às Grutas Artificiais de Quinta do Anjo<br />
dá a conhecer importantes achados no processo de escavação em curso<br />
As Grutas Artificiais do Casal do Pardo remontam ao Neolítico final, mas foram utilizadas durante todo o 3.º milénio (3200 a 2000 antes da nossa era), tendo sido utilizadas como espaço sepulcral até aos finais do 3.º milénio.

A Câmara Municipal de Palmela e a UNIARQ, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa associam-se às comemorações do Dia Internacional de Arqueologia, com a realização de uma visita guiada às Grutas Artificiais do Casal do Pardo, em Quinta do Anjo, no dia 27 de julho, às 17h30. Os visitantes terão, assim, oportunidade de conhecer o processo de escavação arqueológica em curso - 141 anos depois da data de descoberta deste emblemático espaço funerário - trabalhos promovidos pelo Município de Palmela, em parceria com a UNIARQ e a Arqueohoje. Esta intervenção insere-se num programa de valorização das Grutas Artificiais do Casal do Pardo e apoio à interpretação museológica do sítio e enquadra-se no programa “PRARRÁBIDA – Valorização de Sítios Arqueológicos”, promovido por Palmela e cofinanciado pelo PORLisboa2020, no âmbito do PDCT-AML (Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana.

As Grutas Artificiais do Casal do Pardo remontam ao Neolítico final, mas foram utilizadas durante todo o 3.º milénio (3200 a 2000 antes da nossa era), tendo sido utilizadas como espaço sepulcral até aos finais do 3.º milénio.

Inscrevendo-se numa tradição arquitetónica mediterrânica, estes sepulcros são semelhantes às práticas funerárias do Megalitismo no Centro e Sul de Portugal. Identificadas e escavadas em 1876 pela Comissão dos Serviços Geológicos, as Grutas Artificiais de Casal do Pardo constituem um sítio paradigmático do hipogeísmo em Portugal, conhecido da comunidade científica europeia desde o século 19. O importante espólio recolhido nas escavações de 1876 e 1907 encontra-se depositado no Museu Geológico e Museu Nacional de Arqueologia, respetivamente, destacando-se o conjunto de cerâmicas e espólio associado ao Campaniforme, contexto local de um fenómeno europeu que surge no final do Calcolítico.

Fonte - CMP

25.07.2017 - 11:22

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