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Festival de Teatro do Seixal
37.ª edição arranca dia 13 de novembro e apresenta 11 peças

Festival de Teatro do Seixal <br />
37.ª edição arranca dia 13 de novembro e apresenta 11 peças Está à porta a 37.ª edição do Festival de Teatro do Seixal, que decorre de 13 de novembro a 5 de dezembro e que este ano junta 11 companhias teatrais e um igual número de representações.

Os palcos principais são o Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e o Cinema S. Vicente, mas serão também contemplados outros espaços culturais existentes no município.
Promovido pela Câmara Municipal do Seixal e já com uma longa tradição no concelho, o festival assume este ano a responsabilidade de afirmar o futuro do teatro, com um conjunto de estreias, dramaturgias e a presença de companhias jovens, abordando temas direcionados para públicos de todas as idades. A maioria dos espetáculos tem entrada livre.

Para o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, “a cultura para a Câmara Municipal do Seixal foi sempre uma prioridade, ainda mais em tempos de pandemia, e por isso este esforço de realizações como o SeixalJazz, o IndieLisboa ou o Festival de Teatro, entre muitas outras iniciativas”.

O Espaço Animateatro, a Sociedade Filarmónica Operária Amorense, a Associação de Amigos do Pinhal do General, a Sociedade Filarmónica União Arrentelense, a Associação de Moradores dos Redondos e o Ginásio Clube de Corroios são outros espaços contemplados e que prometem mostrar ao público o que de melhor se faz no concelho e no país ao nível da representação.

De toda a programação prevista, destaque para a exibição de “Atalhos, ou sobre o Caminho Mais Comprido entre Dois Pontos”, com texto e encenação de Joana Craveiro, coproduzido pelo Teatro do Vestido e Município do Seixal. Agendada para o dia 20 de novembro, pelas 21 horas, no Auditório Municipal, esta peça é interpretada por cinco jovens atores, resultando o texto de uma recolha exaustiva de notícias de jornais nacionais e internacionais e reflete as inquietações e desafios dos jovens perante o mundo atual.

Referência também para quatro estreias por companhias sediadas no concelho, com destaque para “A Pulga atrás da Orelha” com que o Teatro da Terra regressa à obra de George Feydeau, nome citado entre os melhores dramaturgos de todos os tempos. A programação inclui ainda as primeiras datas de itinerância de “Não se Ganha, Não se Paga” pelo Teatro Ubu Produção Arte33, obra do dramaturgo italiano e Prémio Nobel da Literatura Dario Fo, com encenação e interpretação de Ana Nave, entre outros; e ainda de “A Força do Hábito”, resultante da encenação de um texto de Thomas Bernhard por Nuno Carinhas para o Teatro das Beiras.

Programa

O Mundo É Redondo
13 de novembro, sexta-feira, 20.30 horas
Ar de Filmes/Teatro do Bairro (Lisboa)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos. 8 euros*
«O Mundo É Redondo» foi escrito pela norte-americana Gertrude Stein. A protagonista é Rose, uma criança que pretende subir uma montanha para se sentar no topo. Como começou a falar há pouco tempo, tem dificuldade em expressar-se, mas questiona-se sobre a sua identidade, sobre as nuances da linguagem e como a realidade se constrói a partir dela.
Para preservar a qualidade da obra, a peça é bilíngue. A tradução de Luísa Costa Gomes explora os conceitos de identidade, com jogos de palavras e sons inusitados, respeitando a originalidade rítmica e poética do texto.

Isto É...
14 de novembro, sábado, 21 horas
O Grito (Seixal)
Sociedade Filarmónica Operária Amorense
M/ 12 anos. Entrada livre**
Uma mulher vai a uma pizaria e, para sua surpresa, todos os funcionários sabem o que ela pode ou não comer, pois um novo sistema informático foi implantado. Um sujeito da classe média-alta vai a um consultório de psicanálise com o intuito de resolver conflitos ligados a uma crise de identidade. No entanto, é submetido a uma consulta não muito ortodoxa. Marlene anuncia a separação a Alberto. A partir daí, inicia-se uma estranha conversa…

Era Uma Vez...Ou Lá o Que É Que É
15 de novembro, domingo, 16 horas
Teatro Extremo (Almada)
Associação de Moradores dos Redondos
M/ 6 anos. Entrada livre**
Esta criação coletiva é inspirada em histórias amplamente conhecidas pelo grande público e apresenta-nos os sugestivos Capuchinho de Nariz Vermelho, Branca de Neve e os Sete Clowns, a Clown Adormecida, o Clown Feio, o Clown das Botas, a Clown Cinderela, entre outras. Desenvolvido na técnica do clown moderno, o espetáculo procura, através da ingenuidade, espontaneidade e imaginação, equacionar as inquietações do público contemporâneo de todas as idades.

Atalhos, Ou sobre o Caminho Mais Comprido entre Dois Pontos
20 de novembro, sexta-feira, 21 horas
Teatro do Vestido
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos. 8 euros*
Cinco jovens percorrem a memória de alguns acontecimentos que têm surgido nos jornais ao longo dos últimos anos, para falarem deles próprios e pedirem explicações pelo que não compreendem. Procuram respostas. O caminho que escolheram é o mais longo, porque demora sempre mais ir ao cerne das coisas do que passar por cima do que não se compreende. Mas, afinal, encontram-se no confinamento dos seus quartos, das suas casas, que são os seus universos. A solidão muda-nos? Quem somos perante a ausência dos outros?

Não Se Ganha, Não Se Paga
21 de novembro, sábado, 17 horas
Teatro Ubu Produção Arte33 (Almada)
Ginásio Clube de Corroios
M/ 12 anos. Entrada livre**
Da autoria do ator e dramaturgo italiano Dario Fo e com encenação de Ana Nave, a peça começa com uma grande agitação social como pano de fundo. Duas famílias tentam encontrar forma de contornar a situação de crise em que vivem, garantindo a sobrevivência. Os acontecimentos precipitam-se numa sequência delirante. A fome não morre, os valores confundem-se e a revolução começa no coração de cada um.

A...guardando
27 de novembro, sexta-feira, 21 e 21.45 horas
Animateatro (Seixal)
Espaço Animateatro
M/ 12 anos. Entrada livre**
Desenvolvida em coletivo por Cláudia Palma, Filipa Matta, João Ascenso, Lina Ramos e Patrícia Ricardo, «A...guardando» é uma performance que tem como ponto de partida as diferentes dimensões do tempo: como espera na melancolia (passado), como elemento condicionante de desejos (presente) e como expectativa veloz (futuro).

A Pulga atrás da Orelha
28 de novembro, sábado, 17 horas
Teatro da Terra, Seixal
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos . 8 euros*
A peça do dramaturgo francês George Feydeau chega ao Auditório Municipal com a encenação de Maria João Luís. Nesta atuação, o Teatro da Terra presenteia o público com uma sátira social ao casamento e à vida da burguesia parisiense do início do século XX. Raymonde Chandebise, depois de viver durante anos num casamento feliz, começa a desconfiar do marido, Victor Emmanuel, e decide testá-lo marcando um encontro num hotel com uma admiradora fictícia. A peça desenrola-se num carrossel de equívocos, encontros, desencontros e coincidências improváveis, características clássicas do vaudeville.

Anastácia & Companhia – Modas e Confeções
29 de novembro, domingo, 16 horas
Pé de Palco (Seixal)
Associação de Amigos do Pinhal do General
M/ 12 anos. Entrada livre**
Da autoria do jornalista e escritor português Eduardo Schwalbach Lucci, a dramatização conta a história de D. Anastácia, uma modista que esperou 40 anos por um antigo namorado. Um dia, o antigo namorado regressa e aloja-se em casa da irmã, D. Felismina, que o deseja para noivo da sua filha Felisbela, por se tratar de um homem muito rico. Deste modo, o tão desejado regresso acabará por originar a confusão no seio desta família.

A Família Invisível
3 de dezembro, quinta-feira, 21 horas
Teatro Fusão (Seixal)
Cinema S. Vicente
M/ 16 anos . Entrada livre**
Todos os dias seguimos apressados para o trabalho. Atarefados com o que temos para fazer. Pressionados com o que deixamos em casa. Sorrimos todos os dias para não deixar que se veja que estamos preocupados, que precisamos de vícios e escapes para não enlouquecer. «A Família Invisível» é uma «visita de estudo» a uma dessas famílias com pessoas que deixaram de o ser.

A Força do Hábito
4 de dezembro, sexta-feira, 20.30 horas
Teatro das Beiras (Covilhã)
Sociedade Filarmónica União Arrentelense
M/12 anos . Entrada livre**
Da autoria de Thomas Bernhard, «A Força do Hábito» conta a história de um diretor de um circo decadente que obriga os artistas a ensaiarem a peça musical «A Truta», da autoria de Franz Schubert. Subjugados pelas exigências sufocantes do diretor, os artistas não conseguem corresponder devido à sua própria falta de talento musical e ao autoritarismo do diretor.

O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão
5 de dezembro, sábado, 20.30 horas
Teatro Meridional (Lisboa)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 euros . 8 euros*
A peça escrita pelo belga Eric-Emmanuel Schmitt, com a encenação de Miguel Seabra, fala sobre a escolha de caminhos, a tolerância perante a diferença e a importância da amizade. Estas mudanças tomaram rumo nos anos 1960, em Paris, e apresenta-nos um rapaz judeu, Momo, que cria uma amizade com o velho merceeiro árabe, da rua Bleu. Porém nada é o que parece: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleu não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu.

Bilheteira
Ticketline.pt
* Desconto de 50 % para jovens até 25 anos, reformados e funcionários das autarquias do Seixal
** Entrada livre: marcação obrigatória pelo telefone 915 635 090 (de segunda a sexta-feira, das 10 às 12 e das 14 às 17 horas) ou pelo email bilheteira.cultura@cm-seixal.pt.

07.11.2020 - 17:30

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