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Fórum da Península de Setúbal
Plano Estratégico 2028-2034 será apresentado no primeiro trimestre de 2027.
Realizou-se o primeiro Fórum da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, «Península de Setúbal — Uma Visão Estratégica para a Região». Segundo uma nota de imprensa da CIM este «foi o primeiro momento público da nova CIM e o arranque formal da construção da agenda estratégica da região para o próximo ciclo de fundos europeus.»
A CIM refere que, este Forum, é assumido por todos como um momento fundador, o encontro deu, nas palavras do presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIMPS), o “tiro de partida” de um percurso há muito esperado. “Este não é o tempo de quem divide; é o tempo de quem quer construir em conjunto”, afirmou Frederico Rosa, presidente da CIMPS e presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Um dos dados que marcou o dia foi o crescimento demográfico da região. Segundo os números mais recentes do INE, a Península cresceu cerca de 13% entre 2021 e 2025, aproximando-se de um milhão de habitantes, um sinal de que, como foi sublinhado, “algo estrutural está a mudar” neste território.
O Fórum marcou o início da elaboração do Plano Estratégico 2028-2034, suportado pelo recém-empossado Conselho Estratégico da CIMPS, que reúne 31 entidades públicas e privadas, presidido pela indústria e secundado pelo ensino superior. “No primeiro trimestre de 2027 estaremos todos juntos a apresentar o nosso plano estratégico, participado e que traduz uma visão”, anunciou
Frederico Rosa, convicto de que “a Península de Setúbal vai ser central no desenvolvimento do país na próxima década”. O presidente da CIMPS sublinhou ainda a urgência de fechar o Plano Regional de Ordenamento do Território, «a peça-chave que encaixa todos os grandes investimentos» esperados há décadas pela região.
Ao longo de um dia inteiro, o debate percorreu, em seis mesas-redondas, o essencial dos desafios e oportunidades do território: os fundos europeus e a governação multinível; a inovação, a competitividade económica, a indústria e a transição energética; os recursos humanos, a qualificação e a atração de talento; o desenvolvimento e os fatores diferenciadores do território; o turismo e a valorização territorial; e as infraestruturas estratégicas, do novo aeroporto e da terceira travessia do Tejo à alta velocidade, aos portos e à mobilidade metropolitana. À mesma mesa estiveram o Governo, a administração regional, autarquias, universidades, centros de conhecimento, associações e empresas.
De todas as intervenções sobressaiu uma ideia comum: com a nova configuração estatística, a Península deixa de ser avaliada pela média da Área Metropolitana de Lisboa e passa a ser reconhecida pela sua realidade, o que lhe permitirá aceder, no próximo quadro comunitário, a taxas de cofinanciamento europeu substancialmente mais favoráveis. Mais do que o volume de fundos, o desafio identificado foi o da preparação: definir prioridades claras e ter projetos maduros, prontos a arrancar no momento certo.
A sessão de encerramento, com o vice-presidente do Conselho Intermunicipal, Paulo Silva, e o Secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, reforçou a leitura do dia: a criação da CIMPS foi o momento fundador, o Fórum foi o início do Plano Estratégico e o passo seguinte é a execução.
02.07.2026 - 10:26
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