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Pegões recebeu executivo municipal do Montijo

Pegões recebeu executivo municipal do Montijo A presidente da Câmara Municipal do Montijo, Maria Amélia Antunes, e o executivo municipal, acompanhados pelo executivo da Junta de Freguesia, visitaram ontem, dia de 15 de março de 2011, a freguesia de Pegões.

Durante o dia, os autarcas da câmara municipal e da junta de freguesia reuniram com a Associação do Lar de Idosos de Pegões – Centro de Dia (ALIP) e os Escuteiros de Pegões e contactaram diretamente com alguns problemas que preocupam os autarcas da freguesia e a população.

Ao final da tarde, vereadores e presidente da Câmara reuniram com o executivo da junta para uma síntese da visita à freguesia. A ligação dos esgotos domésticos à ETAR, nomeadamente na Quinta da Lua e da fossa coletiva da Rua 5 de Outubro foi uma das prioridades apontadas pelo executivo da freguesia. O estado de conservação da antiga Estrada Nacional nº 10, o alargamento e novo piso da rua da Estremadura (nas Craveiras), o asfaltamento da Rua da Água e da Rua 5 de Outubro foram outros temas debatidos.
Na Sala da Junta de Freguesia de Pegões, ao final da tarde, o executivo municipal recebeu a população. A sala foi pequena para os fregueses que não quiseram perder a oportunidade de questionar a presidente sobre problemas da sua freguesia. Os distúrbios provocados pela empresa EnerMontijo e as deficiências existentes nas escolas da freguesia foram os temas em destaque.
No início da reunião, a edil anunciou que no dia 25 de Abril será inaugurado o Edifício - Sede da Junta de Freguesia de Pegões/ Pólo de Pegões da Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva. “Comemoramos o Dia da Liberdade e dignificamos o poder local democrático com a inauguração de um espaço que também está associado à cultura e ao conhecimento”, afirmou.

Elementos da associação de pais “Educar é Crescer” referiram que as escolas da freguesia têm deficiências que necessitam de ser colmatadas com urgência, como a infiltração de água nos edifícios e que, por vezes, as refeições escolares, não chegam nas melhores condições.
A presidente recordou que foi feito “um investimento colossal, nos últimos dez anos, no parque escolar do concelho” e que há dois anos foi apresentado um projeto para desenvolver o Centro Escolar de Pegões, que “permitirá agrupar todos os alunos num mesmo espaço, o que levará ao encerramento das escolas agora existentes”.
A edil explicou que candidatura ao QREN, desenvolvida numa primeira fase, não foi aprovada. “A autarquia está a desenvolver esforços no sentido de apresentar nova candidatura. Não será nos próximos dois anos que teremos o centro escolar, mas talvez, dentro de três/quatro anos. Não faz sentido uma intervenção de fundo, porque significaria desperdiçar recursos”, acrescentando que, no entanto, “é obrigação da autarquia melhorar as condições das escolas e minimizar as deficiências apontadas”.
A vereadora Clara Silva, responsável pelo pelouro da Educação, interveio, para explicar que, “até janeiro deste ao eram os agrupamentos de Escola que tinha a responsabilidade de fornecer os géneros alimentícios às diversas escolas. A partir do início deste ano, essa responsabilidade passou para a Câmara Municipal, mas a confeção é feita pelo mesmo pessoal.” A vereadora garantiu que “após um período de adaptação da empresa e de acordo com os relatórios e testemunhos das cozinheiras a situação está a normalizar”.
Os distúrbios provocados pelo pó e ruído da empresa EnerMontijo, localizada em Pontal Cruzamento, (Pegões Velhos), foi outro dos temas em destaque. Os fregueses presentes criticaram a laboração ininterrupta da empresa, os ruídos durante a noite, o pó que paira no ar e que se acumula nas habitações e provoca danos físicos provocados nas pessoas e nos animais.

Por sua vez, a edil sublinhou que “a fábrica é um benefício para a região, e para o país, porque gera emprego, é fonte de riqueza devido a ser uma empresa exportadora”, acrescentando que tem feito esforços no sentido de melhorar a situação. “A câmara fez medições de ruído e detetou que estavam acima do previsto na lei.”

A edil montijense informou os presentes que insistiu junto dos responsáveis no sentido da empresa laborar entre as 8h00 e as 22h00 ou 24h00, obtendo dos responsáveis a resposta de que a mesma “tem picos de laboração e prazos para cumprir”.

Para a autarca é preciso “continuar a lutar, nomeadamente, insistindo em novas medições, pois, apesar de ser um sucesso, a empresa não reúne todas as condições para laborar, ao ritmo que o faz, necessitando de reduzir os níveis de ruído e de poeira”.

Ao dar por encerrada a visita, a edil agradeceu aos munícipes presentes, desejando que na próxima visita as questões colocadas estejam resolvidas e que em debate estejam, então, novos assuntos.


*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fonte - CMM

16.3.2011 - 16:00

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