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Carreira 7
«Rota da Resistência do Barreiro»
. Parabéns Lurdes! A vida é bela!António Camarão, divulga a «Rota da Resistência do Barreiro», um percurso por lugares e memórias de tempos de combate pela Liberdade.
Ontem, quando da inauguração da Biblioteca na Escola dos Fidalguinhos, quando alguém perguntou aos meninos da pré-escolar o que mais gostavam de ter na vida, uma voz, de entre eles, respondeu: «Amigos».
Hoje, pela manhã, deu-me para escutar Adriano Correia de Oliveira, sinto as palavras, aqueles sons que falam de revolta nos silêncios que calamos.
Depois vou navegar pelo facebook e deparo com uma referência de António Camarão, divulgando a «Rota da Resistência do Barreiro», um percurso por lugares e memórias de tempos de combate pela Liberdade.
Noto que não está referenciado, um local que guardo na memória, quando num sábado de Outubro de 1973, ao regressar da tropa me dirigia para a sede da CDE, ali na Avenida da Praia.
Quando caminhava para a sede, de repente, vi, ali, diversos jeeps da GNR cercar a sede e prender todos que, naquele instante lá se encontravam. Fiquei especado a olhar, impotente, junto ao Clube da Vela da Barreiro, vendo aquela cena que parecia de um filme de guerra.
Este um local que, deveria fazer parte da «Rota da Resistência do Barreiro».
Mas, sublinho, que vale a pena ler e consultar o texto de Vanessa de Almeida : http://patrimoniobarreiro.wordpress.com/actividades-educativas/rotas-pelo-patrimonio/rota-da-resistencia-no-barreiro/
As palavras de Salazar
Depois, nesse percorrer as páginas do facebook, deparo com uma citação de São Banza, comentando as palavras ditas por António Salazar, como sendo “para vergonha dos democratas actuais e meu enorme desgosto”.
A citação de Salazar era a seguinte :”Há que regular a máquina do Estado com tal precisão, que os Ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das Leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”.
Concordo com o principio expresso. Mas, fico pasmado, porque, parece-me que a São Banza, não deve ter vivido neste país no tempo de Salazar.
De facto, aqui, nestas palavras do senhor, aplica-se mesmo a célebre frase de Frei Tomás...
Se houve um tempo em que foi cultivada a cunha, em que tudo funcionava por «cunha», e a «cunha» era vivida como um valor universal, de facto, foi esse tempo que inscreveu esse valor – a cunha como património nacional. Sim, foram esses 40 anos de regime opressivo e ditatorial...que ainda marca as nossas vivências quotiadanas, no permanente pensar a preto e branco.
E, por aqui me fico…
Volto para as minhas palavras e continuo a escutar Adriano Correia de Oliveira, aqueles sons da guitarra, lágrimas sentidas, que nos fazem sentir como vivemos um tempo de «noite cerrada» que não queremos que volte, porque, afinal, abrimos um novo caminho, talvez «um caminho de alegria escrava», mas um caminho que nos dá força de um «poder antigo» esse que faz de cada homem um ser com energia portadora de liberdade, a grande conquista de Abril!
Dei um passeio, hoje, pela Avenida da Praia, uma paisagem marcada por «miragens», ali, um ponto de encontro matinal para muitos que gostam de sentir o Tejo e partilhar a vida. Lá estava o Zé Luis e um grupo de amigos. Olhei o Zé Luis e pensei o nosso tempo de sonhos nos Jogos Juvenis do Barreiro. Lindos dias de esperança num futuro melhor!
Um amigo em cada esquina
Ontem, quando da inauguração da Biblioteca na Escola dos Fidalguinhos, quando Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, perguntou aos meninos da pré-escolar o que mais gostavam de ter na vida, para ser felizes, uma voz, de entre eles, respondeu: «Ter Amigos».
Fiquei feliz, porque, no fundo, é isto que mais gosto no Barreiro, um local, onde encontramos um amigo em cada esquina, por isso, por sermos assim, esta «aldeia-cosmpolita», todos nos conhecemos, mais ou menos uns aos outros, pelas relações que estabelecemos, pela procura da nossa descoberta nos outros e com os outros.
E isso faz do Bareiro uma terra com uma «marca» muito própria, para o bem e para o mal.
«A VIDA É BELA».
Faço hoje 36 anos de casado. Parece que foi ontem, pelo meio, foram percorridos muitos momentos, de alegria, de tristeza, de dúvidas, de emoções.
Três filhos maravilhosos, que têm três companhias maravilhosas.
Como a minha Lurdes escrevia há 40 anos atrás, quando nos conhecemos na SFAL «A VIDA É BELA».
A vida dá-nos lições, aprendemos nesta procura de descoberta de nós e nas paixões dos dias.
A minha Lurdes é espectacular! Ela hoje, comemora o seu aniversário, como não lhe posso dar outra prenda, aqui, lhe deixo o que tenho para lhe dar, a energia que tenho no coração que quero partilhar com ela e um grande beijo, repetindo, as suas palavras – A vida é muito bela!
Sim, é na vida e com a vida que tudo aprendemos, aprendemos a amar e aprendemos a sentir o peso da palavra AMOR.
E, com todos os «ses» deste percurso de vida, afinal, sei, cada vez mais, que o AMOR ESTÁ NO TEU E NO MEU CORAÇÂO.
Parabéns! A vida é bela!
António Sousa Pereira
9.10.2012 - 14:13
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