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Barreiro - Arteviva «JOSÉ MATIAS, entretém para quatro mulheres»
Estão ali pessoas reais…em personagens reais!

Barreiro - Arteviva «JOSÉ MATIAS, entretém para quatro mulheres»<br />
Estão ali pessoas reais…em personagens reais!<br />
. Em cena no Teatro Municipal do Barreiro, às sextas e sábados, às 21h30.

O ponto de partida é esse mesmo, o espectador vai também entrar em cena e ser protagonista de um espectáculo, que visa um permanente confronto entre “pessoas reais” e “pessoas ficcionais”. Sinta quem vê!

Escuta-se o som que as portas do teatro vão abrir para começar mais um espectáculo do Arteviva. Dirigimo-nos para a porta e somos convidados a entrar por uma entrada lateral. Aqui, precisamente, na entrada, começa a peça «José Matias – uma comédia de situação», com encenação de Rui Quintas.
O ponto de partida é esse mesmo, o espectador vai também entrar em cena e ser protagonista de um espectáculo, que visa um permanente confronto entre “pessoas reais” e “pessoas ficcionais”. Sinta quem vê!

Entramos por dentro dos bastidores, vamos encontrando pelo caminho «técnicos» que arrumam «últimos pormenores», ligações de cabos de som ou luz, enquanto vão apontando o caminho da plateia, transformada num estúdio de televisão, que é feito disso mesmo, uma realidade que recebemos em nossas casas, e, outro mundo de cabos e homens que se agitam dando «vida real» a «personagens reais».
Estamos sentados. O primeiro ensaio do público. Estamos prontos a entrar em cena.
O público é essencial ao teatro. É o público que aplaude. É o público que ri. É o público que chora. Sim, porque fazer teatro é dar vida real ao real da vida, projectar sentimentos e emoções. O teatro. A televisão. O cinema. A vida. A arte.

O espectáculo começa e, agita-se, através daquele jogo constante de puzzles, que se movem, ora com profundidade, ora com proximidade, num jogo de luz, de movimentos, de enquadramentos estéticos, as cenas vão percorrendo o tempo, esse, onde as personagens «reais» são pessoas «reais».
Os personagens contam com um texto enorme, que proporciona ao espectador uma imensa reflexão filosófica, moral ou politica.
Vivemos a intensidade de quatro brilhantes interpretações, enérgicas, temperamentais, que bebem as palavras por dentro do coração. Elas são fabulosas, enchem o espaço cénico com a força do ser mulher e ser pujança criativa! Parabens.
O personagem ausente, é um personagem ausente. Está presente simbolicamente, nos sentimentos, na condição humana.
Uma peça que nos ajuda a pensar a vida, por dentro da vida, no viver as relações homem-mulher e no sentir essas relações, como caminho para sermos livres, porque, afinal – Freud, explica isso! Ou não explica? Ou estará sempre por explicar?
Em conclusão - Estão ali pessoas reais…em personagens reais!
Vale a pena ver, para sorrir…e pensar! E sempre que o teatro faz pensar, sorrimos!

S.P.

JOSÉ MATIAS, entretém para quatro mulheres»

Quando pegamos num texto nem sempre sabemos o que fazer com ele. José Matias foi um desses textos. Acabou por me interessar trabalhar a forma como olhamos os outros, como os vemos e interpretamos, algo inerente à condição humana e que em José Matias se encontra no universo feminino.
Nos dias de hoje, a lente de observação do outro encontra-se ampliada através do obturador e da lente de uma câmara de filmar. O que assistimos em casa, através da televisão, leva-nos a crer que tudo o que vemos é verdade e que espelha o que são pessoas reais. Uma verdade, plástica e distorcida, pela captação, pela encenação, pela edição, pela forma como nos é apresentada. O que são “pessoas reais” nos dias de hoje?

O nosso José Matias – uma comédia de situação:

O espectador é convidado a sentar-se na sala para assistir a uma caricatura de uma sitcom, como se fazia em tempos idos, filmada num teatro, com assistência, em directo/diferido, com o fim de ser transmitida para nossa casa em formato televisivo.
Quatro actrizes, estrelas de televisão, representam as quatro mulheres criadas por Luísa Costa Gomes.
Quatro mulheres cosmopolitas, fortes, independentes, sensíveis, apaixonadas ou talvez não, que vivem com José Matias no pensamento. Quatro mulheres que representam a mulher, a filha, a prima, as amigas, as amantes, as confidentes, tudo em torno do ausente mas sempre presente, José Matias.
Quatro mulheres, quais quatro gatas, digladiam-se por um homem no ginásio da vida.

José Alberto Almeida Matias.

“Professor desagregado, espírito elevado e livre, mas de corpo casado, filho da mãe, marido de mulher, também pai de esposa e filho de esposa e pai de filha e filho de filha... E irmão da esposa, como os faraós do Egipto...”

P.S. – Este espectáculo foi inicialmente programado como projecto de encenação a quatro mãos com o actor António Cordeiro. Para ele vai a nossa homenagem e solidariedade.

Rui Quintas

Ficha Técnica

Autora – Luísa Costa Gomes
Encenação – Rui Quintas
Interpretação – Adriana lopes, Ângela Farinha, Carla Carreiro Mendes, Patrocínia Cristóvão e Vítor Nuno.

Cenografia – Ricardo Guerreiro
Figurinos – Ana Pimpista
Música – Miguel Ramos Félix
Construção de Cenário – Ricardo Guerreiro e Dário Valente
Desenho de Luz – Rui Quintas
Luminotecnia - João Oliveira, Jr e João Henrique Oliveira
Assistentes de Cena - Hugo Pires e João Silva
Operação Técnica - Joana Gabriel
Design gráfico – Alexandre Antunes
Fotografia e Video – Cláudio Ferreira
Produção Executiva – Catarina Santana
Apoio Geral – João Henrique Oliveira
Agradecimentos – Adriano Alves, António Santinho e Manuel Farinha

78º produção da ArteViva – Companhia de Teatro do Barreiro

Estará em cena no Teatro Municipal do Barreiro, às sextas e sábados, às 21h30.

ArteViva - Companhia de Teatro do Barreiro
www.artevivactb.wix.com/teatro a=""> /> facebook.com/ArteVivaCTB
Telemóvel > 910 093 886
Reservas > arteviva.reservas@gmail.com

Teatro Municipal do Barreiro
Rua Vasco da Gama, C.C.Pirâmides - Barreiro

18.01.2019 - 18:01

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