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Barreiro – Concurso Público de alienação da Quinta de Braamcamp
Há uma proposta de 5 milhões e meios de euros de uma empresa francesa

Barreiro – Concurso Público de alienação da Quinta de Braamcamp<br />
Há uma proposta de 5 milhões e meios de euros de uma empresa francesaRui Braga referiu que a Quinta de Braamcamp – “tem suscitado interesse de grupos investidores” e que na proposta do Concurso prevê-se a construção de Habitação, um Hotel e um campo de futebol.

Bruno Vitorino, PSD, defendeu a importância de se angariar parceiros, numa lógica de “estratégia pública” e “investidores privados”, sem “dogmas ideológicos”.

Rui Lopo sublinhou que “primeiro está o Barreiro e a estratégia do Barreiro”, e considerou importante que exista “uma visão estratégica” e não ficarmos por uma “opção politica partidária meramente eleitoralista”.

O primeiro ponto da «Ordem do Dia» na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, realizada ontem nos Paços do Concelho, foi a «proposta de condições a integrar nas peças concursais relativas à Quinta de Braamcamp».

Interesse de grupos investidores

Rui Braga, vereador responsável pela área do Planeamento, referiu que o objectivo da proposta era abrir o caminho para a definição das peças concursais que irão integrar o Concurso Público para a alienação da Quinta Braamcamp, nomeadamente os “condicionamentos”.
O autarca sublinhou que a Quinta de Braamcamp – “tem suscitado interesse de grupos investidores” e que na proposta do Concurso prevê-se a construção de Habitação e um Hotel.

Proposta de uma empresa francesa

Referiu que já entrou na Câmara uma proposta de uma empresa francesa que aponta para a compra por 5 milhões e meio de euros.
Rui Braga, salientou que na proposta de Concurso Público aponta-se para uma base de 5 milhões de euros.
O autarca salientou que entre as peças concursais aponta-se a construção de um Campo de Futebol, a reconstrução das casas senhoriais e a manutenção do espaço.
“A nossa intenção não é vender para o encaixe financeiro”, disse.
Salientou que esta proposta tem como obejctivo gerar condições para fazer o debate e apontar – “a visão que temos para a Quinta de Braamcamp”.
Sublinhou que vão ser marcadas reuniões com todos os partidos com eleitos na Assembleia Municipal do Barreiro.

Voto não absolutiza as vossas ideias

Rui Lopo, da CDU/«Os Verdes», defendeu a necessidade de sobre esta matéria existir uma “reflexão estratégica”.
Salientou que a perspectiva dos eleitos do Partido Socialista – “é vender” e questionou se estavam “disponíveis para evoluir na opinião”.
Referiu que – “o voto não absolutiza as vossas ideias” e defendeu a necessidade de serem consideradas as opiniões expressas na Sessão Pública promovida sobre esta temática.

Estamos a discutir uma das matérias mais estruturantes sem rigor

Sofia Martins, da CDU/PCP, referiu a necessidade de ser defendido o equilíbrio entre o “interesse público” e o “interesse privado”.
Salientou que no debate público sobre esta matéria existiram diversas opiniões construtivas, existindo discordâncias com a venda.
Referiu que não existe evolução de opinião nas ideias que foram apresentadas na sessão Pública e as que constam na proposta- “não evoluíram” disse, 2as propostas são iguais”.
A autarca recordou que ao longo de mais uma década existiu por parte da Câmara Municipal do Barreiro uma estratégia de “devolução das frentes ribeirinhas” à população.
“Ao longo de uma década foram adquiridos vários terrenos em Alburrica”, mesmo na anterior gestão PS, disse.
Sofia Martins salientou que para aquele território existe uma – “visão estratégica integrada”, não são posições da CDU, são da Câmara Municipal do Barreiro.
Recordou que a compra da Quinta de Braamcamp foi aprovada pela CMB e pela AMB, tendo na AMB obtido três votos contra, não contra a compra, mas pelas dúvidas sobre o empréstimo.
A autarca comunista lamentou a falta de envolvimento das pessoas na discussão sobre 4esta matéria – “a frente ribeirinha é uma peça essencial para dinamizar a cidade”.
“Estamos a discutir uma das matérias mais estruturantes sem rigor”, disse.
Sofia Martins, referiu que “estamos a sucumbir ao imediatismo, não sei qual é a pressa”.
Na sua opinião, sem uma visão para a Quinta de Braamcamp, o processo pode começar, mas “não sabemos como vai acabar”.

Tem que haver um Plano Urbanístico

Bruno Vitorino, PSD, defendeu a importância de se angariar parceiros, numa lógica de “estratégia pública” e “investidores privados”, sem “dogmas ideológicos”.
“A Câmara Municipal do Barreiro não tem condições para gerir projectos imobiliários” disse, “tem que ter parceiros” – “o investimento privado não é inimigo de ninguém”.
“Nós sozinhos não temos condições de desenvolvimento”, salientou.
Neste contexto lamentou a inexistência de uma Agência Local de Investimentos e considerou que pela dimensão do projecto da Quinta de Braamcamp é necessário que existam alguns especialistas a acompanhar o processo.
Recordou que a CDU previa para aquele espaço habitação e agora mudou de opinião – a habitação até pode ser 15%” do território, porque é relevante disse.
“Tem que haver um Plano Urbanístico”, sublinhou.
O vereador social democrata, defendeu que o projecto tem que ter sustentabilidade – “para que tenha retorno para a autarquia”.
“Há mais Barreiro para além da Braamcamp”. disse.
Na sua opinião ainda se está numa fase prévia da discussão, isto não é uma proposta.
“Este é um assunto para unir todos”, afirmou.

Não faz sentido estudar só a Braamcamp

Bruno Vitorino, salientou a necessidade de existir um “estudo urbanístico” , “um plano de pormenor”, feito por técnicos – “não faz sentido estudar só a Braamcamp”.
Referiu que este território pode ser um ex-libris para a cidade do Barreiro, uma “marca do Barreiro” que pode desenvolver a cidade, numa “lógica de diferenciação”.

Sem um modelo de negócio estar contra ou a favor é “inopinado”

Por essa razão considerou que se deve apontar para a regeneração de toda a envolvente, nomeadamente a Escola Alfredo da Silva.
O autarca social democrata, apontou a necessidade de existir para aquele território um “modelo económico e financeiro” que tem que ser atractivo para o privado.
Sublinhou a importância de um “modelo jurídico”, onde se espelhem as contrapartidas, que possa prever a reversão, em caso de incumprimento.
Bruno Vitorino, sublinhou que sem os estudos e um modelo de negócio estar contra ou a favor é “inopinado”.

Venda integral da Quinta de Braamcamp não garante o interesse público

Rui Lopo, recordou exemplo de territórios onde os interesses privados prevaleceram sobre o interesse público, dando o exemplo de Tróia.
Recordou que a lei não garante tudo, sublinhando que nos dias de hoje, estamos a perder direitos que estavam na lei, porque as leis alteram-se na Assembleia da República.
O autarca de «Os Verdes», defendeu que naquele território tem que existir o equilíbrio entre o interesse privado e o interesse público.
“A venda integral da Quinta de Braamcamp não garante o interesse público”, disse.

Primeiro está o Barreiro e a estratégia do Barreiro

Rui Lopo, sublinhou a importância de na abordagem deste território serem considerados aspectos ambientais, culturais, patrimoniais e das alterações climáticas.
“È assustador que se trate isto como batatas e cebolas” , disse.
Salientou que não devemos ir a “reboque de um qualquer investidor privado” e repudiou os rótulos de “preconceitos ideológicos” em relação a investidores privados.
“Primeiro está o Barreiro e a estratégia do Barreiro”, afirmou, acrescentou que para a Quinta de Braamcamp é importante deve existir “uma visão estratégica” e não ficarmos por uma “opção politica partidária meramente eleitoralista”.

Não se perca tempo a desenvolver estudos

Rui Braga, ripostou que “não é estratégia eleitoralista devolver a Quinta de Braamcamp aos barreirenses”.
Referiu que – “não se perca tempo a desenvolver estudos”.
Considerou que desta reunião fica com a convicção que fica apontado um caminho a percorrer, e que está entendida a posição da CDU sobre a venda da Quinta de Braamcamp.

Não queremos vender a qualquer custo

Sofia Martins, comentou que “rotular permanentemente as pessoas revela fragilidades”, nomeadamente que não querem vender porque têm “preconceitos ideológicos”, salientando que “estigmatizar as ideias” é “anti-democrático”.
Recordou que a opção de vender também está marcada por “opções filosóficas e ideológicas”.
“Não queremos vender a qualquer custo”, disse.

07.03.2019 - 11:38

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