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Assembleia Municipal do Barreiro
Aprova por unanimidade delegação de competências na AML
. Abre caminho ao Passe Único Metropolitano

Assembleia Municipal do Barreiro<br>
Aprova por unanimidade delegação de competências na AML<br>
. Abre caminho ao Passe Único Metropolitano<br /><br>
. Uma autêntica revolução no transporte público em Portugal

, Uma poupança maior que a resultante da redução do IMI

Na reunião de ontem à noite Assembleia Municipal do Barreiro foi aprovado, por unanimidade, o Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências com a AML.

Neste âmbito é o Barreiro adere à criação do Passe Único Metropolitano, e, a Câmara Municipal do Barreiro assume-se como Autoridade de Transportes Municipal no concelho do Barreiro.

João Pintassilgo, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o documento em análise insere-se na estratégia de criação do Passe Único Metropolitano, uma medida que é “uma autêntica revolução no transporte público em Portugal”.
Sublinhou que, ao contrário de outros 15 municípios da AML, o Barreiro como Autoridade de Transportes Municipais, assumirá a definição dos transportes colectivos no concelho, não delegando esta competência na AML.

Barreiro defende que seja Carris/TCB/ Metropolitana.

João Pintassilgo, sublinhou que a Câmara Municipal do Barreiro tem aspiração de consolidar os TCB como grande agente da margem sul, apontando o caminho de explorar a actividade nos concelhos limítrofes.
O autarca sublinhou a importância dos Transportes Colectivos do Barreiro, no desenvolvimento do concelho.
Referiu que no âmbito do protocolo será criada uma marca única exclusiva da AML – Área Metropolitana de Lisboa, envolvendo os municípios que será – Carris/Metropolitana.
O Barreiro defende que seja Carris/TCB/ Metropolitana.
João Pintassilgo, sublinhou que os TCB estão à altura de garantir os desafios da bilhética da AML, acrescentou que para serem concretizadas as ambições dos TCB, o município conta com os trabalhadores dos TCB.

Um exemplo de quem luta sempre alcança

José Caetano, CDU, afirmou – “é com satisfação que finalmente e ao fim de muitos anos”, como resultado da luta de Comissões de Utentes, do PCP, do movimento associativo, “conseguiu-se dar o passo e institucionalizar o passe social da AML, a preços acessíveis para as populações”.
“Este é um exemplo de quem luta sempre alcança”, disse.
O deputado da CDU referiu igualmente que ao nível de acessibilidades é necessário por fim às portagens nas autoestradas da AML, recordando que a maioria da população da AML não trabalha nos seus concelhos.
José Caetano, sublinhou a concordância com a proposta na sua questão central dos passes sociais, mas, manifestou – “dúvidas quanto à forma como vem embrulhada da criação de uma nova marca”.
Recordou que o concelho do Barreiro é uma situação única na AML no que respeita a mobilidade, razão porque não os TCB devem ser diluídos numa coisa maior – “não existe nada comparado com o concelho do Barreiro”.
Disse, ser esta a razão que motivava a CDU a não votar favoravelmente e optar pela abstenção.

Uma imagem, uma marca um passe único

Isidro Heitor, PS, referiu a contradição de José Caetano que defende transportes públicos e ao mesmo tempo quer acabar com as portagens, e, desta forma incentiva o uso de carros particulares .
Referiu que isto é próprio do PCP que – “defende tudo e mais alguma coisa”.
Expressou a sua discordância de se acabar com as portagens, porque o importante é reduzir a pegada de carbono.
Sobre a marca única o deputado socialista sublinhou a importância de “economia de escala”, valorizando a existência de uma imagem, uma marca um passe único.
Referiu que o município do Barreiro vai constituir-se como Autoridade Municipal de Transportes e isso dá importância aos TCB.

Uma poupança maior que a resultante da redução do IMI

Durval Salema, do PAN, considerou que esta proposta tem como aspecto positivo proporcionar que mais pessoas vão deslocar-se em transportes públicos, na sua opinião “vão existir novas dinâmicas” e as pessoas vão “fazer novas rotas e novos percursos” no território da AML.
Salientou que a estrutura da nova bilhética vai dar uma poupança ás pessoas entre 200 e 400 euros por ano, sendo uma poupança maior que aquela que vão ter com a redução do IMI, pois será uma poupança na ordem de 20 euros por ano.
O deputado do PAN alertou para a necessidade de existir a preocupação estratégica de melhorar os transportes, desde os autocarros aos barcos, visando valorizar uma mobilidade sustentável e melhor qualidade de vida.

Importante que os TCB continuem a funcionar

Vítor Castro, PSD, referiu que este é um tema importante para a AML e para o Barreiro – “saudamos a criação do passe único”.
Sublinhou que este ano a situação está garantida no Orçamento de Estado, “mas não temos garantias que hajam estas condições no futuro”.
Por essa razão, interrogou sobre as razões porque o Barreiro faz este contrato, neste momento e nestas condições e qual o impacto financeiros deste contrato.
“Para nós é importante que os TCB continuem a funcionar”, disse.

Criação de uma empresa intermunicipal com os concelhos limítrofes

Francisco Alves, BE, começou por dar o seu exemplo pessoal, que neste momento utiliza um passe mensal no valor de 69.65 euros e vai começar a pagar um passe mensal de 40 euros – “vou ter uma poupança anula de 355.80 euros, isto marca, a mim marca”.
Salientou que a “politica é importante”, por essa razão recordou que esta proposta, na Câmara Municipal do Barreiro foi aprovada com os 4 votos da CDU, os 4 votos do PS e 1 voto de abstenção do PSD.
Referiu que o Bloco de Esquerda considera esta medida é muito importante para as pessoas que vivem na AML.
Acerca da identidade dos TCB, sublinhou que o Bloco de Esquerda defende a criação de uma empresa intermunicipal, com os concelhos limítrofes.

Proposta foi aprovada por unanimidade

No decorrer do debate, José Paleta, CDU, referiu que a posição do PCP sobre as portagens, tem mais a ver com garantir condições de mobilidade às pequenas empresas que circulam na AML, e que não têm alternativas para se deslocar entre as duas margens.
Luis Pedro Cerqueira, PS, recordou que foi feito um longo caminho sobre esta matéria, mas- “congratulo-me por ser um Governo PS” que este sistema integrado avança, reflectindo-se na redução de custos para as famílias.
André Antunes, BE, recordou que no ano 2104, em Portugal discutia-se entre público e privatizar os transportes, hoje, fala-se em desenvolvimento dos transportes públicos – “esta foi uma luta contra a exclusão social”, disse.
José Caetano, sublinhou que no âmbito da discussão nesta reunião e tendo sido salientado pelo Vice Presidente, João Pintassilgo que a identidade e autonomia dos TCB não estão em causa com a concretização deste protocolo, a CDU muda a sua posição de voto – “vai votar favoravelmente a proposta”.
A proposta foi aprovada por unanimidade.

08.03.2019 - 14:28

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