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Barreiro - Na Quinta do Braamcamp
Executivo municipal admite a construção de 180 fogos em edifícios de 3 andares

Barreiro - Na Quinta do Braamcamp<br>
Executivo municipal admite a construção de 180 fogos em edifícios de 3 andares<br>
No decorrer da reunião da Câmara Municipal do Barreiro, ontem à tarde, o Vereador Rui Braga, sublinhou que numa área de 2 hectares admite-se que venham a ser construídos 180 fogos, em edifícios de três andares, nos terrenos da Quinta do Braamcamp.

O autarca referiu que não se pode reduzir a discussão em torno da Quinta do Braamcamp, se é para “venda” ou “não venda”.
Sublinhou que o Concurso Público que vai ser lançado irá contemplar a viabilidade de construção de 180 fogos em edifícios de 3 andares, numa área de 2 hectares – “não vemos mal nenhum”, afirmou.
A Quinta do Braamcamp tem uma área de 21 hectares, disse o autarca, e os restantes 19 hectares, serão para usufruto da população.
Rui Braga, refere que a decisão do executivo é que, ali, seja recuperado o velho edifício senhorial, para instalar um Hotel, contribuindo para criar postos de trabalho e desenvolver a economia.
Considerou que é preciso “decidir com coragem”, para que a “Braamcamp não seja isto que aqui está”, defendendo que as opções tomadas sobre a Quinta do Braamcamp, visam dar qualidade ao espaço.

PDM não revisto

Recorde-se que os edifícios que se admite possam ser construídos na Quinta do Braamcamp estão contemplados no Plano Director Municipal, aprovado em 1994 e, que, sabemos está em fase de revisão há décadas, tendo começado na gestão de Emidio Xavier (PS), e continuado na gestão de Carlos Humberto (CDU).
Sublinhe-se que durante todos estes anos, praticamente, aquele território foi propriedade privada, não sendo possível ao executivo municipal, fosse ele qual fosse, intervir na sua requalificação.

Requalificação da zona ribeirinha

A compra da Quinta Braamcamp, foi aprovada, por unanimidade, numa reunião pública da autarquia realizada no dia 11 de Novembro de 2015, pelo valor de 2 milhões e 900 mil euros. A escritura foi realizada em Dezembro de 2016.
Em Janeiro de 2017, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), que integra o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), foi apresentada candidatura para a reabilitação do Moinho de Maré e a requalificação do espaço público e dos espaços verdes da área da Quinta.
A requalificação da Quinta do Braamcamp ficou integrada num projeto mais alargado de requalificação da zona ribeirinha, numa extensão desde o Clube Naval até à Estação Sul e Sueste.

Quinta do Braamcamp e a estratégia para a zona ribeirinha

Nas eleições 2017, a Quinta do Braamcamp foi um dos temas que animou os debates, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, enquanto candidato disse ao jornal «Rostos» - “a Câmara fez bem em ter adquirido a Quinta do Braamcamp”, e sublinhou – “ acho que é um território que tem que estar na esfera municipal”.
Recorde-se a proposta eleitoral do PS, apontava com “uma visão” para o território da Quinta do Braamcamp, que integrava, entre outros aspectos, o investimento numa roda gigante.

Sem um rumo concreto e sem uma estratégia pensada

Em julho de 2018, Bruno Vitorino, vereador do PSD, na Câmara Municipal do Barreiro, afirmava – “O PS até agora não mostrou qualquer tipo de estratégia ou projeto integrado para a zona ribeirinha. Esperemos que o presidente da Câmara, nos possa esclarecer o que pretende fazer para todo esse espaço”.
“Hoje em dia ouvimos falar de praias artificiais, campos de padel, de planos para a Quinta do Braamcamp, mas a realidade a que assistimos é que as coisas se vão discutindo sem um rumo concreto e sem uma estratégia pensada”, acrescentava Bruno Vitorino.

04.04.2019 - 17:12

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