Conta Loios

postais

Moita – Centenário da «Catraia de Lisboa»
«Apesar de ter 100 anos continua a ser uma catraia»

Moita – Centenário da «Catraia de Lisboa»<br>
«Apesar de ter 100 anos continua a ser uma catraia» . A canoa mais antiga a navegar no Rio Tejo

A canoa do Tejo «Catraia de Lisboa», foi construída no ano de 1919, assinala este ano seu centenário.

No Centro Náutico da Moita, na abertura do Ano Náutico da Marinha do Tejo, foi descerrada uma placa evocativa da efeméride.

Fernando Belourico, reformado da Marinha, que chegou a integrar a equipa do veleiro «Sagres», numa volta ao mundo, é o arrais da canoa centenária - «Catraia de Lisboa».
No decorrer da cerimónia de abertura do Ano Náutica da Marinha do Tejo, no Centro Náutica da Moita, foi assinalado o centenário da canoa “mais velha a navegar no Rio Tejo”.

Continua a ser uma catraia

Fernando Belourico, recordou que a canoa – “apesar de ter 100 anos, continua a ser uma catraia”.
Referiu que foi construída no ano de 1919, no Seixal, tendo na época dois proprietários. O seu primeiro nome foi – “Viva os Rapazes”.
Em 1920 estava registada como embarcação dedicada à pesca fluvial, em Aldegalega.
O seu segundo nome foi “Maria Júlia”, mas era conhecida no Montijo, por «Lourença», porque o seu proprietário era Lourenço, que a comprou por 2 mil e 200 escudos.
Em 1982, foi adquirida por um empresário da Rua dos Fanqueiros, em Lisboa, e passou a designar-se «Catraia de Lisboa».
Em 2013, foi adquirida por Fernando Belourico, um homem que nasceu na Mouraria, como ele sublinha - “com os olhos voltados para o Tejo”.
Um homem do mar, serviu a marinha durante 21 anos, onde recorda - “aprendemos o espirito de equipa”.

Vou morrer mas a canoa fica cá

Fernando Belourico salienta que para manter a canoa é preciso muita dedicação e tudo faz para que se mantenha a navegar.
“Vou morrer mas a canoa fica cá”, refere.
Para assinalar o centenário da «Catraia de Lisboa» foi descerrada uma placa evocativa, na sala de convivio do Centro Náutico da Moita, de autoria do artista plástico Francisco Moura.
Os convidados, acompanhados por Zé Bacalhau, com o som do seu saxofone, cantaram os parabéns junto à canoa - «Catraia do Tejo».

Fernando Belourico, é um amante do Tejo e das suas tradições, sente uma enorme alegria por ser o arrais de um dos mais antigos barcos a navegar no Rio Tejo, uma das embarcações tradicionais que integra a família da «Marinha do Tejo».

VER FOTOS

https://www.facebook.com/pg/jornalrostos/photos/?tab=album&album_id=10156078768717681

10.04.2019 - 15:17

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2019 Todos os direitos reservados.