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Moita - Demora vários anos legalizar canoa para navegar no Rio Tejo
«Madalena» aguarda há cinco anos

Moita - Demora vários anos legalizar canoa para navegar no Rio Tejo<br />
«Madalena» aguarda há cinco anos“Se for uma barco feito de plástico numa fábrica, porque tem o carimbo da CEE, a dizer que está conforme, é logo legalizado. Este é um barco tradicional, não tem as normas europeias, demora mais tempo. E as regras europeias não se adaptam a estes barcos.”, comenta o Mestre Marco Martins, um homem apaixonado pelo Tejo.

Marco Martins, é de Sarilhos de Pequenos, proprietário da canoa «Madalena», construída a partir de uma troca qu fez com o Mestre Jaime, pela entrega de um varino, construiu a canoa.
Diz-nos que navega com a sua canoa, há cinco anos no Rio Tejo, numa situação “meio legalizada, porque os papeis estão em andamento”.
“Navego, porque se não navegasse ele apodrecia”, comenta.

Regras europeias não se adaptam a estes barcos

“Estes barcos são feitos artesanalmente, como eram feitos há cinquenta anos, os trâmites que seguem para a legalização é demorado.
Se for uma barco feito de plástico numa fábrica, porque tem o carimbo da CEE, a dizer que está conforme, é logo legalizado. Este é um barco tradicional, não tem as normas europeias, demora mais tempo. E as regras europeias não se adaptam a estes barcos.”, sublinha o Mestre Marco Martins.

Já estou vacinado com isso já não chateia

Refere, na conversa com o jornal «Rostos» que após a construção da canoa «Madalena» meteu os papeis para a legalização e, desde então, aguarda com toda a paciência que possa ver um dia a situação legalizada.
No dia que nós conversamos, existia a esperança de finalmente poder acontecer a vistoria final.
Esta situação de demorar tanto tempo a legalização do barco, incomoda? – perguntámos
“É chato, mas, como já estou habituado, porque já tive muitos barcos. O antigo varino demorou sete anos para mudar de nome. Já estou vacinado com isso, já não chateia, já convivo com isso”, salienta.

O barco é outro filho

“Sempre tive barcos destes. É uma herança de familia. Sou bisneto, neto, filho de fragateiros. Só não sou fragateiro porque acabaram as fragatas.
Sou marítimo, trabalho no mar. Sou Mestre de barcos de Turismo”, refere Marco Martins.
“O barco tem o nome da minha filha. O barco é outro filho”, comenta sorrindo.
Quer deixar aqui algum apelo?
“Que posso dizer é que deixem soltar os barcos, mais nada. Deixem andar os barcos. Os barcos tradicionais têm muita gente, como eu, o Mestre Jaime, que temos o gosto disto. A gente não consegue viver sem os barcos”, refere.

Eles estão sempre a mudar de nome

Actualmente, quem trata do processo de legalização é a DGRM - Direcção Geral dê Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.
“Eles estão sempre a mudar de nome, muda o governo, então mudam os nomes e mudam as chefias, e, depois, volta tudo ao novo”, refere o Mestre Marco Martins.

18.07.2019 - 19:05

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