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Uma conversa sobre «cidade» e cidadania» na Escola Padre Abilio Mendes
«Isto é triste ninguém gosta do Barreiro»

Uma conversa sobre «cidade» e cidadania» na Escola Padre Abilio Mendes<br>
«Isto é triste ninguém gosta do Barreiro» <br>
. «Eu adoro o Barreiro. Nós temos que ajudar o sitio onde vivemos».

. «Na minha vida eu tenho que aproveitar cada segundo, porque cada segundo pode ser diferente»

Hoje, pela manhã, estive na Escola Padre Abilio Mendes, do Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita, a conversar com alunos do 7º e 8º anos, sobre o «Fazer Cidade» e «Fazer Cidadania».

Quando no começo da conversa perguntei aos alunos quem gostava do Barreiro, e, para ficar com uma ideia pedi que colocassem a mão no ar, para meu espanto, ergueram dois braços e outro, estava no ar, remexendo, naquele gesto de quem diz «assim,assim».

Quando no começo da conversa perguntei aos alunos quem gostava do Barreiro, e, para ficar com uma ideia pedi que colocassem a mão no ar, para meu espanto, ergueram dois braços e outro, estava no ar, remexendo, naquele gesto de quem diz «assim,assim».

Os restantes talvez na ordem dos 35 ou 36 alunos, claramente expressavam o ar de quem não gosta do Barreiro.
Disse-lhes que a primeira coisa que nos pode motivar a viver a nossa cidadania é gostarmos e conhecermos o local onde vivemos – a nossa casa, a nossa rua, a nossa escola, a nossa terra.
“Só gostamos ou amamos aquilo que conhecemos”, comentei.
Disse-lhes que uma das coisas melhores que o Barreiro tem são as pessoas, sairmos de casa e encontrarmos um amigo em cada esquina.
O Barreiro é uma terra feita de pessoas vindas de muitos lados, do Algarve, do Alentejo, do Minho, e, também de Angola, de Cabo Verde, da Guiné, do Brasil, da China, da Ucrânia.
Procurei despertar o gosto pelo Barreiro, convidei-os
a olhar a paisagem da Avenida da Praia.


Fui falando com eles e senti que despertava os olhares curiosos, em alguns rostos registei emoção nos seus olhares.
Entreguei, no começo da conversa, um cadernito, e pedi-lhes, para escreverem uma frase sobre este nosso encontro, a forma como, no dia-a-dia, sentem a vida, como sentem esta nossa conversa. Uma frase que lhes apeteça que exprime os seus sentimentos.
Nem todos escreveram, mas, alguns aceitaram responder ao desafio, aqui ficam algumas frases, escritas, hoje, numa escola do Barreiro, por jovens que no geral não gostam desta terra onde vivem.

Frases de alunos da Escola Padre Abilio Mendes
Barreiro – 24 de Outubro de 2019

«As pessoas criticam sem saber o que as outras pessoas pensam»

«Quer conhecer verdadeiramente uma pessoa? Repare como ela te trata quando não precisa mais de ti.»

«Tomem banho todos os dias. Porque estão a cheirar mal»

«Isto é triste ninguém gosta do Barreiro»

«Eu gosto de ver e desenhar animes. Também gosto de ler mangás»

«Bom professor. Estimo como trabalha»

«Sê quem és»

«Segue o teu sonho»

«Gosto da minha vida»

«Ninguém é feliz sem ter boas memórias»

«Eu adoro o Barreiro. Nós temos que ajudar o sitio onde vivemos. Uma delas é ser boa pessoa»

«Só queria ser feliz»

«Eu prefiro um amigo verdadeiro, como a minha familia, do que um amigo falso»

«Talento é uma coisa que não se ganha, sem todos os sentimentos»

«Gosto da minha condição de vida»

«Eu gosto de ser quem sou. Há pessoas que não gostam de mim, mas eu não ligo. Gosto da minha vida.»

«Vive a vida ao máximo aproveita cada momento como se fosse o último»

«Na minha vida eu tenho que aproveitar cada segundo, porque cada segundo pode ser diferente»

Foram estas as palavras que eles escreveram no caderninho que vou guardar, como recordação desta conversa, hoje, que se celebra o Dia Mundial da Igualdade. O Dia que foi fundada a ONU. O Dia da Revolução de Outubro, na Rússia. O dia que nasceu Ramalho Ortigão, o autor da obra «As Farpas».
Uma conversa sobre o contributo que cada um pode dar para fazer cidade. E, também, que fazer cidadania é viver cada um construindo os seus projectos de vida, pois, cada um ao ser cidadão, dá o seu contributo no fazer cidade. Vivemos partilhando. Vivemos respeitando as diferenças. É isto a democracia, que se faz com Liberdade.

No final, demos todos as mãos, alunos professores e eu próprio junto deles e demos um grito enorme, aquele que todos devemos dar ao acordar, como forma de abrir o coração à vida – BOM DIA!

No final, alguns daqueles jovens, rapazes e raparigas, passaram por mim e comentaram – Gostei de o ouvir, ou, foi muito bom, adorei, disse uma menina e deu-me um beijo.
Vou guardar este beijo e as vossas frases. Espero que tenha despertado o gosto pelo Barreiro e dar-vos força para estudar, porque é no saber que começa o fazer cidadania.

«Eu adoro o Barreiro. Nós temos que ajudar o sitio onde vivemos. Uma delas é ser boa pessoa», fica a mensagem, neste dia, que faz parte da história da humanidade, em busca de um mundo melhor.

S.P.

24.10.2019 - 19:01

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