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Barreiro - Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo
«Queremos que o território seja reconhecido tendo essa capacidade de atrair talentos»

Barreiro - Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo<br />
«Queremos que o território seja reconhecido tendo essa capacidade de atrair talentos» <br />
“O conceito de «cluster de criatividade» não é novo nos territórios pós-industriais, estes são sempre territórios que têm uma apetência muito grande para a atracção de artistas, que não só ocupam espaços que estão devolutos, mas que também, sobretudo, reinterpretam o território”, sublinhou Sérgio Saraiva.

“Só estaremos satisfeitos quando já não precisarmos de o anunciar, e, que sejam os próprios talentos a procurar-nos, esse, é o fim que prosseguimos – quando os talentos nos procurarem e nós não precisarmos de ir à procura de talentos”, disse.

Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo, a propósito da estratégia de transformar o antigo território industrial num «território criativo», em declarações à comunicação social, sublinhou que é necessário atrair actividades criativas.
Atingir este designio contribui para reforçar a identidade do território e acresce actividade económica.

Artistas ocupam espaços que estão devolutos

“O conceito de «cluster de criatividade» não é novo nos territórios pós-industriais, estes são sempre territórios que têm uma apetência muito grande para a atracção de artistas, que não só ocupam espaços que estão devolutos, mas que também, sobretudo, reinterpretam o território.
Isto, no fundo, é o duplo ganho que tempos aqui, por um lado ocupam espaços, que estão dentro do Parque Empresarial, trazem actividade económica, trazem pessoas, trazem movimento, trazem novas identidades, mas, também ao mesmo tempo, trazem novas leituras para o território, porque o reinterpretam, temos o exemplo do PADA Studios, que aproveita aquilo que o território tem, hoje em dia, colocando-o de uma forma criativa”, sublinhou Sérgio Saraiva.

Estamos a caminho da criação do «cluster criativo»

“Portanto, para nós, este é um processo que começou, é evolutivo, e não tem um fim à vista. Tem um fim em si mesmo, esse, que é trazer cada vez mais notoriedade, cada vez mais pessoas e, desta forma, atrair mais gente ao território.
Neste momento, se contarmos com o Arquivo da associação Ephemera, o Guta de Carvalho, o Vhils Studio, a PADA Studios, com a Hey Pachuco, com o colectivo SPA, começamos, de fcato a ter uma massa critica, já bastante interessante, que nos permite dizer, de facto, que estamos a caminho da criação desse «cluster criativo», que não tem um fim, em si, e, também queremos envolver mais associações os artistas locais.
Eles estão a caminho de se sediarem no nosso território, estamos em negociação com uma associação, e, também, embora não tenha sido publicitado, mas que já é público, recentemente, contamos com a presença do Kira no território, numa parceria entre nós e o munícipio do Barreiro.”, disse.

Baía do Tejo não pretende ser uma entidade programadora

“O Museu Industrial é uma sala de visitas, aqui decorrem diversas iniciativas, desde lançamento de livros, concertos, como foi o caso do OUT.FEST, promovido pela associação OUT.RA, ou eventos da associação Ephemera. O Hey Pachuco também já fez concertos.
A Baía do Tejo não pretende ser uma entidade programadora, o que pretendemos é que os próprios artistas se apropriem dos espaços.
Não queremos fazer programação cultural, a programação cultural é da responsabilidade do municipio.”, salientou Sérgio Saraiva.

Já cá estiveram pessoas de 30 nacionalidades

“Queremos, sobretudo, dar condições para que a sociedade civil – associações e outras entidades – dinamizem actividades. A Baía do Tejo funciona no sentido de dar as condições para que as coisas aconteçam, não pretende ela própria, substituir-se, damos as condições certas, e, acreditamos que as coisas acontecem, a PADA studios é um bom exemplo. Têm o seu próprio programa, têm o seu modelo de negócio, esse modelo, trás pessoas de várias nacionalidades, salvo erro, já cá estiveram pessoas de 30 nacionalidades, que de outra forma nunca cá viriam, portanto, nós o que fizemos foi dar as condições de base, para que a sociedade civil consiga, através de associações, através de empresas, consiga florescer.
Nós queremos dar as condições de base nesta área da criatividade e deixar que as coisas aconteçam, não pretendemos interferir, nunca interferimos. Não pretendemos programar, queremos dar condições para que as coisas aconteçam.”, referiu.

Território reconhecido pela capacidade de atrair talentos

“Os passos dados não nos deixam satisfeitos. Obviamente queremos mais. Gostaríamos de ter mais, trabalhamos todos os dias nesse sentido. Queremos que o território seja, de facto, reconhecido como tendo essa capacidade de atrair talentos.
Só estaremos satisfeitos quando já não precisarmos de o anunciar, e, que sejam os próprios talentos a procurar-nos, esse, é o fim que prosseguimos – quando os talentos nos procurarem e nós não precisarmos de ir à procura de talentos. Estão criadas as bases para que isso aconteça.”, afirmou.

26.11.2019 - 19:12

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