Conta Loios

postais

Barreiro – Encontro de gerações de futebolistas da CUF
«Que saudades eu tinha de entrar aqui»

Barreiro – Encontro de gerações de futebolistas da CUF<br>
«Que saudades eu tinha de entrar aqui»<br>
Hoje, pela manhã, um grupo de antigos jogadores de futebol do Grupo Desportivo da CUF ou Quimigal, hoje, Grupo Desportivo Fabril, marcaram encontro no Estádio Alfredo da Silva, para recordar velhos tempos e dar fortes abraços de amizade.

“Que saudades que eu tinha de entrar aqui”, comentava uma velha glória do Grupo Desportivo da CUF, ao entrar as portas do estádio.
“Eu fui apanha bolas, aqui neste campo, no jogo da CUF com o Milão”, dizia o António João.
“Tu conheces-me?” , perguntava um dos veteranos, talvez dos mais avançados no tempo.
O outro olhava. Procurava nas recordações descobrir quem era pelos traços do rosto.
Alguém de lado comenta, baixinho: «É o Espanta».
“O quê? O Espanta?!», comenta o Araújo.
«Eh pá, eu não conseguia chegar lá, estão tão diferente”, dizia.
E lá vinha mais um abraço. E outro abraço.
Chega o Barroca, que vive para os lados de Santarém. Outros vão chegando. O Capitão Mor. Nomes que são referência na história de páginas de ouro da CUF.
“Estes jogadores que aqui estão, se fosse nos dias de hoje, só eles formavam uma equipa para disputar tacoa a taco com o Benfica, o Sporting ou Porto. Faziam uma equipa da dimensão do Braga”, referia um veterano.

“Oh, vizinho tire-me uma fotografia aqui junto desta fotografia. Esta é histórica. Foi a equipa que deu um baile ao Benfica”, comenta o Capitão Mor.
São abraços. Olham-se as fotografias na Sala dos Troféus. Recordam-se nomes e memórias.
O veterano guarda-redes José Castanheira, em silêncio, fica parado a olhar a fotografia de João Pedro. Evoca o seu nome com saudade.
Estão presentes Eduardo, Castro, Simões, Quaresma. António Gomes, Octaviano, Barroca, Palma Lopes, Nelson, Vítor Pereira.
São nomes de diferentes equipas, dos anos 60, 70 até anos 80. Jorge Antunes, José Luís, Saraiva, Paulinho, José Castanheira, António João, Leitão, Esteves e Conhé.

Um ambiente de grande amizade. Abraços. Conversas a mergulhar em memórias. Recordam-se ausentes.
Faustino Mestre, presidente da direcção, também ex-jogador, vive o dia com emoção.
Estão ali presentes homens, que ele recorda, eram as glórias da sua adolescência. Os dias que o estádio Alfredo da Silva era um ponto dificil para os líderes, fosse Benfica, Porto ou Sporting. Os dias em que o colosso do futebol europeu – Milão – perdeu pela primeira vez com uma equipa portuguesa, na então Taça das Cidades com Feira, depois Taça UEFA.

Foi um dia vivido com muita emoção e saudade. Recordações de uma história que honra o Barreiro, o distrito de Setúbal e Portugal.
Ali, sentia-se o orgulho puro e natural, no brilho dos olhos daquela dezenas de homens, que um dia entraram no Estádio Alfredo da Silva vestido aquelas cores verde e branco e escutando os gritos de apoio de milhares de associados que enchiam as bancadas de um estádio moderno, dos mais belos e melhor equipados a sul do Tejo. Um projecto de um barreirense – Cabeça Padrão – um estádio que faz, ele mesmo, parte da história da arquitectura portuguesa.
Partiram para o convivio, que ia continuar num almoço. Olho à minha volta e escuto aquela voz em eco: “Que saudade que eu tinha de entrar aqui!

S.P.

VER FOTOS

https://www.facebook.com/pg/jornalrostos/photos/?tab=album&album_id=10156643124477681

11.12.2019 - 23:10

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2020 Todos os direitos reservados.