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Barreiro - Nesta história não existem nomes
Era uma vez a ginjinha da Braamcamp

Barreiro - Nesta história não existem nomes<br />
Era uma vez a ginjinha da Braamcamp Na ginjinha do Barreiro, no dia 24, lá esteve a Ginjinha da Braamcamp, a ser partilhada na Praça 1º Maio.

E porque somos atrevidos e brincalhões fomos oferecer uma garrafa ao Presidente Marcelo e um texto com as últimas novidades. Que a aceitou e quis tirar uma fotografia.

Era uma vez a ginjinha da Braamcamp

Um dia um membro da Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos teve a ideia de preparar um encontro na Quinta do Braamcamp, à volta de uma ginjinha, como os seus antepassados o faziam quando saiam das oficinas da CP e passavam pelo Manel da Galega antes de ir para casa- bebiam uma ginjinha para fraternalmente se desejarem Bom Natal.

Como nos últimos anos tal práctica se alargou a milhares – e porque não?

E se produzíssemos uma ginja? Uma ginja de qualidade, com intervenção artesanal, com cadeia de colaboração, com a expressão das motivações que nos movem. Uma ginja com raiz na solidariedade de quem quer uma Braamcamp naturalizada, tratada, melhorada, recuperada, com respeito pela história, pelo património, pela diversidade ecológica e sobretudo pelo nosso futuro – o futuro dos nossos filhos, netos, bisnetos. Uma Braamcamp que demonstre que podemos ser outros: olharmos para os nossos irmãos, para a terra que nos rodeia, sabermos dar as mãos e não aceitar as ideias da especulação, do lucro fácil, do não respeito e da mentira. Porque, mesmo com ingenuidade por vezes, queremos mesmo muito uma outra terra, a terra dos nossos sonhos de meninos e meninas, das histórias de encantar e de procura de bem-estar. Em que existem fadas, mas as princesas são os nossos vizinhos e vizinhas com quem partilhamos o nosso farnel do dia-a-dia.

Assim, como acontece nas histórias maravilhosas, alguém logo se ofereceu para encontrar uma ginja muito boa. Uma empresa doou garrafas de vidro reciclado, devidamente tratado e higienizado, quando se apercebeu do que é o movimento Braamcamp e um restaurante quis contribuir com mais algumas garrafas. Alguém tinha um engenho de engarrafar, artesanal, lá em casa, porque o avô fazia vinho para quando em noites de inverno queria juntar uns quantos amigos à volta de um petisco. E a criativa disse: eu crio a imagem dos rótulos e de um desdobrável para acompanhar. Outro foi buscar o lacre. As rolhas também já tinham sido trazidas. O que faltava?

Pôr mãos à obra. Também à volta de um petisco, uns engarrafaram, outro colocou as rolhas nas garrafas, um colou os rótulos, ainda outros o desdobrável, lacraram as garrafas e em pouco tínhamos a ginjinha da Braamcamp. Com amoras. A ginja da Braamcamp tem amoras, as amoras da nossa visão reflectida no texto que acompanha:
“A Quinta do Braamcamp, integrada no Sitio de Interesse Municipal (SIM) Alburrica/Braamcamp, devidamente classificado, é parte de um rico e vasto património ambiental, paisagístico, piscatório, naval e moageiro e representa uma parcela da história do Barreiro. Foi adquirida pela Câmara Municipal do Barreiro em Dezembro de 2016.
A riqueza da sua biodiversidade e a sua fragilidade, que resulta das atuais perspetivas sobre as alterações climatéricas e ambientais, impõem cuidados redobrados que urge assegurar.
A venda da Quinta, para satisfação de projetos privados comerciais, é contrária às necessidades da população e do concelho.
Merecemos uma Quinta Braamcamp naturalizada, recuperada, viva, com equipamentos de estudo, recreio e lazer e que mantenha o esplendor da paisagem e da sua história para usufruto de todos.”

Na ginjinha do Barreiro, no dia 24, lá esteve a Ginjinha da Braamcamp, a ser partilhada na Praça 1º Maio.

E porque somos atrevidos e brincalhões fomos oferecer uma garrafa ao Presidente Marcelo e um texto com as últimas novidades. Que a aceitou e quis tirar uma fotografia.

Nesta história não existem nomes. Mas existem duendes, do nosso passado celta, anjos do nosso passado cristão, gatas e sábios como o sábio Bechmezzinn do nosso passado árabe, ou Bruna e a galinha de Angola.

Quantas histórias.

Quantos trabalhadores da Corticeira da Braamcamp vieram partilhar uma ginjinha no Manel da Galega? É a nossa vez de fazer um caminho inverso. No dia 29, pelas 16 horas, estaremos na Quinta Braamcamp. Gostamos muito de lá estar. E às 17 horas brindaremos junto ao Moinho de Maré.
Viva o futuro de todos nós.
Viva uma Braamcamp para Todos.

PLATAFORMA CIDADÃ BRAAMCAMP É DE TODOS

26.12.2019 - 11:22

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