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Barreiro - Alunos de artes visuais da Escola Secundária de Casquilhos
Exposição de trabalhos inspirados na obra do Mestre Manuel Cabanas
. Evocação dos 25 anos da sua morte

Barreiro - Alunos de artes visuais da Escola Secundária de Casquilhos<br>
Exposição de trabalhos inspirados na obra do Mestre Manuel Cabanas<br>
. Evocação dos 25 anos da sua morte Na galeria Vermelha do Auditório Municipal Augusto cabrita, estão expostos os trabalhos dos alunos de artes visuais da Escola Secundária de Casquilhos, inspirados na obra do Mestre Manuel Cabanas.

Os alunos das Escola Secundária de Casquilhos reproduziram a tinta da china, em papel, um conjunto de trabalhos do Mestre Manuel Cabanas, que proporcionam uma viagem pela sua obra.
Refira-se que esta exposição é uma evocação dos 25 anos da morte do Mestre Manuel Cabanas, Cidadão Honorário do Barreiro.

Barreiro - Alunos de artes visuais da Escola Secundária de Casquilhos
Mestre Manuel Cabanas (1902-1995)
Evocação dos 25 anos da sua morte

Com esta exposição de trabalhos realizados por alunos de Artes Visuais do 12º ano (Turma E) da Escola Secundária de Casquilhos pretendemos não só evocar os 25 anos da sua morte, como também permitir relançar uma leitura crítica sobre a obra de um dos mais importantes gravadores da arte portuguesa do século XX.

Mestre Manuel Cabanas nasceu em 1902 em Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António, no seio de uma família modesta de agricultores. Em 1918 ingressa nos Caminhos de Ferro de Sul e Sueste, primeiro como encarregado na manutenção de mercadorias nas estações de Cacela e Vila Real de Santo António, e depois, nos Serviços Regionais no Barreiro, onde vem a fixar residência. É nesta altura que, com apenas 20 anos, Manuel Cabanas começa a desempenhar funções no Sindicato dos Ferroviários do Sul e Sueste e dá início a uma intensa atividade política pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Nas décadas seguintes, empenha-se na resistência à ditadura do Estado Novo ao lado de figuras ilustres da resistência como Bento de Jesus Caraça, Jaime Cortesão ou Raul Rego, entre outros. Participou em importantes ações políticas da oposição, foi preso por diversas vezes e viria a ser cofundador do Partido Socialista em 1973. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi eleito deputado por este partido à Assembleia da República.

A par da luta política, Mestre Manuel Cabanas desenvolveu a partir de 1938 um interessante trabalho no campo da xilogravura, expressão artística à qual implementou uma técnica peculiar, distante dos métodos tradicionais. Nos finais da década de 1930, participa regularmente nas tertúlias da Bertrand, no Chiado, onde, para além de notáveis da nossa cultura como Aquilino Ribeiro, António Sérgio ou Ramada Curto, contacta com Dórdio Gomes, Diogo de Macedo e Francisco Franco, entre outros, reputados pintores com trabalho feito na xilogravura. Mas, Manuel Cabanas afasta-se das suas técnicas e, ao contrário das goivas, usa o canivete para escavar os desenhos sobre a madeira de bucho. Porventura, foi este procedimento, a par de um desenho muito realista e acutilante, que conferiu aos seus trabalhos um alto-contraste de claro-escuro em harmonia com um traço apurado e uma linha expressiva, deixando uma marca inconfundível quer nas cenas de quotidiano popular, quer nos inúmeros retratos de poetas, escritores ou políticos.

Ao longo da sua vida Mestre Manuel Cabanas realizou diversas exposições, no país e no estrangeiro, destacando-se em 1951 a participação no XVI Salão de Inverno da Sociedade Nacional De Belas-Artes onde foi reconhecido com a 1ª Medalha em gravura.

Em 1983 a Câmara Municipal do Barreiro homenageou-o com a distinção Barreiro Reconhecido na área das artes e das letras; em 1985 foi condecorado pelo Presidente Ramalho Eanes com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade; e, em 1993 coube ao Presidente Mário Soares condecorar Manuel Cabanas com o grau de Comendador da Ordem Infante D. Henrique.
Manuel Cabanas morre, em 1995, no Hospital de Faro, sendo distinguido no ano seguinte com a Medalha de Honra de Cidadão Honorário pela Câmara Municipal do Barreiro, a título póstumo.

Com esta exposição de trabalhos realizados por alunos de Artes Visuais do 12º ano (Turma E) da Escola Secundária de Casquilhos pretendemos não só evocar os 25 anos da sua morte, como também permitir relançar uma leitura crítica sobre a obra de um dos mais importantes gravadores da arte portuguesa do século XX. Por outro lado, esta não deixa de ser uma oportunidade para experimentar as potencialidades de trabalhos que não deixam de adquirir uma nova vitalidade ao serem interpretados e recriados.

28-02-2020
Prof. Paulo Nunes

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03.09.2020 - 11:40

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