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Barreiro - Tó Pinheiro celebrou 70 anos de vida
Num encontro de amigos reviveram-se memórias de tempos únicos

Barreiro - Tó Pinheiro celebrou 70 anos de vida<br>
Num encontro de amigos reviveram-se memórias de tempos únicos António Pinheiro da Silva ( Tó Pinheiro) um nome indissociável das memórias da música dos anos 70 do Barreiro, da região e do país.

Tó Pinheiro deixou para trás o Curso de Engenheiro Quimico, que ainda frequentou no Instituto Superior Técnico de Lisboa, para abraçar a sua paixão da sua vida – a música.

Tó Pinheiro, natural do Barreiro, integrou a banda «Perspectiva» que no ano 1977, deu expressou a um trabalho pioneiro no Rock de expressão portuguesa, obra gravada na memória de diversas gerações e que ainda, nos dias de hoje, continua a ser uma referência para os músicos do Barreiro e para a comunidade barreirense.

«Lá fora a cidade», uma obra musicada com um poema de José Beira Mar, evoca uma terra e o seu pulsar de trabalho e de solidariedade. Tó Pinheiro é guitarrista e deixa inscrita a sua marca especial - a flauta. Uma obra pioneira que contribuiu para abrir caminhos ao rock português.

Um almoço para assinalar os 70 anos de um amigo. Um tempo para recordar o ambiente musical, cultural e social da vida barreirense, nos anos 60 a perder-se pelos anos 70 e 80.
Mendes Rossio, recordou os dias de descoberta de Mozart ou Chopin, a música de qualidade que foi a base de descoberta de novas sonoridades. Recordou a compra da primeira guitarra e da primeira flauta. A música unia uma geração em convivios.

“O Tó Pinheiro foi sempre um excelente músico, um excelente técnico de som, e, também tem capacidade enorme como compositor, uma coisa que muitos desconhecem. O Tó é uma pessoa importante para a história da música do Barreiro. Tem uma carreira de excelência. Foi sempre um homem de excelência.”, referiu Rocio Mendes.
“O Rocio Mendes foi o homem que puxou por mim, que me proporcionou o prazer de ouvir música de qualidade e com um grande som. Na música é importante ouvir. Hoje muitos não ouvem nada.”, recordou Tó Pinheiro.

Uma conversa viva . Recordações. O José Batata foi recordado. E vieram à memória nomes de conjuntos que eram as escolas de aprendizagem de sons e descoberta de instrumentos. Sublinha-se que naquele tempo mais que a sonoridade musical, sentia-se a importância de escutar a sonoridade das letras – “é isso que se sente na obra Lá Fora a Cidade”. O poeta José Beira Mar, que integrou o Grupo «Aqueduto», escuta e sorri. Um sorriso marcado de saudade e emoção.
Vitor Santinhos, recorda «Os Dardos», do Lavrado – “o Tó Pinheiro tocou lá”.

Recordam-se tempos do Liceu de Setúbal. As aulas com Zeca Afonso. Sublinha-se que nos anos 60 e nos anos 70, para além das diferenças e de pontuais conflitos, que são naturais e humanos – “existia para além da música uma grande amizade, uma amiz Carlos Bicas, refere que Tó Pinheiro – “tinha magia nas mãos” e no plano politico – “era uma anarca e um libertário. Era e ainda é”.
Tó Pinheiro é um dos mais prestigiados técnicos de som do país, acompanha diverso nomes da música nacional, por exemplo Dulce Pontes.
Para além de técnico de som e músico, como compositor, foi o autor da banda sonora do documentário – Ilhas Encantadas - sobre os Açores, de Augusto Cabrita.
Foi um encontro de amigos. A festa que só é festa quando é feita de memórias e de momentos que ficam gravados no coração.
Eu recordo, as caminhadas com Tó Pinheiro, do Lavradio para o Barreiro, pela escavadeira, e, no percurso ele, lá ia tocando a flauta, semeando sons na paisagem verdejante e nos carris do comboio. O nosso rumo era a ida até à Boleira, um ponto de encontro com a vontade de fazer futuro e escrever nos dias a palavra Liberdade.

Parabéns Tó Pinheiro! Agora vamos até ao 80 anos.

S.P.


19.10.2020 - 19:46

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