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Uma fotografia que durante anos foi identificada como sendo no Barreiro
Foi na Fábrica SOL da CUF em Alcântara na Greve de 1943

Uma fotografia que durante anos foi identificada como sendo no Barreiro<br />
Foi na Fábrica SOL da CUF em Alcântara na Greve de 1943 A fotografia foi publicada no jornal «O Século», está nos arquivos da Torre do Tombo, como divulga a historiadora Vanessa Almeida.
Foi um registo às portas da Fábrica Sol - CUF - Alcântara, Lisboa, 23 de Julho de 1943.

A foto da capa da revista «Visão - História», durante muitos anos foi identificada com sendo no Barreiro. Um dia nos anos 90, numa visita que fiz à Prisão de Peniche, nas minhas ferias pela Ilha do Baleal, lá estava na exposição a mesma foto, identificada como sendo na Marinha Grande.
Na altura, escrevi na minha rubrica - Objectiva - que tinha no Jornal do Barreiro, onde fui Chefe de Redacção e Director, uma nota, interrogando: afinal onde é que se registou este acontecimento. No Barreiro? Na Marinha Grande?

Leal da Silva, com seu espirito de investigador e pericial, descodificou a fotografia e num texto editado, posteriormente, no JB, sublinhou que pelos elementos que analisou na fotografia a mesma, tudo indicava que tinha sido fotografada em Lisboa, junto às fábricas da CUF, em Alcântara.

Agora, na revista «Visão- História» de Fevereiro de 2021, a historiadora Vanessa Almeida, confirma as notas de Leal da Silva e identifica a fotografia, como de facto tendo sido um registo fotográfico, no decorrer de protestos de mulheres de operários, nas greves de 1943, junto às fábricas da CUF, em Lisboa.

A fotografia foi publicada no jornal «O Século», está nos arquivos da Torre do Tombo, como divulga a historiadora Vanessa Almeida.
Foi um registo às portas da Fábrica Sol - CUF - Alcântara, Lisboa, 23 de Julho de 1943.
Fico feliz, porque afinal, foi a minha nota no JB, nos anos 90, que contribuiu para clarificar a verdade deste ícone histórico.
É esta a mania da malta que faz jornalismo,..metem-se em tudo, fazem perguntas...e, depois, sim, depois, é o drama porque as perguntas obrigam sempre a encontrar as respostas.
Obrigado Vanessa Almeida.

António Sousa Pereira

17.03.2021 - 12:08

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