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Moinho Nascente de Alburrica em estado lastimável de degradação
Obras no Moinho Grande recebem parecer positivo do Tribunal de Contas

Moinho Nascente de Alburrica em estado lastimável de degradação<br>
Obras no Moinho Grande recebem parecer positivo do Tribunal de Contas<br>
. Moinho Grande foi comprado pela Câmara Municipal do Barreiro no ano de 2015

O Dia dos Moinhos, celebrado ontem, fica com duas referências registadas na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, a «má noticia» sobre o estado de abandono em que se encontra o Moinho Nascente, e, a «boa noticia» que vai arrancar a obra de recuperação do Moinho Grande. Faltou a noticia do estado de abandono do Moinho da Braamcamp.

Ontem, Dia Nacional dos Moinhos, no decorrer da reunião da Câmara Municipal do Barreiro, Sofia Martins, vereadora da CDU, alertou para o lastimável estado de degradação em que se encontra o Moinho Nascente de Alburrica.
A autarca recordou que naquele património foi realizado um investimento de recuperação, colocadas velas, permitindo tomar contacto real com a produção de farinha.
Apelou para que se concretizem intervenções de forma a evitar aquele estado de abandono.

Obras dos Moinho Grande vão avançar

Em resposta a estas preocupações sobre o património moageiro de Alburrica, Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, não esclareceu as razões o estado de degradação do Moinho Nascente.
O edil, referiu que a propósito do Dia dos Moinhos, tinha «uma noticia» para comunicar, e, divulgou que o Tribunal de Contas deu parecer positivo para o arranque da obra do Moinho Grande.
Sublinhou que esta obra vai ser um contributo “para menos uma ruína no Barreiro” e vai proporcionar a criação de mais uma zona de fruição do rio.

A compra no ano 2015 abriu a porta à sua recuperação.

Recorde-se que o Moinho Grande, foi património privado até ao ano 2015, e, só nesse ano, Câmara Municipal do Barreiro no âmbito da estratégia de recuperação das zonas ribeirinhas, procedeu à sua compra, abrindo o caminho para a sua recuperação.
O actual executivo que optou pela venda da Quinta de Braamcamp e pelo abandono da candidatura que estava aprovada apara intervir naquele território, optou por aplicar essa candidatura na recuperação do Moinho Grande e deixou ao abandono o Moinho da Quinta de Braamcamp e todo o território que, nos dias de hoje, já podia estar a ser utilizado pelos barreirenses.
É uma opção deste executivo. Pode-se discordar. Mas é uma escolha. Abandonar uma ruína para recuperar outra ruína.

A vida de um município é isto mesmo, feita de passos sucessivos de gestão para gestão, de opções.
Hoje, a ruína do Moinho Grande pode estar em fase de recuperação graças ao trabalho realizado pelo anterior executivo, liderado por Carlos Humberto.
Portanto, esta medida do actual executivo municipal sublinhe-se só foi possível concretizar porque outros executivos que o antecederam tomaram medidas, desde a sua classificação, até à posse da propriedade pelo municipio. Certamente não era para ficar como ruína, certamente não fizeram obra porque viveram tempo de vacas magras, e, hoje, é possível avançar porque existiu uma candidatura do anterior executivo.

Obrigado Carlos Humberto!

Repetirei sempre esta noticia, mas sempre, quando se fale em património em ruinas, seja há muito tempo, seja menos um em ruínas. E, enquanto não se disser: Obrigado Carlos Humberto! A falta de gratidão pelo trabalho de anteriores executivos, é injusta.
Afinal, é isto, coisas destas, que fazem emergir os tais conflitos nas redes sociais.
O Moinho Grande e a sua recuperação fez parte de sonhos de Pedro Canário, de Emidio Xavier, fez parte de programas eleitorais do PS e da CDU..
A compra no ano 2015 abriu a porta à sua recuperação.

O Barreiro está de parabens! Esta obra é mais uma de muitas que contribui para valorizar as nossas zonas ribeirinhas e ligar a cidade ao rio.

António Sousa Pereia

Foto - CMB

08.04.2021 - 18:09

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