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Construção da Terceira Travessia do Tejo
Coloca a urgência de se (re)pensar a centralidade do Barreiro na AML

Construção da Terceira Travessia do Tejo<br />
Coloca a urgência de se (re)pensar a centralidade do Barreiro na AML Ligando das duas temáticas da TTT – Terceira Travessia do Tejo e o Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, Carlos Matias Ramos, sublinha que o arranque de uma fase inicial de apenas uma pista, abria caminho para a construção progressiva de uma cidade aeroportuária, multipolar, repartida pela envolvente do novo aeroporto e pelas áreas urbanas da península de Setúbal.
Por essa razão, salienta que esta solução do NAL em Alcochete e a TTT é uma solução de planeamento do território da AML e da Península de Setúbal.

Num artigo que analisa «os investimentos na ferrovia e a terceira travessia do Tejo na AML», Carlos Matias Ramos, antigo líder da Ordem dos Engenheiros, refere o PNI 2030, na versão oficial aprovada pelo Governo, contempla entre os investimentos nas infraestruturas ferroviárias, «os estudos de viabilidade do novo atravessamento ferroviário do Tejo como condição estrutural nas linhas do Alentejo, Algarve e Espanha e ainda como missing link da rede ferroviária da AML (Área Metropolitana de Lisboa)».
Recorda que estes investimentos estão decididos e assumidos numa óptica de implementação dos dois eixos estruturais de dimensão ibérica: ligações AV Lisboa-Porto-Braga e Lisboa-Madrid.
Esta uma matéria que faz parte da agenda autárquica do Barreiro, com muita força e reivindicação, principalmente nos mandatos de Emidio Xavier e Carlos Humberto, que colocaram sempre esta matéria como uma REIVINDICAÇÃO,e uma exigência estruturante para o desenvolvimento do concelho e dar-lhe de novo uma importância ferroviária, quer através da criação de uma grande «Estação», perspectivada para a zona onde está localizada a actual oficina dos TCB, quer apontando para a criação de Oficinas de manutenção dos comboios de Alta Velocidade na zona da Penalva.
Esta uma matéria que de alguma forma tem sido abordada quando se fazem abordagens da revisão do Plano Director Municipal.

Apostar nas ligações ferroviárias

O artigo do engenheiro Carlos Matias Ramos publicado, ontem, no jornal «Público», refere um debate promovido pela Adfersit — Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes em 24 de março p.p. no qual foi dito que “O novo atravessamento ferroviário do Tejo revela-se agora mais do que nunca um requisito essencial na nova ligação ferroviária AV Lisboa-Madrid de elevado valor acrescentado (…).”
Carlos Matias Ramos, recorda que este investimentos se insere nos grandes objetivos e orientações da Comunidade Europeia que aponta uma estratégia no sentido que os países da União Europeia restringirem ou anularem as ligações aéreas para distâncias até cerca de 600 km e de reduzirem o uso do transporte rodoviário de passageiros e mercadorias, transferindo-o preferencialmente para o modo ferroviário.

Ligação Lisboa – Madrid

O antigo bastonário da Ordem dos engenheiros refere que a implementação dos eixos ferroviários de dimensão ibérica e, em particular, do eixo Lisboa-Madrid, constitui um desígnio nacional, acrescentando que “não cumprir este desígnio significa ficarmos de forma crescente “orgulhosamente sós”.

Barreiro – Chelas é eixo que deve avançar

Recorda que existe um traçado, com projeto aprovado, para o eixo ferroviário de Lisboa-Madrid no território nacional que inclui o “novo atravessamento ferroviário do Tejo”, inscrito no PNI 2030, atravessamento amplamente estudado, após realização da avaliação comparada de alternativas para a terceira travessia do Tejo (TTT) na Área Metropolitana de Lisboa (AML).
Sublinha que o estudo foi realizado considerando as alternativas disponíveis e, em particular, os corredores Beato-Montijo e Chelas-Barreiro, tendo evidenciado que a TTT na AML no corredor Chelas-Barreiro é, técnica e economicamente, a solução mais favorável.
Salienta que o projeto tem o Estudo de Impacto Ambiental, datado de setembro de 2008.

Terceira Travessai do Tejo e Novo Aeroporto de Lisboa

A Terceira Travessia do Tejo na AML, no corredor Chelas-Barreiro, adotando só o modo ferroviário, constitui um requisito essencial na ligação AV Lisboa-Madrid e de integração nas redes europeias, afirma Carlos Matias Ramos, acrescentado que – “é um desígnio nacional, não sendo curial atribuir os custos da TTT na AML aos do NAL. Esta abordagem só distorce os factos.”
Por essa razão, o antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros, refere que “não é correto atribuir os custos deste atravessamento ao novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete”.
Ligando das duas temáticas da TTT – Terceira Travessia do Tejo e o Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, Carlos Matias Ramos, sublinha que o arranque de uma fase inicial de apenas uma pista, abria caminho para a construção progressiva de uma cidade aeroportuária, multipolar, repartida pela envolvente do novo aeroporto e pelas áreas urbanas da península de Setúbal.
Por essa razão, salienta que esta solução do NAL em Alcochete e a TTT é uma solução de planeamento do território da AML e da Península de Setúbal.
E de facto, ao longo do tempo tem sido defendido pela Câmara Municipal do Barreiro, excepto no actual mandato o pensar a cidade aeroportuária, que, como diz, Carlos Matias Ramos, é uma solução que “não tem qualquer comparação com a solução de utilização dos terrenos da BA6 (Montijo)” .
Esta solução Portela + 1, que está em marcha, sabe-se será sempre uma solução provisória, que coloca a margem sul em segundo plano em relação a Lisboa, e, vai contra a visão da cidade de duas margens desenvolvida no PROT e, até, no processo de revisão do PDM do Barreiro.
Pensar Lisboa como capital metropolitana

Este texto e as opções da União Europeia sobre a ferrovia, a necessidade imperiosa de ligar Lisboa a Madrid, a própria ligação do Porto de Sines a Espanha, faz acreditar que o tal pensamento estratégico que pensa Lisboa como capital metropolitana de Sines a Peniche, pode estar a fazer caminho e abrir as portas a um projecto de desenvolvimento da AML para o século XXI, no qual a Terceira Travessia do Tejo é essencial e, finalmente, o Barreiro pode ganhar de uma nova dimensão, transformando-se numa nova centralidade da AML, uma região que tem que ser, cada vez mais, pensada de forma polinuclear – uma cidade de cidades.
O Barreiro precisa de ter pensamento estratégico que o coloque na primeira linha deste combate de futuro anunciado.

António Sousa Pereira

14.04.2021 - 00:43

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