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Enquanto houver memória a Liberdade está viva aqui
O orgulho de sentir as memórias do Barreiro recordadas no dia 25 de Abril

Enquanto houver memória a Liberdade está viva aqui<br>
O orgulho de sentir as memórias do Barreiro recordadas no dia 25 de Abril<br>
Hoje, acredito que muitos barreirenses, aqui nascidos, ou que aqui construiram as suas vidas sentiram um orgulho enorme, sentiram o coração pulsar ao ver aqueles dois homens trazer à memórias os dias de luta, de prisão, de resistência de amor á Liberdade que forjaram esta cidade, que muito fez para ver nascer Abril.

Faustino Reis e Álvaro Monteiro, dois heróis da resistência, que sentiram na prisão o silenciamento, a dor, a humilhação. E, como foi dito, por Ricardo Araújo Pereira, comparar aqueles dias com os dias de confinamento, é não ter noção de um tempos feito de perseguições, de delatores, de medo, de ódios, de aniquilamento da dignidade humana.
Como Faustino Reis recordou aqueles seus dias de prisão de isolamento, de conversa com formigas, de carreiros do pão, para manter a lucidez e não vergar às torturas.
Como Álvaro Monteiro recordou aqueles dias que a vida associativa era um espaço de resistência, de fazer cultura e cidadania a activa. As recordações da vida do Cine Clube do Barreiro, essa que foi a segunda colectividade que entrei para associado, antes do 25 de Abril, a primeira foi a SFAL.

Hoje, à noite no Programa de Ricardo Araújo, na SIC – Isto é gozar com quem trabalha – foi com emoção que escutei aquelas memórias, e, um grande orgulho por esta terra dos meus filhos e da minha neta, esta terra que tem um grande orgulho de ser um bastião da Liberdade.

Ainda bem que há quem se lembre de rebuscar no baú da nossa história, quem sinta como o Barreiro é um exemplo para o país.
Obrigado Álvaro Monteiro. Ainda um destes dias conversamos ali na Avenida da Praia.
Obrigado Faustino Reis.
Obrigado Ricardo Araújo Pereira.
Obrigado aos barreirenses que resistiram, lutaram, sentiram na pele, para que hoje, 47 anos depois continuemos a festejar Abril e a recordar que não queremos voltar atrás aos dias negros do pensamento único, do silenciamento das opiniões, do ter medo de ser livre.
É isso as memórias de uma terra nunca serão apagadas. Enquanto houve alguém que transporte um cravo ao peito e essa energia recebida das noites negras de antes de Abril - a Liberdade está viva aqui e será futuro.
Obrigado Barreiro!

António Sousa Pereira

25.04.2021 - 22:47

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