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Salustiano Coelho - um nome da história do Hóquei Patins do Barreiro e de Portugal
Tenho amigos espalhados nos quatro cantos da Europa e pelo mundo

Salustiano Coelho - um nome da história do Hóquei Patins do Barreiro e de Portugal <br />
Tenho amigos espalhados nos quatro cantos da Europa e pelo mundo “Eu acho que o Hóquei Patins, podia ser uma modalidade de referência no Barreiro, mas, considero que é muito dificil, porque hoje, os clubes no Barreiro não têm condições, não tem escolas. O Hóquei Patins é uma modalidade muito cara”, refere Salustiano Coelho, antigo internacional de Hóquei Patins, com títulos europeus e mundiais na sua carreira de atelta e dirigentes.

Salustiano Coelho, natural do Barreiro, nasceu no ano de 1953, no antigo Hospital da Misericórdia do Barreiro. Desde criança viveu e cresceu na Quinta da Lomba, na Rua de Diu, nos tempos que aquele território integrava a freguesia do Lavradio, conta 67 anos.
Ainda, nos tempos de criança, foi viver para a Rua 4, na Baixa da Banheira.
Uma destas manhãs, encontramos Salustiano Coelho, e, com ele, mantivemos uma breve conversa de café, com a qual recomeçamos uma rúbrica do jornal «Rostos», de conversas de rua, conversas ao acaso, com pessoas que vamos encontrando e revivendo memórias, revivendo estórias, esses momentos que ficam inscritos e fazem parte da história e das memórias da nossa região. Escrevemos hoje as memórias do futuro.
Uma região é feita de rostos e nós queremos dar e continuaremos a «dar rostos à cidade».

Gostava mais de futebol, mas...nasceu para o Hóquei Patins

Salustiano Coelho é um nome indissociável da história e das memórias do Hóquei Patins do concelho do Barreiro e do país.
Foi no antigo Campo de Bárbara, no convívio com amigos, no tempo que frequentava a iniciação desportiva do Grupo Desportivo da CUF, o responsável pela Secção, Professor Francisco Lourenço - Decidiu que eu tinha que ser jogador de Hóquei Patins, porque patinava muito bem. Eu queria o futebol, mas ele não deixou”.
A decisão do Professor, afinal foi decisiva para fazer nascer um campeão europeu e mundial na modalidade.

Integrou a equipa de ouro do Grupo Desportivo da CUF

Quando iniciou a sua actividade ao nível da competição o Grupo Desportivo da CUF tinha conquistado o título de Campeão Nacional, no ano de 1965, uma equipa que integrava alguns que foram dos melhores jogadores do mundo, nomeadamente: Vítor Domingos, Mário Ferreira, Leonel, Joaquim Manuel e José António – o célebre Flecha.
“Esses eram o cinco titular, na altura as equipas tinha apenas oito jogadores, os suplentes entravam de vez em quando. Alguns destes nomes integraram a seleção nacional, eu também fui, mas era muito jovem. Dessa equipa também fez parte o primeiro internacional da CUF, o José Manuel, mais conhecido por «Zezinho», que faleceu recentemente”, recorda.

Vice campeão Europeu

No ano de 1972, Salustiano Coelho, foi internacional, tendo participado no Campeonato Europeu, que decorreu em Espanha, tendo a seleção de Portugal conquistado o título de vice campeão europeu, o título foi para a Espanha.
Foi várias vezes pré-selecionado para as equipas da seleção nacional para participar no mundial, mas, nunca chegou a integrar uma equipa.

Na europa de clubes com o FC «Os Belenenses»

Salustiano Coelho, nos anos 80, foi integrar a equipa de Hóquei Patins do Futebol Clube «Os Belenenses», na época que o clube azul de Lisboa, formou uma grande equipa, que participou na Taça da Europa – “Equipa que integrei. Era uma grande equipa, mas havia muitos jogadores que queriam ser treinadores. Isso foi complicado ”.

Dirigente - Campeão Europeu e Mundial

Em 2003, Salustiano Coelho marca presença no mundial, em Oliveira de Azeméis, mas, agora, como dirigente, conquistando o título de campeão mundial.
Igualmente, como dirigente foi campeão europeu cinco vezes.
“Guardo memórias fantásticas de todos estes tempos. Tenho amigos espalhados nos quatro cantos da Europa e pelo mundo, pessoas que integravam outras seleções, quer dirigentes, quer jogadores, sou muito amigo de um grande jogador argentino Daniel Marti Inácio, com quem convivi no mundial de Oliveira de Azeméis, e, nos Estados Unidos, em 2005. Tive sempre a possibilidade de fazer muitas amizades no hóquei, muitas mesmo”, salienta Salustiano Coelho.

Hóquei Patins podia ser uma modalidade de referência no Barreiro

“Eu acho que o Hóquei Patins, podia ser uma modalidade de referência no Barreiro, mas, considero que é muito difícil, porque hoje, os clubes no Barreiro não têm condições, não tem escolas. O Hóquei Patins é uma modalidade muito cara.
Ainda funciona no Grupo Desportivo Fabril que vai mantendo a formação, mas ao nível de seniores, já existe dificuldades para participar na competição, com muita pena minha”, refere Salustiano Coelho.

Foi uma conversa ao acaso, num encontro num café. Uma troca de palavras com um homem que dedicou muito da sua vida a uma modalidade que abraçou de atleta a dirigente, com simplicidade e paixão.
Quem conhece Salustiano, sabe, que é um homem simples e de uma grande pureza e humanismo.
Obrigado por esta partilha de memórias.

S.P.

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02.06.2021 - 00:47

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