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«Soirée» a nova peça da Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro>
Não é «Foral», é «Carta da Vila», aprendam…a rir a gente se entende!

«Soirée» a nova peça da Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro><br>
Não é «Foral», é «Carta da Vila», aprendam…a rir a gente se entende! Fartei-me de rir, a bom rir, daquele riso que nasce nas peripécias do texto, na ironia das interpretações, e, até, nos ditos e reditos, que escrevia e rescrevia, na minha cabeça, por cima das narrativas que escutava. Hilariante. Sublime. Ironia. Catarse.

Nos tempos da monarquia, os soberanos, todos sabemos, chamavam à Corte os poetas, os compositores, os artistas plásticos, os escultores, os dramaturgos, para lhes encomendar que através da sua criatividade dessem o seu contributo para assinalar feitos heroicos, efemérides, ou registar a marca cultural da governança, traduzindo pela arte o espírito da época.
Nasciam sinfonias, telas, textos épicos, que se inscreviam no tempo expressando o sentir dos soberanos, que pagavam a criatividade, e, por isso, sorridentes, sempre sorridentes, aplaudiam as obras de arte que perpetuavam a memória do seu fazer presente, como legado de futuro.
Também, nesses tempos de monarquia, os soberanos tinham os seus cronistas que escreviam, ou reescreviam a história de acordo com a vontade real.

Neste século XXI, em pleno ano da graça do ano Dois Mil e Vinte e Um, celebram-se os 500 anos do «Foral», não, bolas, da «Carta da Vila», atribuída por El Rei D. Manuel, na época que El Rei, dividia o reino, para reinar no reino, e, fez do lugar «Barreiro», a nobre e leal «Vila Nova do Barreiro».
Aqui e agora, celebramos o ano 500, da mui nobre vila manuelina, vivendo a celebração «foralícia», coisa nunca antes celebrada, com a pompa e circunstância de município, porque outrora, outros governantes, não zeladores dos pergaminhos reais, afinal, celebravam o Foral da Vila, que não era Foral da Vila, mas sim «Carta da Vila», limitando a dita celebração ao território da freguesia. Blasfémia!
Por essa razão, o Barreiro, que foi freguesia, e que agora é município, porque do centro trata o município. Já não celebra a freguesia.
É verdade, esses anteriores governantes, até, imagine-se celebraram os 500 anos do Foral de Coina, esse, de facto Foral, e não «Carta de Vila» e nunca lhes ocorreu celebrar o aniversário do município. Onde andavam os cronistas do reino, durante a monarquia, na República, no Estado Novo, no PREC, na República Constitucional, que nunca sentiram a importância municipal da «Carta de Vila», que não é «Foral», na história desta pacata vila à beira Tejo plantada. Onde?!

Afinal, são estas coisas que dividem os investigadores, uns dizem que uma coisa e outra coisa, são a mesma coisa, não sendo a mesma coisa, que a «Carta de Vila» equivale a «Foral», mas não é «Foral», é assim como dizer que, café com leite é uma coisa, e leite com café é outra coisa, pura verdade, e a verdade é a verdade histórica. Carta de Vila. Ponto final.
E quem disser o contrário é aziado, ou está com o anterior regime, que não só celebrava o «Foral» que não era «Foral», como celebrava ao nível de freguesia, quando somos município. Enfim…textos e contextos.

Barreiro, essa nobre Vila Manuelina, que um dia, recebeu a benção de Nª Srª do Rosário, que aqui se abrigou deslocando-se do seu rumo, devido a uma tempestade no Rio Tejo, quando há cerca de 280 anos – em 1736 - o cortejo marítimo navegava oriundo da Igreja de S. Roque, em Lisboa, para a Igreja do Rosário, no Rosário, no actual concelho da Moita. Nascendo o culto da sua padroeira numa terra de pescadores, dizem oriundos do Algarve, que uns dizem, por pescarem na Barra, com a célebre «Muleta» - construída e parada nos Estaleiros do Mestre Jaime, e, se estivesse a navegar seria uma bela prenda de 500 anos da vila, cidade, lugar – Barreiro.
Esses pescadores que pescavam na barra do Tejo e por isso, dizem, teria sido essa a génese do topónimo, outros que referem por ser uma terra com muito barro – assim, nasceu o Barreiro.

Portanto, se outrora os governantes celebravam a Carta de Foral, que não é Foral, mas celebravam a Carta de Vila, limitando a festa «foralícia» à freguesia do Barreiro, os governantes que nos governam no ano 500 da Vila Nova do Barreiro, que já não é vila nova, mas apenas Barreiro, optaram por alargar a festa foralicia à dimensão de município.

Sendo uma peça - «Soirée»- encomendada pelos governantes da actualidade, destinada a assinalar aquilo que o actual «poder dominante» considera de grande importância- os 500 anos do município, não a freguesia, a peça tem no seu centro a temática da «Carta de Vila». Solene. Cosmopolita. Provinciana.

Que é isso da Carta de Vila, que não é Foral, ser coisa de uma freguesia?! Municipio senhores, município. Upa, upa!
Freguesia é coisa de quem pensa pequenino e que deturpa a história. E vai daí, a «festa foralicia», atinge o nível do município, da vila que agora é cidade.
E como o território da cidade não é o território do município, nem o território da vila alguma vez foi o território do município, isso pouco importa, o que importa é celebrar os 500 anos da «Carta de Vila», que não é «Foral», mas que, nos tempos de El rei, o venturoso, se inseriu na sua estratégia de atribuição de forais, integrando o lugar do Barreiro, no circuito de cobrança de impostos do reino, dando nobreza e nome à piscatória Vila Manuelina – a Vila Nova do Barreiro, e abrindo mais uma bolsa para o reino reinar e, aqui, tributar os transportes de «mercadorias» entre as duas margens.

E cá estamos, em pleno século XXI, felizes, celebrando os 500 anos. Vejam lá que até Arrentela foi nossa. E, tal como há 500 anos atrás, vivendo entre as duas margens. A mercadoria agora é a força do trabalho.

«Soirée», é a nova peça da Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro, um espectáculo criado na sequência de um convite da Câmara Municipal do Barreiro, a propósito da celebração dos 500 anos da atribuição da «Carta de Vila» à Vila Nova do Barreiro, por D. Manuel I, em 1521. Um texto de Jorge Cardoso e Ricardo Guerreiro. Um texto irónico, satírico, humorado, sarcástico, interpretativo e não inocente.

Esta 88ª produção da companhia barreirense é dedicada à memória de Maria Matilde Cavaco e João Cavaco, dois nomes inscritos nos mais de 40 anos de história da Arte Viva, e que fazem parte desse Barreiro genuíno, puro, feito de relações de vizinhança e amizade, de partilha e de vivência culturais – ideológicas e de fé!

Entramos na sala e escutamos a voz do grande Vieira – o Crooner – que é uma referência de vivências dos tempos do associativismo, quando este era ponto de encontro, nos bailes e revistas de carnaval, nas Bibliotecas, no teatro, na música, que era a energia de uma comunidade que se respeitava nas diferenças e vivia o lema – nem só de pão vive o homem. Alfredo da Silva, percebeu isso desde a primeira hora, e, cultivou isso que estava inscrito na cultura ferroviária e corticeira.
O associativismo que, também. abria as suas portas para integrar os que vinham de muitos lados e faziam desta terra, onde buscavam melhores condições de vida, a terra dos seus filhos e netos. Que uns até acham que é feito de uma cultura monárquica. Uma democracia monárquica. O povo vai às assembleias gerais e elege os reis e rainhas.
O Vieira é uma voz, que tive o prazer de escutar com a pureza de quem canta, pelo prazer – uma cigarra nas ruas da vila operária – ali na SFAL, que, já agora, é importante esclarecer, contrariamente ao que está no programa da peça, a SFAL não é a primeira associação que “há noticia no actual concelho do Barreiro”, é a mais antiga em actividade, porque a mais antiga que há noticia remonta a 1848 – Sociedade Filarmónica Barreirense, que no ano de 1870, dividiu-se em duas, dando origem àquela que é hoje a SIRB «Os Penicheiros», e, a outra que é hoje a SDUB «Os Franceses».

E, depois, lá temos o ponto de partida, a nota introdutória do autor – narrador, que nos convida a ver esta peça, como quem viaja pelo mundo da Alice. A tal, das maravilhas, que nos faz entrar no espelho, e, nos convida ao encontro com a paródia, com os monstros e monstregos, com os fantasmas, de todos os tempos – uns mais intelectuais, outros mais do povão – porque isso de fantasmas, cada qual, tem oportunidade, ali, ao longo da peça, os sentir nos pensamentos, sejam nos sonhos, sejam nas ilusões, nos desejos, ou na realidade, real ou reinventada.

O real, o mundo real, esse do autor do texto, que se delicia a criar um texto, a imaginar um cenário, na azáfama do dia a dia, entre o trabalho na outra margem, porque aqui não há trabalho, e o prazer de criar, após o dia de trabalho, no lado de cá, no pulsar do palco e nas palavras que nascem no coração, entre o labor diário de uma viagem entre duas margens, que fazem nascer um tempo real, um mundo real, esse onde nasce a Alice…na cidade maravilha.

Gostei da linha de pensamento do texto, pareceu-me escrito com o desejo de colocar interrogações, mais do que dar respostas, divertir com a ironia, com a caricatura, de ser uma porta para abrir pistas e fomentar conversas.
Um texto, qualquer texto é sempre um tempo e um modo de olhar a realidade. Uma cidade é feita de visões diferentes. Podem ser meramente ideológicos. Podem ser fruto de experiências de vida. Umas vezes são ficção. Divertimento. Outras geradas por razões diversas, que vão do sistema ao anti-sistema. Do «fait divers» à superioridade dos esclarecidos, que legendam as verdades. Do querer construir, ao querer desconstruir.

Nesta peça começamos por entrar, no mundo da Alice, não para comemorar os 500 anos da viagem de Vasco da Gama à India, essa, também, outrora celebrada no Barreiro, mas, aqui e agora, para celebrar os 500 anos da «Carta de Vila». Registem isso, é importante repetir Carta de Vila. Aprendam. Não é Foral. É Carta de Vila, factos são factos, e D. Manuel, esteve ao vivo, presente, sempre a recordar esse momento épico. Aprendam é «Carta de Vila»!

Essa coisa de no passado, comemorarem o Foral da Vila – ao nível de freguesia - era um engano, repito, nós até já fomos «senhores» de Arrentela.

E de súbito, o espectáculo cresce imponente, apoteose, num palco de peixes voadores, de barcos no Tejo, de passos gigantes, de comboios, onde imagino a gente camarra a brincar nas ruas do Barreiro, no Largo do Leão, no Largo Casal ou no Páteo dos Bichos, ali, onde os saltimbancos animavam a criançada, que ria a bom rir às gargalhadas. Esse Barreiro genuíno que liga a vila ao Rio e se faz operária – ferroviária, corticeira. Culta. Anarquista. Comunista. E que tem fé profunda em Nª Srª do Rosário a conviver com o anticlericalismo.
Barreiro, para uns dizem, é uma esperança que não finda, para outros dizem, o que país precisa o Barreiro cria.

A memória é esse banco do tempo único. Depois a História, «disciplina» que pode não significar «ciência exacta», essa constrói e desconstrói. Faz maus e bons. Metamorfoses. Interpreta. Tem espaços e memórias que são memória e circunstância.

O espectáculo começa imponente. Luz. Som. Energia. E, para quem viveu esses dias, de súbito parece que estamos na Expo 98, a celebrar os monstros dos Oceanos, os Mostrengos dos poemas de Fernando Pessoa, e, em apoteose, num deslumbrante desfile, criativo, vivemos um dos momentos mais belos no plano estético desta peça - Soirée. Um momento sem palavras. Talvez porque o passado é uma memória única e não precisa palavras. Freud, explica isso! Escrevia, em tempos, nas minhas crónicas «Com pés de veludo», no Jornal do Barreiro. Onde vivi os dias da Expo, e das comemorações dos 500 anos dos descobrimentos no Barreiro, que não foram do Barreiro, mas de Alhos Vedros. Coisas. A Expo 98 que celebrou os 500 anos da epopeia de Vasco da Gama, também celebrada no Barreiro, pela Marinha Portuguesa. Esses anos 1498, um tempo em que o Barreiro ainda não tinha Foral, desculpem nem «Carta de Vila». Mas celebrou 500 anos de Vasco da Gama, até porque o seu irmão Paulo da Gama, terá vivido em Palhais, onde estão marcas do manuelino. E, Álvaro Velho, dito do Barreiro, foi cronista da viagem de Gama, que, comentam, inspirou Luis Camões, na sua obra épica «Os Lusíadas».
Esse passado faz parte de um desejo de uma elite pensante local, que quer ir com a história do Barreiro até aos limites do tempo, confundindo história do Barreiro – lugar – com a história do território de um município que foi criado, na sua actual realidade, em 1898.

Querem ir longe na história e depois esquecem as páginas lindas, do núcleo do seu território, essa a marca identidade que faz o tal orgulho de dizer : Sou do Barreiro, que é muito diferente do dizer «é fabricado no Barreiro».
Essa vila, essa cidade da Liberdade – sim, gostei e aplaudi: Da cidade do Foral à Cidade da Liberdade!

Mas, voltemos ao momento de abertura da peça, esse que é um despertar de consciência, que o encenador coloca sem texto, entre o fantástico, mitológico e surrealista. Um começo de uma grande sinfonia, de uma ópera, com um sentido teatral de espectáculo de feira, que nasce com intencionalidade poética e das entranhas da criatividade. Gostei. É explosivo, e merece um grande aplauso, um enorme aplauso, ao encenador – Jorge Cardoso; ao cenógrafo – João Pimenta; à figurinista - Ana Pimpista, ao luminotécnico, João Oliveira, Jr, assim como, ao autor da música – Konacri.

Quem viveu a Expo 98, sente ali, ao vivo, aquela realidade épica. Brilhante. O grotesco. Dramaturgia. A criatividade. A Alice no país das maravilhas, na cidade das maravilhas, essa cidade que, nos dias de hoje, «en passant» no texto, é ironizada, com as profundas transformações que sofreu e visíveis nas rotundas. Uma nota que certamente diverte os aziados, e alegra os azedos.

Depois, entramos no reino da celebração do Foral, que não é foral, e, numa cidade que vive uma cultura entre os cosmopolitismo – que se acha grande, essa coisa dos achismos, que uns podem achar, e outros quando acham são achistas, e, o provincianismo de novos riquismos. Freud, explica isso.
O espaço escolhido para figuração do «culto do Foral», é o espaço cívico do associativismo.
As personagens são à dimensão de uma visão da vida associativa, num tempo e numa época, a vida associativa, não certamente nas suas raízes, nem na sua génese na Monarquia Constitucional ou na Primeira República, mas, temporalmente, na peça centrado no Estado Novo. Os poderes instituídos. Os rituais. Os ladrões que são policias. Os policias que são ladrões. Os bufos. Os pides.
Os actores devem sentir um gozo enorme em vestir a pele daquelas personagens, com as quais de certeza, psicologicamente não se identificam, mas que interpretam com beleza e sobriedade. Constroem as personagens com o seu grotesco, com os seus silêncios, que ele mesmo é critico e transmite angústia, inquietação. Riso. Vivem o texto, dando vida ao texto, para lá da sua textualidade. Gostei.
Isto é teatro. Isto é arte.
A peça é histórica e faz história. Aliás, por ser histórica e fazer história, deambulei por aqui em notas e reflexões. Porque uma peça, também é o texto, e o texto, neste caso, será, para sempre, parte integrante da cultura e da memória da nossa comunidade.

E como a cultura é liberdade, sou daqueles que integrei a vida desta comunidade, vindo de outras terras e nesta fiz a terra dos meus filhos e da minha neta – por acaso Alice – e foi pela porta do associativismo que entrei na comunidade, antes de Abril, e foi pelo associativismo que descobri valores que marcam a minha vida e sei, de muitos, que vivem com paixão esta realidade, apenas por fazer associativismo e fazer cidadania.

O peça ao centrar no mundo do associativismo as comemorações dos 500 anos do Foral, que não é Foral, antes do 25 de Abril, trouxe à minha memória três palavras – cercada, controlada e manipulada, e, nelas, encontro a minha experiência e vivência da vida associativa local.
Antes do 25 de Abril, a cidade cercada, que vivi o associativismo como porta para a Liberdade. Cultura. Arte. Amor à vida. Um sentido para a vida. Resistência.
Depois do 25 de Abril, nos tempos do PREC, uma cidade controlada, onde por vezes, não se deixava o associativismo respirar, mas nele, estava a fluir e criava, porque a criatividade é a porta da Liberdade. Existência.
E nos últimos tempos, estes que vivemos, uma cidade manipulada, onde o associativismo parece que sucumbiu, desistiu de lutar, onde se fala de novo e velho associativismo, como se o associativismo não fosse essa coisa única e bela, de fazer cidade e fazer cidadania e, Liberdade. Sem preço. Resiliência.
A peça suscitou-me esta nota, porque o associativismo, é mais que uma monarquia – é uma escola de liberdade e democracia, onde cada homem é um voto, onde cada um adere de forma voluntária e livre. Depois há vida…e a vida sempre assim foi, sempre assim será, entre a ironia e o medo. O preço. O poder.

A peça finda com um poema interpretado de forma genial, tal Ary, por Manuel Alpalhão.
Esta peça encheu o meu coração. O texto é desafiante. As interpretações brilhantes. A cenografia e figurinos, cinco estrelas. A música, com uma banda genial.
Fiquei a interrogar-me sobre as cadeiras e camas penduradas no tecto. Surrealismo. Deve ser isso, procura de equilíbrios e harmonia, no tempo que vivemos. Acredito que seja isso…

Por fim, aquela esperança no futuro, aquele que eu sonho para a minha Alice, que pudesse viver numa cidade com vida, com trabalho, com debate de ideias…com conflitos, por vezes com agressividade, mas sendo um caminhar em busca de futuro.
“Estas pessoas existiram, mesmo naquele tempo?” – uma pergunta, que merecia um debate.
Quando acabei de ver a peça, pelas gargalhadas que dei, pelo que me diverti, ocorreu-me ao pensamento um ensaio filosófico de Stendhal, sobre o riso, um tema difícil. Fui reler. É que esta peça diverte mesmo, cá dentro, no que diz e não diz, ou no que eu pensei e diverti-me a imaginar.

Por isso, ao sair do espectáculo fui conversando com a Lurdes, sobre os aspectos marcantes, sobre a sua beleza e o seu texto e contexto.
Acho que o Arte Viva, agora, devia fazer, em breve, outra peça, essa para assinalar os 1000 anos do município do Barreiro. Ainda falta muito, mas ficava já celebrado…já existem textos a pensar o Barreiro 2521. Até que, nem se sabe, se daqui a 500 anos o nosso território não será já parte do município da Península de Setúbal. E o Barreiro, uma freguesia, para gerir as questões de proximidade Assim, ninguém nos retirava o direito de comemorar os 1000 anos de município. De Carta de Vila, não é Foral. Aprendam. Comentei. E dei uma gargalhada.

Ah, é verdade, estamos a pensar a cidade em 2521,mas não existe uma ideia da cidade que queremos ser, hoje, nem para onde queremos caminhar para além da cidade de betão, inscrita no PDM em vigor…
Seria bom que esta peça ajudasse à catarse.
Freud, explica isso!
Parabéns Arte Viva. Parabéns Jorge Cardos e Ricardo Guerreiro.
O vosso texto é teatro em acção! Os actores dão vida ao texto.
Diverti-me!

António Sousa Pereira

19.09.2021 - 13:24

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