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Embarcação muleta «Álvaro Velho» está no Barreiro
Até ao dia 15 está em fase de testes

Embarcação muleta «Álvaro Velho» está no Barreiro<br />
Até ao dia 15 está em fase de testes Hoje, no decorrer da reunião da Câmara Municipal do Barreiro, a Vereadora Maria João Regalo, responsável pela área do Turismo, divulgou ontem chegou ao Barreiro a embarcação Álvaro Velho – “um processo que demos ontem praticamente com concluído”, disse.

Segundo referiu a autarca até ao dia 15 a embarcação muleta – Álvaro Velho – vai estar em fase de testes no rio.
“No dia 15 de agosto contamos com a embarcação para participar na procissão em honra de Nª Srª do Rosário”, sublinhou a Vereadora Maria João Regalo.
Referiu a autarca que após o dia 15 de agosto e até à conclusão das Festas do Barreiro – “a embarcação estará à disposição de todos, a várias horas do dia, que serão oportunamente divulgadas, de forma gratuita fazer uma viagem”.
O calendário será divulgado nos próximos dias.
A vereadora Maria João Regalo acrescentou que nos próximos dias serão divulgadas as condições que a embarcação estará disponível para os barreirenses – “que será praticamente todos os dias da semana”, disse.

Após esta informação o vereadora da CDU, Miguel Amaral, sublinhou o agrado com que os eleitos da CDU viram a muleta a navegar no Tejo – “um objectivo e um desejo antigo”.
“Um barco lindíssimo que é património nosso e que muito prezamos, queremos vê-la navegar e servir o Barreiro”, afirmou.
O autarca contestou o Contrato que foi feito com a empresa que vai operar a muleta – “consideramos que é um mau contrato”.
Solicitou esclarecimentos sobre os valores, ditos, que o investimento da muleta ter rondado os 700 mil euros.
Foi esclarecido pela Vereadora Maria João Regalo, como os cistos da embarcação rondam um milhão, disse que a embarcação teve um custo de 362 mil euros, na construção, mais 29 ,mil euros de custos complementares. Acrescentou os custos do making off, no valor de 50 mil euros, mais a edição de um livro e exposição de fotos que rondam 15 mil euros.
Referiu os custos do projecto, licença DGRM, os juros do empréstimo 24 mil euros, encargos com o pessoal 75 mil euros, ainda o pontão e respectiva legalização 385 mil euros – “em traços gerais um valor arredondado de 950 mil euros”, disse.

Sobre o pontão, foi salientado que nunca houve pontão, que este ainda não existe, o valor referido é um custo de uma previsível aquisição.

Rui Braga, PS, salientou que é bom ver a muleta no mar, é um símbolo do Barreiro, que será operada por uma empresa experiente, que tem experiência no turismo no Rio Tejo, disse, “no Rio Tejo a única que está a operar, que dá garantias de satisfação, que assume os custos de manutenção, retira o peso no orçamento da autarquia para mantermos um barco”
Considerou que, houve um erro no planeamento da muleta, por não estar previsto o pontão, porque só o pontão é outro barco – “o empréstimo não acautelou o pontão”.
Sobre o Contrato, sublinhou que a empresa dá garantias e vai contribuir para melhorar o turismo no Barreiro, e comentou o facto de a CDU contestar ser uma empresa privada.
Miguel Amaral, CDU, contestou a ideia que a CDU estar contra ser um contrato com um privado, acrescentando que a discordância está no contrato não ser vantajoso para os barreirenses porque “nos cede muito poucas horas por semana e por mês”, e , “cede-nos quatro dias por ano em datas especiais para o Barreiro, esse contrato é penalizador para o Barreiro”.
Não discordou da cedência a uma empresa privada “com um contrato digno”.
Miguel Amaral, defendeu que a Muleta fazia parte de um projecto integrado para a Quinta Braamcamp- “um proejcto integrado para a zona ribeirinha e para a zona da Braamcamp”, disse.
Sobre o pontão referiu que podiam existir alternativas, até um acordo com a Baía do Tejo – “aproveitar para dinamizar o projecto – A Fábrica- que não tem nada de visível, até agora”.
Referiu até o cenário de construção de um pontão palafítico, com custos de 100 mil euros.
“O privado fica com o barco e os barreirenses ficam com umas horinhas”, afirmou.
Criticou ainda o facto de o Contrato ter uma duração de dez anos.
O modelo escolhido

Frederico Rosa, refutou posições de Miguel Amaral e teceu diversas considerações, sublinhou o facto de no Contrato com a empresa prever a garantia a todas as crianças ao longo do seu período do 1º ciclo tenham uma experiência de andar de barco gratuita, incluindo naquilo que é a história do concelho, viagens com conteúdo pedagógico e, referiu que existirão, ao longo de todos os meses do ano, de Maio a Outubro, passeios gratuitos para os barreirenses.
“O barco vai ser um grande veículo de promoção do Barreiro e vai trazer pessoas da outra margem à nossa margem”, disse.
“O barco, é um barco lindíssimo”, sublinhou.

Humberto Faísca, CDU, referiu que o barco podai estar fundeado e usar o pontão que vai ser usado nestes dias que vai navegar, e que podiam ser utilizadas outras opções, a negociar com a APL ou Baía do Tejo, recordou que os barreirenses ao longo do ano vão contar com 32 dias, em 365 dias.

03.08.2022 - 20:14

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