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RECORDAR ÁRBITROS DO BARREIRO
Mário Mendonça e seus árbitros assistentes: António Aires e André Roque.
Por Ezequiel Feijão

RECORDAR ÁRBITROS DO BARREIRO<br />
Mário Mendonça e seus árbitros assistentes: António Aires e André Roque.<br />
Por Ezequiel Feijão Nos anos 60 do século passado, o Barreiro tinha grande relevância no futebol nacional com a CUF, Barreirense e Luso nos principais escalões das provas da Federação Portuguesa de Futebol. Nesta época, vários jogadores da nossa região militavam nos chamados grandes clubes e na seleção nacional.

Na arbitragem do futebol, igualmente, o Barreiro era uma potência em termos de quantidade e qualidade de árbitros a nível distrital, nacional e internacional.

Na foto estão da esquerda para a direita: António Aires, Mário Rosa Mendonça e André Roque. Estes três árbitros não sendo naturais do Barreiro, cá viveram, trabalharam e se dedicaram, de alma e coração, à nobre causa que é a arbitragem, durante muitos anos.

António Aires, já falecido, era lisboeta de Marvila. Tinha como profissão escriturário dos Caminhos de Ferro. Depois de deixar a equipa de Mário Mendonça, formou a sua equipa e atingiu a categoria de árbitro da 2ª Categoria Nacional, aí tendo permanecido muitos anos, até ter atingido o limite de idade para a função. A nível distrital, colaborou como formador de novos Árbitros.

Mário Mendonça, nasceu em 1918 em Évora. Tinha como profissão chefe de via e obras dos Caminhos de Ferro. A sua atividade profissional levou-o para o distrito de Vila Real, onde prosseguiu a carreira de árbitro de futebol. Mais tarde, veio transferido para o Barreiro, tendo aqui atingido a categoria de internacional. Curiosamente, foi árbitro por três associações diferentes: Évora, Vila Real e Setúbal.

Esteve na génese da criação do atual Núcleo de Confraternização dos Árbitros de Futebol do Barreiro, como residia numa casa da CP (já demolida), em frente ao também já inexistente Café Terminus, sendo neste estabelecimento que, semanalmente, os árbitros reuniam para aperfeiçoarem os seus conhecimentos sobre as Leis do Jogo. Foi neste grande e histórico café que eu e outros jovens, muito aprendemos com estes e outros «mestres», não esquecendo Sebastião Pássaro. Como fazíamos muito barulho e causávamos incómodo às pessoas que ali iam ver a televisão, pois poucas tinham TV em casa, acabámos sendo «corridos».

Atingido o limite de idade, para ser árbitro, foi Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal.
Depois de reformado foi residir para o Pinhal Novo, tendo aí falecido em 2002.

André Roque, natural de Vila Real de Santo António, tinha como profissão fiscal dos Transportes Coletivos do Barreiro. Após sair da equipa de Mário Mendonça, liderou, com muita competência, a sua própria equipa, tendo chegado a árbitro da 3ª Categoria Nacional.
Deixou-nos muito cedo. Que as almas destes três grandes senhores da arbitragem estejam em descanso eterno,

Ezequiel Feijão

20.01.2023 - 14:00

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