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BARREIRO - Rosto do Ano 2025
António Gama «Kira» rosto na área Memória

BARREIRO - Rosto do Ano 2025 <br>
António Gama «Kira» rosto na área Memória No dia 29 de junho de 2025, o artista plástico António Gama «Kira», prestes a celebrar os seus 80 anos, partiu para a eternidade e deixou um legado que ficou inscrito no coração e está vivo na memória de muitos barreirenses.

KIRA é o pseudónimo de António J. Pereira Gama, que nasceu em Avis, Alentejo, em 1945 e fez do Barreiro a sua segunda terra. Terra que amou e à qual muito deu de si, sendo uma referência na vida cultural barreirense.

Uma obra no mundo

O I Salão de “Artes dos Novos”, no ano 1960, na Galeria A Trave, em Évora, foi o espaço onde realizou a sua primeira exposição. Depois seguiu-se o Salão de Arte do Ribatejo, em Lisboa, onde obteve o Prémio da Secretaria de Estado da Cultura, Prémio Governador Civil de Santarém e Medalha de Bronze.
Marcou presença na Expo 72, pela Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA), Lisboa.
Salão do Outono, Estoril, também na XI Premi Patronat Joan Miró, Palácio dos Arquitectos, Barcelona, Espanha.
Na sua longa carreira participou em exposições em diversos locais, nomeadamente :na Galeria Opinião, Lisboa; Artistas Portugueses e Brasileiros em Moçambique; Galeria Arte Nova, Porto.
Galeria Quadrante, Lisboa; Bolseiro da Sociedade Portuguesa de Arte Contemporânea.
Ainda, na V Bienal de Ibiza, Baleares, Espanha; Galeria Abel Salazar, Porto; «Maias para o 25 de Abril», Galeria S. Mamede, Lisboa; Salão Nacional da Gravura Portuguesa, SNBA, Lisboa.
“Museu Soares dos Reis “ O Caminho de Ferro”, Porto.

:«Kira expõe para comer»»

Um momento inesquecível da sua vida artística foi a exposição :«Kira expõe para comer» quadros que o público comeu na Galeria Codilivro, Lisboa.
A sua obra marcou presença na III Bienal Ibero Americana, México; na I Bienal do Instituto Superior de Economia, Lisboa, no Festival Internacional de Jazz, Cascais; no Museu Tavares Proença Júnior, Castelo Branco; na MARCA/87, Funchal, Madeira; no Instituto de Macau, China.
Del Bello Gallery, Toronto, Canadá.

A sua obra percorreu o mundo, ao Museu Pradense, Brasil; Galeria Almadarte, Costa da Caparica; Galeria Artur Bual, Amadora; Forum da Arte Contemporânea, Picoas, Lisboa.
Está representado no Museu de Angra do Heroísmo; Museu Manuel Cabanas, Vila Real de Santo António; Museu Municipal de Santiago do Cacém; Museu F. Tavares Proença Júnior, Castelo Branco; Museu Martins Correia, Golegã; Fundação Cupertino de Miranda, Instituto Cultural de Macau e Governo de Macau; Casa Museu Enmérico Nunes, Sines; Câmara Municipal da Amadora; Câmara Municipal de Almada e Câmara Municipal do Barreiro.

É uma personalidade da artes citada, nos Dicionários: “Artistas Radicados em Évora”, de Gil do Monte; “Portuguese 20th Century Artists,” de Michael Tannock; “Pintores e Escultores Portugueses” de Fernando Pamplona, III Volume; Artes Plásticas Portugal, "O Artista e o seu Mercado", de Narciso Martins; “Pintores Portugueses”, de Infante do Carmo e “A Literatura para a Infância”, de Alice Gomes.

Presente em diversas coleções, particulares e oficiais

Os seus trabalhos estão presentes em diversas coleções, particulares e oficiais, nomeadamente em França, Espanha, Itália, Polónia, Moldávia, China, Brasil, EUA, Canadá e Suíça. Integra a
Colecção do Banco Comercial Português, do Museu da Guerra Colonial, em Vila Nova de Famalicão.
O Kira é autor do Álbum "VIAGENS" p/a FERCONSULT s/o Metropolitano de Lisboa (texto e serigrafias) . Trabalhos editados pelo Centro Português de Serigrafia.
Escreveu poesia, crónica. Livros para crianças e adultos. Um observador da vida.

O seu nome está inscrito na toponímia do concelho do Barreiro. Nunca recebeu a distinção «Barreiro Reconhecido», que motivou uma petição pública.
Segundo artigo publicado no Jornal Rostos, pelo jornalista e escritor Jorge Morais, Kira foi Obreiro da Loja do Castelo, de Lisboa, filiada no Grande Oriente Lusitano.
O Kira era um homem que vivia o mundo das artes visuais com paixão. Um criativo de enormes potencialidades. Sentia as cores e as palavras por dentro do seu coração. Era um poeta apaixonado pela vida. Viveu a amar. Viveu a cultivar a palavra Liberdade.

A distinção Rosto do Ano Memória visa evocar e recordar personalidades que inscreveram seu nome na história do concelho do Barreiro, e, com a sua vida enriqueceram e valorizaram a vida da comunidade barreirense.

Nota - A distinção «Rostos do Ano» é atribuída anualmente pelo jornal «Rostos», para prestar reconhecimento a entidades ou personalidades que dignificam e valorizam o concelho do Barreiro. A distinção é atribuída com base numa decisão colegial assumida por um colectivo composto por: António Oliveira, jornalista da Lusa; Ana Lourenço Monteiro, ex-Directora do Jornal do Barreiro e António Sousa Pereira, Director do jornal «Rostos»

19.02.2026 - 00:03

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