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Núcleo do Barreiro da URAP
«A Cadeia do Forte de Peniche» de Rosalina Carmona
Resistentes o exemplo de como foi difícil lutar pela liberdade

Núcleo do Barreiro da URAP <br>
«A Cadeia do Forte de Peniche» de Rosalina Carmona<br>
 Resistentes o exemplo de como foi difícil lutar pela liberdade Decorreu no passado sábado 9 de Maio, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense a apresentação do livro ´A Cadeia do Forte de Peniche´ de Rosalina Carmona, edição publicada pelo Museu Nacional Resistência e Liberdade. O Museu veio ao Barreiro a convite do núcleo da URAP local, a fim de apresentar e divulgar o livro da autoria da historiadora barreirense.

Este evento, integrado nas comemorações dos 50 anos da fundação URAP União de Resistentes Antifascistas Portugueses, contou com a participação da autora, de Aida Rechena directora do Museu, Carlos Mateus do Conselho Directivo e Júlio Dias do Conselho Nacional da URAP, além de muitos participantes que encheram o salão da Cooperativa, entre os quais alguns antigos presos políticos.

Foi uma tarde carregada de emoções e evocação de memórias fortes, mas igualmente de alegrias. Nessa perspetiva, segundo a autora, o livro ´A Cadeia do Forte de Peniche´ é um contributo para o muito que ainda falta conhecer sobre aquele antro de sofrimento mas também de resistência.

Mais de 2600 presos políticos estiveram lá encarcerados e sofreram torturas físicas e psicológicas, espancamentos, vigilância de todos os momentos das suas vidas, incluindo os mais íntimos, censura da sua correspondência, falta total de liberdade, imposição de uma disciplina militar duríssima, tratamento vexatório e punitivo aplicado por guardas carcereiro cruéis e desumanos, ao serviço da PIDE e do regime fascista. Os Resistentes que passaram por tudo isso e muitas outras formas de tortura física e psíquica que deixou marcas profundas nas suas vidas, merecem que a memória do seu sacrifício não seja em vão e que as gerações do presente e do futuro conheçam como foi difícil lutar pela liberdade, conquista que hoje todos usufruímos. Foi em todos estes aspectos e a necessidade de alertar para o perigo das novas ideologias fascistas e fascizantes, tal como o branqueamento e o revisionismo da história que se focaram as intervenções dos participantes.
No final houve um lanche cooperativo com os participantes a trocar entre si os petiscos que cada um levou para confraternizar.

O Núcleo do Barreiro da URAP

11.05.2026 - 00:20

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