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entrevista

Barreiro - JPAC cantautor vive a música com paixão
«A música é um sonho meu de criança»

Barreiro - JPAC cantautor vive a música com paixão<br />
«A música é um sonho meu de criança»<br />
. Sou um músico do Distrito de Setúbal

. No Barreiro não há abertura para dar espaço aos nossos músicos

“Faço música por gozo, pelo prazer de sentir que através da música transmito mensagens, através da música falo de tudo, de ambiente e de problemas sociais”, são palavras Joaquim Pacheco, conhecido no mundo musical por JPAC.

Nasceu no dia 25 de Abril, mas, no ano de 1965, conta 53 anos. A música faz parte da sua vida desde criança, desde aqueles tempos, que, na sua segunda casa, Chinquilho da Baixa da Banheira - a sua terra natal - ali, escutava os ensaios de Landum ( que escreve música para o Toni Carreira), praticava desporto e descobria a música.
Foi ouvindo Landum que, de forma autodidacta, aprendeu a tocar viola – “foi ele que me incentivou, posso dizer que aprendi a tocar a ver o Ladum tocar”, recorda.

Eu ensinava viola

Depois de concluído ensino primário foi frequentar a Escola Mouzinho da Silveira, seguindo-se a Escola Secundária do Vale da Amoreira.
Recorda que a associação de estudantes organizava ateliers de aprendizagem de música e havia um Grupo de Danças Populares. Ali aprendeu a tocar diversos instrumentos, numa permuta de saberes – “Eu ensinava viola”, sublinha.

Um enchimento da alma

Entrou pela primeira vez numa banda musical, integrado o grupo – “Sol Nascente” – que ensaiava em Sarilhos e se dedicava aos concertos para Bailes.
Recorda que este foi um tempo que o enriqueceu, foi uma grande experiência ,e, diz sentia como a música era “um enchimento da alma”.

Do futebol ao mundo académico

Na sua vida deu um pezinho pelo mundo do futebol, jogou no Imortal de Albufeira e Sport Fuzeta e Benfica. Começou a prática do futebol no CRI de Alhos Vedros.
Enquanto jogou futebol. ao mesmo tempo, foi estudando e conclui os complementares.
Seguiu-se a vida militar, entre 86 e 88 foi “filho da escola”, a li nos Fuzileiros Navais.
Terminado o serviço militar ingressou na Policia de Segurança Pública. Entre Lisboa e Almada, até ao Barreiro, onde está desde 1992.
No Instituto Politécnico de Setúbal, concluiu a licenciatura de Gestão de Marketing.
Actualmente, está a trabalhar para concluir o Mestrado, dedicado a uma especialização em “serviços de informação”.

Faço questão de tocar originais

A música continuou sempre a fazer parte da sua vida. Desde 2010 iniciou uma carreira a solo – “esta é uma experiência inovadora”.
“Faço questão de tocar originais. A música e a letra são minhas”, sublinha.
Refere que está pronta a maquete para avançar com a edição do seu 1º CD – “é complicado, é preciso ter patrocinadores, quando tiver avanço”.

Tocamos por prazer

Os concertos vão-se fazendo. com a sua banda – JPAC Banda, que conta com a participação de Toni (baixo); Octávio (bateria); Patricia (teclas); Rui (viola) e JPAC (viola).
“Desde 2013 que vamos fazendo concertos, uns pagos, outros de borla, estes em festas para amigos. Tocamos por prazer”, salienta.
Depois, sublinha ainda há o JAC POT, é um projecto individual, no qual conta com a colaboração do Octávio.
“É um projecto de música portuguesa de Zeca Afonso, ao Xutós & Pontapés, passando pelo fado. Vamos fazendo concertos e vivendo o prazer da música. Isso é que conta. ”, sublinha.

Através da música transmitir mensagens

“O meu gozo é através da música transmitir mensagens, através da música falar de tudo, desde o mundo da droga, passando pela mendicidade, de problemas ambientais, da floresta e dos animais, da vida do nosso planeta”, refere.
“Tenho músicas de dedicadas ao tejo, onde viajo da barra até à margem sul e olho para as pessoas da outra margem, que, cada vez mais estão a vir viver para esta margem”, comenta.

Sou um músico do Distrito de Setúbal

“Eu não me considero um músico só do Barreiro, ando por todo os distrito. Sou um músico do Distrito de Setúbal, que está aberto ao mundo. Não vivo só para o meu concelho”, refere.
“Eu já toquei em diversas festas, na Moita, na Baixa da Banheiras. E. eles, que me convidaram tiveram gozo nisso” , sublinha.
Recorda que a Câmara Municipal da Moita editou um vídeo, através do qual dá a conhecer os músicos do concelho – “está muito giro”, diz.

Não há abertura para dar espaço aos nossos músicos

“Há muitos músicos no concelho do Barreiro mas nem sempre mostram os seus trabalhos. Aqui, não há abertura para dar espaço aos nossos músicos”, salienta.
“Aqui no Barreiro não há abertura para dar espaço aos nossos músicos. Enviei dados para a vereadora Sara Ferreira, nem sequer tive uma resposta, um agradecimento a dizer que receberam”, refere.

Realizar um sonho de criança

JPAC, comenta que a sua dedicação à música significa o realizar um sonho de criança.
“Os Sonhos de criança, por vezes, realizam-se tardiamente, pelos mais variados motivos, no entanto, realizam-se. Com sucesso, sem sucesso, o mais importante é que sintam que os realizaram e sentiram o prazer, essa satisfação e alegria do consumado”, é o seu texto de apresentação.
Por isso sublinha – “nunca desistam de realizar os vossos sonhos”.
“Na música encontro a forma mais pura de expurgar a alma”, afirma.

S.P.

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02.10.2018 - 20:42

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